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Maçã brasileira inicia safra 2025/2026 com alta qualidade e retomada da produção

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Colheita da maçã 2025/2026 é oficialmente inaugurada em Vacaria

A colheita nacional da maçã 2025/2026 foi oficialmente aberta neste sábado (7) em Vacaria (RS), em um pomar da Rasip Agro.

Os frutos desta safra apresentam maior tamanho, ótima coloração, suculência e equilíbrio entre açúcar e acidez, refletindo condições climáticas favoráveis que agregam valor ao mercado interno e internacional.

Segundo a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), a projeção da safra varia entre 1,05 milhão e 1,15 milhão de toneladas, retornando a patamares próximos à média histórica do setor após dois anos de produção reduzida.

Retomada produtiva e qualidade destacam o setor

Para o presidente da ABPM, Francisco Schio, “esta safra sinaliza a volta a volumes próximos da normalidade, com um diferencial importante de qualidade. Temos maçãs com excelente padrão visual, sabor equilibrado e alto nível de tecnificação no campo, fortalecendo a competitividade do Brasil”.

O diretor executivo da ABPM, Moisés Lopes de Albuquerque, reforça que a safra evidencia a força do setor mesmo diante de adversidades, com compromisso com qualidade, sustentabilidade e desenvolvimento econômico.

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O presidente executivo da RAR Agro & Indústria, Sergio Martins Barbosa, acrescenta que as condições mais próximas da normalidade produtiva resultam em frutas de excelente sabor, alta conservação e competitividade internacional.

Exportações devem crescer e consolidar a presença internacional

A safra 2025/2026 projeta 60 mil toneladas de maçãs exportadas, sendo 40 mil toneladas do Rio Grande do Sul e 20 mil toneladas de Santa Catarina.

Os embarques atendem mais de 20 países, incluindo Índia, Portugal, Irlanda, Emirados Árabes Unidos, Rússia, Reino Unido, Bangladesh, Países Baixos e Arábia Saudita, mercados que valorizam qualidade, segurança alimentar e rastreabilidade do produto brasileiro.

Papel do setor público e articulação com produtores

O superintendente federal do MAPA no Rio Grande do Sul, José Cleber Dias de Souza, destacou a importância da articulação entre setor público e privado para consolidar a fruticultura nacional: “O Brasil evoluiu de importador, na década de 1970, para exportador. É essencial manter e aperfeiçoar este trabalho.”

Após a solenidade, participantes realizaram visita técnica à unidade da Embrapa em Vacaria, promovendo diálogo entre produtores, pesquisadores e gestores públicos sobre inovação, produtividade e sustentabilidade na cadeia da maçã.

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Interlocução entre autoridades e lideranças do setor

O evento reuniu representantes do setor público e privado, entre eles:

  • Sergio Martins Barbosa, presidente executivo da RASIP Agro;
  • Francisco Schio, presidente da ABPM;
  • José Cleber Dias de Souza, superintendente do MAPA-RS;
  • André Rokoski, prefeito de Vacaria;
  • Deputados federais Alceu Moreira e Afonso Hamm;
  • Deputados estaduais Carlos Burigo e Ernani Polo;
  • Sérgio Peres, presidente da Assembleia Legislativa do RS;
  • Secretários do Governo do Estado e autoridades municipais;
  • Representantes da Embrapa Uva e Vinho, incluindo Andrea de Rossi e Adeliano Cargnin.

O encontro reforçou o compromisso do setor com inovação, qualidade e sustentabilidade, consolidando a maçã brasileira como um produto competitivo no mercado interno e externo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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