AGRONEGOCIOS
Fatec Pompeia e Fundação Shunji Nishimura firmam parceria com Bayer para impulsionar inovação no agronegócio
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A Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia e a Faculdade de Tecnologia de Pompeia (Fatec Pompeia) firmaram uma parceria estratégica com a multinacional Bayer, voltada ao desenvolvimento de soluções tecnológicas aplicadas ao campo. O acordo marca uma nova etapa do Programa VAlora Milho, lançado em 2023, e busca unir conhecimento técnico-científico e práticas agrícolas em uma estrutura de suporte remoto e inovação tecnológica.
Nova fase do Programa VAlora Milho amplia integração entre campo e tecnologia
Criado pela Bayer para oferecer soluções personalizadas e aumentar a rentabilidade e produtividade dos produtores de milho, o VAlora Milho entra em uma nova fase em 2026. A iniciativa agora conta com o Hub Bayer VAlora Milho, uma central de relacionamento e suporte técnico remoto desenvolvida em conjunto com a Fundação Shunji Nishimura, a Fatec Pompeia e os centros de inovação do ecossistema — o Centro de Inovação Tecnológica da Alta Paulista (CITAP) e o Centro de Inovação no Agronegócio (CIAg).
O objetivo é fortalecer a ponte entre o ambiente acadêmico e o campo, aplicando soluções tecnológicas para otimizar processos agrícolas e reduzir gargalos operacionais.
Hub tecnológico vai reunir suporte técnico e inteligência artificial
De acordo com Denis Sakuma, coordenador do CITAP, o projeto contará com a participação ativa de professores e alunos da Fatec Pompeia, que serão capacitados nas tecnologias da Bayer.
“A parceria com a Bayer representa um marco muito importante para o ecossistema da Fundação. A partir do Hub Bayer VAlora Milho, iremos apoiar a criação de um laboratório de inovação no CITAP, oferecendo suporte tecnológico e soluções de ponta para o agronegócio”, destacou Sakuma.
O projeto também prevê o desenvolvimento de uma plataforma de Inteligência Artificial, criada em parceria com o CIAg, voltada à tomada de decisão e resolução de problemas técnicos, com base em dados e recomendações geradas por estudantes e docentes.
Laboratórios de inovação e pesquisa fortalecem o projeto
O Hub Bayer VAlora Milho será integrado à estrutura de inovação do CITAP, que dispõe de infraestrutura laboratorial avançada. Entre os destaques estão o Laboratório de Monitoramento e Proteção de Plantas, mantido pela Fatec Pompeia, e o FoodTech Lab, especializado em pesquisa e desenvolvimento de produtos e tecnologias voltadas ao setor de alimentos.
Esses ambientes de inovação serão fundamentais para gerar conteúdo técnico atualizado, padronizar o suporte aos produtores e melhorar a experiência dos usuários nas plataformas digitais da Bayer.
Acadêmicos participam ativamente da evolução tecnológica do agronegócio
A Profa. Dra. Marisa Silveira Almeida Renaud Faulin, docente da Fatec Pompeia, reforça que a colaboração com a Bayer representa uma oportunidade ímpar de aprendizado e contribuição prática para os estudantes.
“O Programa VAlora Milho combina dados, genética avançada e desenvolvimento de híbridos de alta performance. Nossos alunos e professores vão contribuir com toda a expertise do curso de Tecnologia em Mecanização em Agricultura de Precisão”, explicou.
A integração entre pesquisa acadêmica e aplicação prática permitirá que futuros profissionais participem ativamente da transformação tecnológica do agronegócio brasileiro.
Brasil reforça liderança global na produção de milho
O Brasil é atualmente o terceiro maior produtor mundial e o segundo maior exportador de milho, conforme dados da consultoria McKinsey. Ainda assim, há potencial de crescimento de 30% a 40% na produtividade, o que reforça a importância de investimentos em inovação, digitalização e capacitação técnica.
A parceria entre a Fundação Shunji Nishimura, Fatec Pompeia e Bayer consolida um passo estratégico para o avanço da agricultura de precisão e para o fortalecimento da competitividade do setor agrícola nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade
Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.
Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.
O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.
A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.
Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.
Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.
Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.
Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.
Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.
Fonte: Pensar Agro
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