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Polícia Civil cumpre mandados contra profissionais da advocacia que prometiam decisões judiciais mediante pagamento

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4.3), a Operação Smoke, para cumprimento de 15 ordens judiciais contra um grupo criminoso formado por advogados e profissionais da área do direito. Eles estão envolvidos na prática dos crimes de exploração de prestígio e associação criminosa.

São cumpridos, na operação, três mandados de busca e apreensão, três mandados de imposição de medidas cautelares diversas da prisão e nove ordens de afastamento de sigilos bancário, fiscal e telemático, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá.

Os alvos dos mandados são dois advogados regularmente inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e um bacharel em Direito. A OAB acompanhou o cumprimento das buscas realizadas nos endereços vinculados aos profissionais da advocacia, em observância às prerrogativas legais.

Os mandados de busca e apreensão são cumpridos nos bairros Pico do Amor, Santa Rosa e Residencial Coxipó, todos no município de Cuiabá.

Investigações

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Estelionato de Cuiabá, apontaram que o grupo criminoso abordava familiares de pessoas presas e prometia a obtenção de decisões judiciais favoráveis, alegando possuir influência junto a membros do Poder Judiciário.

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Em contrapartida, eles exigiam o pagamento de valores elevados, sob o argumento de que tais quantias seriam destinadas a terceiros com suposta capacidade de interferir nas decisões.

As negociações ocorriam por meio de encontros presenciais e comunicações por aplicativos de mensagens, com orientação para que as conversas fossem mantidas em absoluto sigilo.

Ordens judiciais

Além das buscas, o Poder Judiciário determinou a imposição de medidas cautelares diversas da prisão, como comparecimento periódico em juízo, proibição de manter contato com os demais investigados e com testemunhas, proibição de se ausentar da comarca sem autorização judicial, com entrega de passaporte, além do monitoramento eletrônico.

A imposição de monitoramento eletrônico, com utilização de tornozeleira eletrônica pelos investigados, busca assegurar o controle judicial de seus deslocamentos e prevenir eventual reiteração dos crimes. A Polícia Penal prestou apoio à operação, realizando a imediata instalação dos dispositivos nos alvos alcançados pelas decisões judiciais.

As quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático têm por objetivo aprofundar a análise da movimentação financeira e das comunicações mantidas pelos investigados, permitindo identificar a origem e a destinação dos valores supostamente obtidos, bem como a dinâmica relacional do grupo.

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Nome da operação

Smoke faz referência à expressão doutrinária que associa o crime de exploração de prestígio à chamada “venda de fumaça”, utilizada para descrever condutas em que o agente promete influência inexistente ou indevida junto a autoridades públicas, oferecendo algo imaterial e fraudulento em troca de vantagem econômica.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil cumpre mandados contra facção criminosa envolvida com transporte de cocaína da fronteira ao norte de MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (22.5), a Operação Vinculum Sanguinis para cumprir 23 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa envolvida com o tráfico de cargas de cocaína da fronteira com a Bolívia até a região norte do Estado.

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop, apuram o envolvimento do grupo criminoso nos crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Sinop e municípios vizinhos.

Na operação, é cumprido um mandado de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão domiciliar, 11 bloqueios de contas bancárias, totalizando mais de R$ 1,2 milhão, além do sequestro de três veículos e cinco imóveis, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Sinop.

As ordens judiciais são cumpridas nos municípios de Sinop, Cláudia, Cuiabá e Várzea Grande, com foco na desarticulação do grupo criminoso responsável pelo transporte de centenas de quilos de cocaína de Pontes e Lacerda até a região de Sinop. O cumprimento das ordens judiciais contou com apoio da equipe da Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá.

Até o momento, a ação resultou na apreensão de mais de 25 tabletes de pasta base de cocaína e dinheiro, que aínda sereá contablizado. Três criminosos já foram presos, um em razão do mandado de prisão preventiva e dois em flagrante por tráfico de drogas.

Rota do tráfico

As investigações, conduzidas pela Draco de Sinop, tiveram início em outubro de 2025, após a prisão em flagrante de dois suspeitos no município de Cláudia, ocasião em que foi apreendido um quilo de pasta base de cocaína.

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O que parecia um flagrante isolado revelou-se, com o avanço das investigações, uma estrutura criminosa voltada ao transporte de grandes carregamentos de entorpecentes oriundos da região de fronteira do Estado.

Durante a apuração dos fatos, foi identificado que o grupo era responsável pelo transporte de centenas de quilos de cocaína da cidade de Pontes e Lacerda, na fronteira com a Bolívia, até a região de Sinop. Os policiais identificaram que o grupo criminoso utilizava a rota, que percorre mais de 700 quilômetros, para o transporte sistemático de cocaína e pasta base de cocaína.

Apreensão de entorpecentes

No mês de março de 2026, a Draco de Sinop deflagrou a Operação Aurora Pantaneira, ação que resultou na apreensão de 525 quilogramas de cocaína e pasta base de cocaína transportados pelo mesmo grupo criminoso.

Lavagem de dinheiro e bloqueios patrimoniais

Além do tráfico em si, as investigações apontaram para a prática de lavagem de dinheiro, com o produto do crime sendo ocultado por meio de movimentações financeiras distribuídas entre membros da facção criminosa, empresas e familiares. Os laços familiares eram utilizados como mecanismo de confiança e ocultação patrimonial.

As medidas patrimoniais deferidas pela Justiça, com base nas investigações, totalizam mais de R$ 3,2 milhões em ativos constritos, somando o bloqueio bancário, os veículos e os imóveis. O sequestro dos bens foi requerido como forma de garantir o ressarcimento dos danos causados e impedir que o produto do crime permaneça em circulação.

O bloqueio bancário alcançou 11 investigados, sendo nove pessoas físicas e duas empresas, uma do ramo de segurança eletrônica e outra do ramo de metalurgia, localizadas em Várzea Grande e Cuiabá.

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Os cinco imóveis sequestrados estão localizados nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande, incluindo apartamentos, uma casa e terrenos. O valor venal total dos imóveis registrados supera R$ 2 milhões, com valor de mercado estimado significativamente superior. A medida inclui bens que possam estar registrados em nome de terceiros.

Segundo o delegado Eugênio Rudy Junior, responsável pelas investigações, a operação possibilitou que as investigações avançassem sobre toda a teia de envolvidos.

“As investigações revelaram um grupo criminoso, com divisão de funções, uso de laranjas para movimentação financeira e mecanismos para dissimular o produto do crime. Os elementos apurados apontaram ainda vínculos familiares e de confiança como espinha dorsal do grupo”, disse o delegado.

Nome da operação

O nome da operação, “Vinculum Sanguinis”, é uma expressão em latim que significa “laço de sangue” e faz referência justamente ao vínculo familiar existente entre integrantes da facção criminosa e à utilização desses laços como mecanismo de confiança e ocultação patrimonial.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Renarc

A operação faz parte da sexta fase da Operação Narke, da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de enfrentamento ao narcotráfico.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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