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Kajuru critica supersalários e cobra fim de ‘penduricalhos’ acima do teto

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Em pronunciamento nesta quarta-feira (25), o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) criticou o pagamento de valores acima do teto constitucional no serviço público, por meio dos chamados penduricalhos (remunerações extras, como gratificações e auxílios). Ele defendeu medidas para impedir remunerações que superem esse limite, que hoje é de R$ 46.366, valor equivalente ao subsídio mensal dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o parlamentar, indenizações que deveriam ser excepcionais, como despesas com transporte, hospedagem e alimentação, passaram a ser utilizadas para viabilizar pagamentos adicionais permanentes. Kajuru citou exemplos de contracheques que ultrapassam R$ 100 mil mensais, sobretudo no Judiciário, e mencionou o caso de magistrado que recebeu R$ 354,5 mil líquidos. Para ele, a prática desvirtua o objetivo do teto constitucional. 

— Já passou da hora de o Brasil acabar com a farra dos supersalários no serviço público, até mesmo em respeito à maioria do funcionalismo, que é muito mal remunerada. Há levantamentos mostrando que a média salarial dos servidores públicos é próxima da média do trabalhador brasileiro, atualmente R$ 3.613 — afirmou.

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Por Bruno Augusto, sob supervisão de Dante Accioly

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Projeto libera fundos de pensão de limite de juros em empréstimos

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O Projeto de Lei 237/26 afasta o limite de juros para empréstimos dos fundos de pensão aos seus participantes. O texto em análise na Câmara dos Deputados impede a aplicação da Lei da Usura, que prevê taxa máxima de 12% ao ano.

Segundo o deputado Tadeu Veneri (PT-PR), autor da proposta, a ideia é proteger as futuras aposentadorias. Ele afirma ainda que entidades fechadas de previdência complementar não buscam lucro, mas precisam rentabilizar os seus recursos.

Tadeu Veneri ressalta que, atualmente, a Justiça tem limitado os juros cobrados pelos fundos de pensão a 12% ao ano. Para ele, isso ameaça o equilíbrio dos planos de benefícios e pode resultar em contribuições extras dos participantes.

Alteração em lei
A proposta altera a Lei 14.905/24, que trata da aplicação de juros e correção monetária nos contratos, para incluir os fundos de pensão na lista de exceções à Lei da Usura. Hoje, bancos e outras instituições financeiras integram a relação.

“A submissão às restrições da Lei da Usura desvirtua a função institucional dessas entidades, inviabiliza a rentabilização dos ativos e reduz a capacidade de cumprir as metas atuariais”, diz Tadeu Veneri.

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Próximos passos
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Da Reportagem/RM
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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