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Veja a previsão de riscos do Cemaden para o Carnaval

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O período carnavalesco será marcado por uma inversão no padrão de chuvas em grande parte do País. De acordo previsões do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o cenário geral é de estabilidade, sem previsão de desastres graves ou generalizados. 

Sudeste 

Após semanas de chuva intensa no Sudeste, a tendência é de redução significativa das precipitações justamente durante o feriado. A única ressalva é para a terça-feira de Carnaval (17), quando há maior possibilidade de pancadas isoladas na cidade de São Paulo e no interior paulista. Nos demais estados da região, a tendência é de tempo mais firme. 

“Nós tivemos uma sequência de várias semanas de chuva pesada no Sudeste. Isso vai mudar justo para o Carnaval. A chuva vai diminuir muito, ou não vai chover, ou vai chover muito pouco nos próximos dias”, explica o coordenador de Operações e Modelagem do Cemaden, Marcelo Seluchi. 

Centro-Oeste 

A região central deve seguir padrão semelhante ao apresentado para o Sudeste: redução significativa das chuvas.  

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Sul 

No Sul, o cenário é inverso. Depois de um período de calor intenso e pouca precipitação, a chuva retorna entre sexta-feira (13) e segunda-feira (16). Santa Catarina (SC) concentra a maior persistência das instabilidades, enquanto no Rio Grande do Sul (RS) as pancadas devem ser mais rápidas. 

Segundo Seluchi, mesmo com possibilidade de chuva forte, os acumulados previstos — em princípio abaixo de 100 milímetros — e o nível atual dos principais rios reduzem o risco de ocorrências mais graves. “Isso não é compatível com desastres, nem deslizamentos, nem inundações. Os principais rios estão com nível de normal para baixo”, observa. Ainda assim, ele pondera que podem ocorrer alagamentos pontuais em áreas urbanas com drenagem deficiente, além da possibilidade de raios e ventos intensos. 

Nordeste 

No Nordeste, a previsão indica chuvas fracas no litoral. Recife (PE) e Salvador (BA) estarão sob monitoramento mais atento por concentrarem grandes eventos carnavalescos. No interior, especialmente na porção norte da região, a expectativa é de precipitações que podem beneficiar áreas historicamente afetadas pela escassez hídrica. “É uma boa notícia para uma região que sempre tem falta de água”, observa. 

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Norte 

Na Região Norte, o padrão chuvoso esperado para esta época do ano permanece. O monitoramento se concentra em cidades específicas, com atenção especial para Manaus (AM), que sazonalmente registra maior número de alertas. 

Em síntese, o cenário indica uma redistribuição das chuvas pelo País. “Vai deixar de chover onde estava chovendo e vai voltar a chover ou começar a chover onde não estava chovendo. Por isso que a gente não espera nada muito preocupante”, conclui Seluchi. 

 

Chuvas no carnaval.
Chuvas no carnaval.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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O que é e como ocorre a Microlua Cheia Azul? A ciência explica

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A Microlua Cheia Azul vai acontecer neste domingo, 31 de maio. O fenômeno é raro por se tratar de dois em um: uma microlua e uma Lua Azul juntas. A próxima vez que isso vai ocorrer novamente vai ser daqui a 40 anos. A boa notícia é que vamos conseguir acompanhar o evento facilmente no horizonte leste por volta das 18h. Ele ficará visível a noite toda e só vai desaparecer às 6h do dia 1º. O melhor horário para apreciar será por volta da meia-noite, quando ela fica mais alta no céu.

A Lua Azul, nome dado à segunda Lua Cheia registrada no mesmo mês, não tem fisicamente uma mudança na cor. O que ocorre é um fenômeno óptico raro, em que realmente vemos o astro com coloração azulada, mas isso é decorrente da presença de partículas de vulcões ou de grandes incêndios florestais suspensas na alta atmosfera. 

Já a Microlua Cheia é o nome dado quando o satélite está mais distante da Terra. Isso ocorre porque a órbita lunar funciona em uma elipse, ou seja, ela se aproxima (perigeu) e se afasta (apogeu) do planeta periodicamente. Quando a fase cheia coincide com o apogeu, ocorre a microlua cheia. Já quando isso ocorre no perigeu, é a superlua cheia.

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O astrônomo parceiro do Observatório Nacional no programa O Céu em Sua Casa e professor da Universidade Federal de Itajubá, Gabriel Hickel, explica que a Lua Azul ocorre a cada 2 anos, 8 meses e 18 dias, já a microlua, a cada 1 ano, 1 mês e 18 dias. “Elas raramente coincidem”, diz. O Observatório Nacional é uma unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Estrela Antares

A noite de domingo guarda mais um fenômeno, o ápice da aproximação entre Lua e Antares, estrela conhecida como o Coração do Escorpião, a mais brilhante da constelação e facilmente identificada por ter a coloração avermelhada. 

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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