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Plantio do Algodão: Saiba Quando a Umidade do Solo Está no Ponto Ideal para a Semeadura

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A decisão sobre o momento ideal para o plantio do algodão é determinante para o desempenho da lavoura. Mais do que a ausência de chuvas, o sucesso da semeadura depende de uma combinação precisa entre umidade adequada no solo, temperatura favorável à germinação e condições climáticas estáveis nos dias seguintes.

Segundo a Embrapa, esses fatores reduzem o risco de falhas de emergência, embuchamento e perdas por encharcamento ou seca logo após o plantio — pontos críticos que podem comprometer o estande e a produtividade final.

Solo úmido, mas não encharcado: o ponto de equilíbrio é a capacidade de campo

De acordo com recomendações técnicas da Embrapa, o momento mais seguro para a semeadura é quando o solo está úmido, porém não saturado, condição conhecida como “capacidade de campo”.

Esse é o estágio em que o solo já drenou o excesso de água após uma chuva ou irrigação, mas ainda mantém umidade suficiente para sustentar a germinação e a emergência das plântulas.

Em áreas irrigadas, a orientação é que a lâmina de água aplicada antes do plantio seja suficiente para elevar a umidade até a capacidade de campo na profundidade utilizada para a semeadura.

Segundo a Embrapa, respeitar esse limite tem impacto direto na uniformidade do estande. Em solos encharcados, a falta de oxigênio prejudica o desenvolvimento inicial; já em solos secos, as sementes podem demorar a germinar, gerando falhas na linha e necessidade de replantio.

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Temperatura ideal do solo garante emergência rápida e vigorosa

A temperatura do solo é outro fator decisivo para a arrancada do algodoeiro.

As publicações técnicas da Embrapa indicam que a faixa ideal de germinação está entre 25°C e 30°C, intervalo que favorece uma emergência uniforme e mais acelerada.

Se o solo estiver úmido, mas frio, o processo tende a ser mais lento, o que pode causar desuniformidade na lavoura ainda nas fases iniciais.

Esse cuidado é essencial especialmente nas áreas de sequeiro, onde o produtor depende da chuva e das condições térmicas naturais para iniciar o ciclo com segurança.

Profundidade correta e contato semente-solo são determinantes para o sucesso

Além da umidade e temperatura, o manejo da semeadura também influencia o aproveitamento da umidade disponível.

As orientações da Embrapa destacam que as sementes devem ser depositadas a uma profundidade entre 2,5 e 3,0 centímetros, garantindo bom contato entre semente e solo e evitando falhas de germinação.

A adubação, por sua vez, deve ser posicionada lateralmente e abaixo da semente, a uma distância segura para evitar danos ou interferências na germinação.

Em solos do Cerrado, onde a textura e a capacidade de armazenamento de água variam bastante, a profundidade de plantio deve ser ajustada conforme o tipo de solo, reforçando a importância da regulagem adequada dos equipamentos.

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Previsão de chuvas define a melhor janela de plantio

A decisão de plantar também depende da previsão do tempo para os dias seguintes.

Segundo a Embrapa, realizar o plantio com o solo apenas no limite da umidade, “apostando na chuva”, aumenta o risco de veranico e germinação irregular.

Por outro lado, entrar com o solo muito úmido e enfrentar nova sequência de precipitações pode gerar encharcamento e falhas de emergência.

O ideal é buscar uma janela climática estável, com chuvas regulares, mas sem excesso, para garantir o estabelecimento saudável das plantas logo após a semeadura.

Checklist: o que o produtor deve avaliar antes de plantar o algodão

Com base nas recomendações da Embrapa, o produtor reduz riscos e melhora o potencial produtivo da lavoura ao observar os seguintes pontos antes de iniciar o plantio:

  • Solo úmido, sem excesso — próximo à capacidade de campo;
  • Temperatura do solo entre 25°C e 30°C;
  • Regulagem correta da semeadora, com profundidade adequada e bom contato semente-solo;
  • Previsão de chuvas estável, sem extremos logo após o plantio.

Ao aliar o manejo correto à leitura das condições de solo e clima, o produtor cria uma base sólida para o desenvolvimento da cultura do algodão, reduzindo perdas iniciais e aumentando o potencial de produtividade ao longo do ciclo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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