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Registros Genealógicos da Pecuária Crescem 65% em 2025 e ANC Ultrapassa Marca de 100 Mil Animais Inspecionados

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ANC Registra Avanço Recorde e Supera 100 Mil Animais em 2025

A Associação Nacional de Criadores-Herd-Book Collares (ANC) alcançou um marco histórico em 2025 ao registrar 100.186 animais, representando um crescimento de 65,4% em relação a 2024, quando o total foi de 60.543 registros.

O levantamento abrange mais de 30 raças bovinas inspecionadas pela entidade e reflete o fortalecimento da pecuária nacional, que vive um momento de expansão em produtividade, controle genético e qualidade dos rebanhos.

Crescimento Reflete Maior Interesse por Melhoramento Genético

De acordo com a superintendente de Registro Genealógico da ANC, Silvia Freitas, o aumento expressivo de registros indica maior conscientização dos produtores sobre a importância da origem dos animais.

“Quando cresce o número de matrizes e machos registrados, sabemos que o produtor está mais atento à procedência e ao potencial produtivo do rebanho. Isso se traduz em avanços no fenótipo e, principalmente, no melhoramento genético”, explica Freitas.

A entidade destaca que o registro genealógico é um passo essencial para a evolução da pecuária, permitindo controle de linhagens, seleção mais eficiente e rebanhos com desempenho superior.

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Qualificação e Padronização Aumentam Rentabilidade do Rebanho

O trabalho de inspeção técnica realizado pela ANC contribui diretamente para aumentar a produtividade e a lucratividade dos criadores. Segundo Freitas, conhecer o histórico dos animais é fundamental para garantir melhor ganho de peso, qualidade de carcaça e eficiência alimentar.

“Nosso objetivo é que cada nova geração seja superior à anterior. Isso só é possível com uma seleção bem estruturada, baseada em informações precisas sobre cada indivíduo”, destaca.

Pecuária Nacional Avança com Conscientização e Tecnologia

A superintendente também ressalta que o crescimento dos registros é resultado da confiança dos produtores no trabalho técnico da associação. A inspeção garante que os animais atendam a padrões raciais definidos, promovendo padronização e valorização comercial dos lotes.

“Os animais aprovados em nossa inspeção apresentam características morfológicas produtivas e são criados com foco em melhoramento genético. Isso eleva o padrão dos rebanhos e fortalece o agronegócio brasileiro”, afirma Freitas.

Fortalecimento da Pecuária Sustentável e Competitiva

Com mais de um século de atuação, a ANC reforça seu papel estratégico na valorização da genética bovina brasileira, promovendo o desenvolvimento sustentável da pecuária e a competitividade dos produtores no mercado nacional e internacional.

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O avanço nos registros genealógicos em 2025 confirma a tendência de profissionalização do setor, em linha com as novas demandas por rastreabilidade, eficiência produtiva e sustentabilidade nas cadeias de carne e genética bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil tem vantagem na transição energética, mas precisa transformar potencial em estratégia industrial, aponta estudo do FGV Clima

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O Brasil possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, mas ainda precisa transformar essa vantagem natural em uma estratégia industrial estruturada para garantir competitividade na economia de baixo carbono. A avaliação é do novo relatório do FGV Clima, em parceria com o Instituto Itaúsa.

O estudo integra a série “Desenhando o Futuro da Transição Energética Brasileira” e analisa como China, Estados Unidos, Índia e União Europeia conduzem suas estratégias de descarbonização, além de posicionar o Brasil nesse cenário global.

Indústria é peça-chave na transição energética brasileira

O relatório destaca que o Brasil estabeleceu meta de reduzir entre 59% e 67% suas emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2035, com base em níveis de 2005, conforme a NDC apresentada na COP 29.

Nesse contexto, a indústria aparece como eixo central da transição energética. O setor representa 23,4% do PIB, movimenta cerca de R$ 2,56 trilhões e emprega 11,8 milhões de trabalhadores, além de responder por 31,7% do consumo final de energia do país.

Brasil tem matriz limpa, mas enfrenta desafio em setores pesados

O estudo aponta que o Brasil parte de uma posição privilegiada: em 2024, 64,4% da energia consumida pela indústria veio de fontes renováveis, um dos maiores índices entre economias industrializadas.

Na geração elétrica, o avanço é ainda mais expressivo: 84% da capacidade instalada é renovável, quase o dobro da média global de 46,2%.

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Apesar disso, o relatório alerta que setores como cimento, siderurgia, química e alumínio seguem como os principais desafios da descarbonização, exigindo soluções além da eletrificação, como hidrogênio verde, CCUS (captura e armazenamento de carbono) e novas rotas produtivas.

Experiências internacionais mostram caminhos diferentes para a transição

A análise comparativa mostra que não existe um único modelo de transição energética, mas sim estratégias distintas adaptadas às realidades de cada país:

  • China: liderança industrial com coordenação estatal e domínio em cadeias de energia solar, eólica e baterias
  • Estados Unidos: forte incentivo via políticas industriais como o Inflation Reduction Act, mas com instabilidade associada a ciclos políticos
  • Índia: transição gradual com uso do carvão, ao mesmo tempo em que investe em hidrogênio verde e manufatura local
  • União Europeia: modelo regulatório avançado, com mercado de carbono estruturado e o CBAM (Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira), que desde 2026 impacta exportações de aço e alumínio

O principal aprendizado, segundo o estudo, é que previsibilidade regulatória e coordenação de longo prazo são determinantes para atrair investimentos e acelerar a descarbonização.

Brasil já estrutura política climática, mas precisa integração

O relatório aponta que o país já avançou na construção de políticas voltadas à transição energética, como:

  • Política Nacional de Transição Energética (PNTE)
  • Plano Nacional de Transição Energética (Plante)
  • Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte)
  • Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE)
  • Taxonomia Sustentável Brasileira
  • Programa de Aceleração da Transição Energética (PATEN)
  • Novo PAC, com R$ 466,7 bilhões destinados à transição energética até 2026
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Apesar do avanço institucional, o estudo destaca como principal desafio a falta de coordenação entre instrumentos, o que dificulta a previsibilidade para investidores, estados e setor produtivo.

Tecnologias estratégicas podem posicionar Brasil na economia verde

O levantamento também identifica áreas estratégicas em que o Brasil possui vantagens competitivas:

  • Hidrogênio verde, impulsionado por matriz renovável e potencial eólico e solar
  • Biocombustíveis avançados, como SAF para aviação e diesel verde
  • Armazenamento de energia em baterias
  • Captura e armazenamento de carbono (CCUS)
  • Minerais estratégicos como nióbio, lítio, grafite e terras raras

Essas tecnologias são vistas como fundamentais para a inserção do Brasil nas cadeias globais da economia de baixo carbono.

Coordenação e previsibilidade serão decisivas, aponta estudo

Para a coordenadora do estudo no FGV Clima, a professora Amanda Motta Schutze, o Brasil tem uma janela estratégica para transformar vantagens naturais em liderança industrial.

Segundo ela, a transição energética vai além da adoção de tecnologias limpas e envolve reposicionamento produtivo global.

O estudo conclui que a vantagem energética brasileira não se converterá automaticamente em liderança econômica. Para isso, será necessário combinar políticas consistentes, financiamento de longo prazo e coordenação institucional capaz de transformar recursos naturais em inovação, competitividade e empregos qualificados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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