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MEC empossa reitora da Universidade Federal do Tocantins

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O Ministério da Educação (MEC) empossou, nesta quarta-feira, 4 de fevereiro, a professora Maria Santana Ferreira dos Santos Milhomem no cargo de reitora da Universidade Federal do Tocantins (UFT). A solenidade foi realizada na sede da instituição, com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana, além de autoridades locais, gestores, docentes, técnicos, estudantes e representantes da comunidade acadêmica. 

No evento, o ministro se comprometeu a somar esforços para construir o Hospital Universitário da UFT e incluir a obra no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do governo federal. “Não tenham dúvidas de que esse hospital será feito aqui em Palmas”, pontuou. 

Durante a cerimônia, o titular do MEC também ressaltou a importância das universidades para transformar realidades pelo Brasil, tendo como exemplo a posse da primeira mulher negra a assumir a reitoria da UFT. “É muito simbólico porque sabemos as desigualdades que ainda existem nesse país. Precisamos lutar sempre contra o racismo e as desigualdades”, afirmou. 

Egressa da educação pública brasileira e filha de lavradores, Maria Santana destacou que é crucial o acesso ao ensino gratuito e de qualidade. “Este é um tempo de construir juntas e juntos uma universidade ainda mais forte, democrática e comprometida com a qualidade da educação pública. O futuro que sonhamos está em nossas mãos e esse futuro passa pela consolidação de uma universidade que acolhe a diversidade e promove a dignidade humana através do conhecimento”, disse a reitora. 

Sobre a construção do hospital universitário, a gestora da UFT completou que essa é uma necessidade estratégica da região. “Esse hospital é o elo que falta para consolidarmos o Tocantins como um centro de excelência médica no norte do país”, enfatizou. 

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Doutora em educação pela Universidade de Brasília (UnB), mestre pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e graduada em pedagogia pelo Instituto Luterano Superior de Palmas (Iles), Maria Santana integra o corpo docente da UFT desde 2011. Professora do curso de direito e do Programa de Pós-Graduação em Gestão de Políticas Públicas, atuou como pró-reitora de Extensão entre 2016 e 2025 e coordenou o Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Instituições Públicas de Educação Superior Brasileiras (Forproex) na Região Norte. Maria Santana é a primeira reitora negra da UFT.  

UFT – Criada em 2000, com início de atividades em 2003, a Universidade Federal do Tocantins consolidou-se, ao longo de mais de duas décadas, como a principal instituição pública de educação superior do estado e como agente estratégico para o desenvolvimento social, científico e econômico da Amazônia Legal. Inicialmente estruturada com sete campi, passou por reorganização institucional em 2019, com o desmembramento das unidades de Araguaína e Tocantinópolis para a criação da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT). Atualmente, mantém cinco campi em funcionamento — Gurupi, Palmas, Arraias, Miracema e Porto Nacional — além de polos de educação a distância (EAD), garantindo presença acadêmica de norte a sul do estado. 

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A universidade oferta 53 cursos de graduação, que atendem 10,1 mil estudantes; e 38 programas de pós-graduação, com 1,8 mil discentes, fortalecendo a formação de profissionais, pesquisadores e gestores públicos. O quadro institucional reúne quase 1,6 mil servidores, sendo mais de 900 docentes e quase 700 técnicos administrativos, que sustentam as atividades de ensino, pesquisa, extensão, inovação e gestão universitária. 

Consolidação e expansão – A UFT recebeu R$ 17,3 milhões em investimentos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), destinados a obras estratégicas, como o Complexo Laboratorial e o Hospital Veterinário no Campus Gurupi; o Complexo Esportivo no Campus Palmas; e o Complexo Laboratorial da engenharia elétrica, também na capital. 

As iniciativas visam modernizar laboratórios, ampliar espaços de práticas acadêmicas e esportivas e fortalecer as condições de permanência estudantil, contribuindo para a consolidação da universidade como referência regional em formação superior pública. 

Agenda – Como parte dos compromissos oficiais no estado, na quinta-feira (5), o ministro realizará vistoria ao Centro de Ciências Integradas (CCI) e às obras de construção do Bloco de Salas de Aula (3P) do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), em Araguaína (TO), acompanhando o andamento de investimentos na infraestrutura acadêmica. 

Resumo | Mais educação para o Tocantins 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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