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Mercado de milho inicia 2026 com baixa liquidez e cotações pressionadas, mas sinais de reação começam a surgir

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Mercado interno segue travado no Sul e Centro-Oeste

O mercado brasileiro de milho mantém baixa fluidez neste início de 2026, com negociações lentas e impasses entre produtores e indústrias. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, estados do Sul e Centro-Oeste registram cenários de pouca movimentação e queda nas cotações.

No Rio Grande do Sul, as transações se concentram entre cooperativas e pequenas indústrias, com o preço médio estadual subindo levemente 1,17%, de R$ 60,00 para R$ 60,70/saca, movimento considerado pontual e sem força para mudar o quadro de mercado defensivo.

Em Santa Catarina, o mercado permanece travado: produtores pedem cerca de R$ 75,00/saca, enquanto indústrias limitam suas ofertas a R$ 65,00/saca, mantendo o impasse. No Paraná, as colheitas avançam, mas a liquidez segue baixa, com ofertas de R$ 70,00/saca e compradores operando em torno de R$ 65,00/saca CIF.

No Mato Grosso do Sul, as cotações caem entre R$ 53,00 e R$ 54,00/saca, refletindo maior oferta local — com destaque para Dourados, onde as quedas foram mais intensas. Já no Goiás, o mercado perdeu força após breve tentativa de recuperação, operando entre R$ 55,00 e R$ 57,00/saca, com desvalorização moderada em Anápolis e preços mais firmes em Cristalina.

Cotações estáveis e expectativa por novos relatórios

O mercado físico e futuro do milho apresenta um quadro de acomodação nos preços, com negociações cautelosas e atenção voltada à divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

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De acordo com a consultoria Safras & Mercado, os preços nos portos brasileiros seguem fracos. No Porto de Santos, o milho é negociado entre R$ 67,00 e R$ 70,00/saca (CIF), enquanto em Paranaguá as cotações variam de R$ 66,50 a R$ 69,00/saca.

No mercado interno, o panorama também é de estabilidade:

  • Paraná (Cascavel): R$ 61,00 a R$ 62,00/saca
  • São Paulo (Mogiana): R$ 63,00 a R$ 65,00/saca
  • Campinas (CIF): R$ 68,00 a R$ 69,00/saca
  • Rio Grande do Sul (Erechim): R$ 62,00 a R$ 64,00/saca
  • Minas Gerais (Uberlândia): R$ 60,00 a R$ 61,50/saca
  • Goiás (Rio Verde): R$ 56,00 a R$ 60,00/saca
  • Mato Grosso (Rondonópolis): R$ 50,00 a R$ 55,00/saca

O analista Paulo Molinari destaca que a evolução da colheita da soja e o aumento nos fretes rodoviários podem alterar o equilíbrio regional dos preços nas próximas semanas.

Mercado físico dá primeiros sinais de reação

Apesar da pressão externa e das baixas recentes nos contratos futuros da B3, o mercado físico de milho começa a mostrar sinais de resistência. Segundo o Cepea, a queda de preços observada até o final de janeiro foi interrompida em algumas regiões, com produtores relutando em vender a valores menores — o que limita novas desvalorizações.

A menor oferta disponível, impulsionada pelo avanço da colheita da soja e pela redução nos fretes de milho, contribui para esse cenário de ajuste e contenção de quedas. Do lado da demanda, compradores seguem cautelosos, esperando uma ampliação da oferta que permita negociações mais vantajosas.

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Exportações crescem e sustentam expectativas para o setor

No mercado externo, o desempenho das exportações brasileiras segue positivo. Dados da Secex mostram que o país embarcou 4,24 milhões de toneladas de milho em janeiro, alta de 18% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado da safra 2024/25 (fevereiro a janeiro), os embarques somam 41,62 milhões de toneladas, crescimento de 8% frente à temporada anterior.

Na B3, os contratos futuros tiveram comportamento misto:

  • Março/26: R$ 68,85/saca (queda semanal)
  • Maio/26: R$ 69,05/saca (queda diária e semanal)
  • Julho/26: R$ 68,03/saca (leve alta semanal)

Em Chicago, os preços ficaram estáveis antes da divulgação do relatório WASDE, com o contrato março/26 cotado a US$ 4,28 3/4 por bushel. O movimento reflete realização de lucros, chuvas na Argentina e falta de incentivos ao uso do combustível E-15 nos Estados Unidos.

Cenário cambial e bolsas internacionais

O dólar comercial opera com leve alta de 0,08%, cotado a R$ 5,1913, enquanto o Dollar Index registra valorização de 0,07%, a 96,88 pontos.

Nos mercados externos, as bolsas apresentam desempenhos mistos:

  • Europa: Paris (+0,30%), Frankfurt (+0,05%) e Londres (-0,24%)
  • Ásia: Xangai (+0,13%) e Japão (+2,28%)

O petróleo WTI, para março, sobe 0,04%, negociado a US$ 64,39 por barril em Nova York.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Leilão Rincon Show movimenta R$ 1,41 milhão e marca início da liquidação histórica da Rincon del Sarandy

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A Cabanha Rincon del Sarandy, referência na seleção genética da raça Angus no Brasil, deu início à sua aguardada maratona de liquidação com um resultado expressivo. Realizado no último sábado (31), em Porto Alegre (RS), o leilão Rincon Show comercializou 100% dos 73 animais ofertados, movimentando R$ 1,41 milhão e reunindo compradores de diversas regiões do país.

O evento, realizado às margens do Lago Guaíba, no restaurante 20Barra9, no Pontal Shopping, marcou o começo de uma série de 12 dias consecutivos de vendas que integram as comemorações dos 30 anos de seleção genética da propriedade sediada em Uruguaiana (RS).

Animais foram adquiridos por criadores de quatro estados

Os exemplares comercializados fazem parte do tradicional time de pista da Rincon del Sarandy e foram adquiridos por pecuaristas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

O remate registrou média de R$ 27.375,00 para as fêmeas Angus e de R$ 22.114,00 para os machos Angus, confirmando o forte interesse do mercado pela genética desenvolvida ao longo de três décadas de trabalho da cabanha.

O desempenho das vendas reforça a valorização da genética Angus de alto padrão, especialmente em um momento em que a busca por produtividade, eficiência e qualidade da carne segue impulsionando investimentos na pecuária nacional.

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Matrizes e doadoras reforçam destaque da liquidação

As vendas tiveram continuidade no domingo (1º), com a oferta de matrizes, grandes campeãs e doadoras que ajudaram a construir a base genética do rebanho da Rincon del Sarandy.

Durante o evento, os proprietários Martin Tellechea, Ignacio Tellechea e Claudia Indarte Silva destacaram a relevância dos animais ofertados para o futuro da pecuária nacional.

Segundo Martin Tellechea, a liquidação representa uma oportunidade rara para criadores interessados em incorporar genética consolidada aos seus plantéis.

“Estamos vendendo mais do que produtos. Estamos ofertando as fábricas da Rincon del Sarandy”, ressaltou o pecuarista durante o remate.

Maratona de leilões é considerada momento histórico

O leiloeiro Fábio Crespo destacou o caráter inédito da programação, que seguirá até o dia 10 de junho, totalizando 12 dias consecutivos de comercialização.

De acordo com Crespo, a combinação entre qualidade genética, tradição da cabanha e formato da liquidação transforma o evento em um dos mais relevantes do calendário pecuário brasileiro em 2026.

A condução dos negócios reúne as equipes da Parceria Leilões, Programa Leilões, Virtual Remates e Panorama Leilões.

Vinho em homenagem a Neco Tellechea emociona participantes

Um dos momentos mais marcantes da programação foi o pré-lançamento da linha de vinhos Baita, projeto anunciado por Martin Tellechea durante o evento.

O destaque ficou para o rótulo Neco, criado em homenagem ao pecuarista Neco Tellechea, figura histórica da pecuária gaúcha e referência na trajetória da Rincon del Sarandy.

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O vinho tinto será comercializado em garrafas de 1,5 litro e tem lançamento oficial previsto para setembro, durante a Expointer, em Esteio (RS).

Garrafas arrecadam recursos para ação solidária

As duas primeiras unidades do vinho Neco foram leiloadas durante o evento em uma ação beneficente.

Cada garrafa foi arrematada por R$ 16 mil pelos criadores José Paulo Dornelles Cairoli e Rubens Zogbi. O valor arrecadado será destinado ao movimento Uruguaiana Viva, iniciativa que apoia ações desenvolvidas em parceria com a Santa Casa de Caridade de Uruguaiana.

A ação uniu genética, tradição, solidariedade e emoção, reforçando o legado construído pela família Tellechea ao longo de três décadas de atuação na pecuária brasileira.

Liquidação histórica reforça legado da genética Angus

Com forte participação de compradores e liquidez total dos lotes ofertados, o início da maratona Rincon 30 Anos confirma a relevância da Rincon del Sarandy no cenário da pecuária nacional.

A expectativa do setor agora se volta para as próximas etapas da liquidação, que seguem oferecendo animais e matrizes responsáveis por consolidar uma das mais reconhecidas seleções genéticas da raça Angus no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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