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Valor Bruto da Produção Agropecuária Deve Cair 4,6% em 2026, Aponta CNA

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Previsão geral do VBP para 2026

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária brasileira deve atingir R$ 1,40 trilhão em 2026, uma queda de 4,6% em relação a 2025, segundo estimativas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O VBP mede o faturamento bruto dentro dos estabelecimentos rurais, considerando produções agrícolas e pecuárias, calculado a partir da média dos preços reais recebidos pelos produtores em todo o país, ajustados pelo IGP-DI.

Agricultura: queda no faturamento, mas café e soja avançam

O faturamento estimado para a agricultura em 2026 é de R$ 926,9 bilhões, representando retração de 4,5% frente ao ano anterior. Apesar da queda geral, algumas culturas devem registrar crescimento no VBP:

  • Soja: leve alta de 0,6%, impulsionada pelo aumento da produção (3,79%), que compensa parcialmente a queda nos preços (-3,0%).
  • Café arábica: forte crescimento de 18,4% no VBP, devido à expansão da produção em 23,29%, mesmo com redução de preços (-3,9%).

Outras culturas importantes apresentam retração:

  • Milho: queda de 7,1%, com diminuição na produção (-1,92%) e nos preços (-5,3%).
  • Cana-de-açúcar: redução de 6,5%, apesar de leve alta na produção (0,57%), por conta da queda nos preços (-7,0%).
  • Feijão, caroço de algodão e maçã: são exceções entre os produtos que devem ter aumento nos preços, mas impacto limitado no VBP geral.
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Pecuária: carne bovina se destaca, outros produtos recuam

O setor pecuário deve registrar VBP de R$ 476,3 bilhões, queda de 4,7% em comparação a 2025. A redução geral reflete a queda nos preços, apesar de algumas produções apresentarem crescimento moderado:

  • Carne bovina: preços projetados +3,7%, mas a redução na produção (-5,73%) limita o aumento, resultando em recuo de 2,3% no VBP.
  • Carne de frango: queda de 1,6% no VBP.
  • Leite: retração significativa de 11,0%, combinando aumento modesto na produção e queda de preços.
  • Carne suína: VBP deve cair 1,8%.
  • Ovos: maior recuo do segmento, com -22,8%, devido à queda acentuada nos preços.
Principais fatores que influenciam o VBP

A queda projetada no VBP agropecuário está associada principalmente à redução nos preços médios das commodities em 2026, mesmo em cenários onde algumas culturas e produtos apresentam aumento na produção. Segundo a CNA, o cenário evidencia a sensibilidade do setor a fatores de mercado, destacando a importância de estratégias de gestão e diversificação para mitigar impactos sobre o faturamento.

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VBP DA AGROPECUÁRIA

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro supera queda de volume e fatura R$ 6,39 bilhões com exportações em junho

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O agronegócio do Rio Grande do Sul mostrou maturidade de mercado em junho de 2026. Mesmo enfrentando uma queda de 2,2% no volume físico embarcado — que baixou para 1,76 milhão de toneladas —, o setor entregou um resultado financeiro robusto, alcançando um faturamento de R$ 6,39 bilhões (US$ 1,24 bilhão). O resultado representa uma alta de 3,9% na comparação com o mesmo período de 2025.

O dado revela uma mudança estratégica no campo gaúcho: a pauta exportadora está se tornando mais valiosa. O Estado tem priorizado o envio de produtos com maior valor agregado, aproveitando janelas de preços mais favoráveis em vez de depender apenas da venda de grandes volumes a preços baixos. O setor respondeu por quase 69% de todas as exportações gaúchas no mês, sustentando a economia regional mesmo com oscilações logísticas.

O que impulsionou o faturamento

O avanço na receita foi sustentado por três pilares fundamentais para o produtor:

  • Complexo Soja: A oleaginosa continua sendo o carro-chefe. O crescimento de 15,2% no valor exportado (com alta de 18,8% apenas nos grãos) mostra que a demanda internacional segue aquecida e pagando pela qualidade do produto gaúcho. O farelo também contribuiu significativamente para o saldo final.

  • Proteínas Animais: O setor viveu um junho de recuperação. A carne de frango in natura saltou 65,6% em receita, reflexo da normalização dos fluxos após as barreiras sanitárias do ano anterior. A pecuária bovina também avançou: alta de 15,3% na carne e um movimento atípico no segmento de gado vivo, que disparou 1.567% em valor, impulsionado pela reabertura do mercado turco.

  • Arroz: O setor provou a força da diversificação. Com aumento de 17,4% na receita, o arroz gaúcho conquistou novos espaços na América Central, Caribe e África, reduzindo a dependência de compradores tradicionais e garantindo maior liquidez aos produtores e tradings.

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O que recuou e por quê

Segmentos como celulose, fumo e carne suína registraram queda. No entanto, para o setor de celulose e madeira, analistas da Farsul indicam que o recuo é técnico: a base de comparação com junho de 2025 estava muito alta, com embarques extraordinários que não se repetiram na mesma intensidade este ano. Trata-se, portanto, de um ajuste de cronograma, não de perda de mercado.

Estratégia de risco: pulverização de mercados

Embora a China continue sendo a principal parceira, absorvendo 30,2% do que o agro gaúcho exporta, a lista de compradores está cada vez mais diversificada. Estados Unidos, Turquia, Bélgica, Coreia do Sul e Índia completam a lista de principais destinos. Essa pulverização é a melhor estratégia de mitigação de risco para o produtor, que fica menos exposto às turbulências econômicas de um único parceiro comercial.

Primeiro semestre: R$ 35,23 bilhões acumulados

O balanço de junho ajuda a explicar o desempenho robusto do primeiro semestre de 2026. No acumulado do ano, o agro gaúcho já soma R$ 35,23 bilhões (US$ 6,84 bilhões) em vendas externas, um crescimento de 8,3% frente ao mesmo período de 2025.

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O cenário é claro: o Rio Grande do Sul está sendo mais eficiente. O setor está vendendo produtos de maior valor e acessando mercados mais variados, o que garante a competitividade da porteira para fora, mesmo quando desafios climáticos e logísticos limitam o volume das safras.

Fonte: Pensar Agro

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