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Massey Ferguson apresenta novas versões dos tratores MF 4700 e MF 7718 na Expodireto 2026
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A Massey Ferguson, uma das principais referências do setor agrícola no Brasil, amplia seu portfólio com novas versões dos reconhecidos tratores MF 4700 e MF 7718, desenvolvidos para atender diferentes perfis de produtores e demandas do campo. Os modelos estarão em exposição durante a Expodireto Cotrijal 2026, que será realizada de 9 a 13 de março, em Não-Me-Toque (RS).
Segundo Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson, “são tratores premiados, preparados para diferentes níveis de operação e com possibilidade de evolução tecnológica conforme a necessidade do cliente”.
MF 4700: eficiência e simplicidade para produtores que buscam melhor custo-benefício
As novas versões do MF 4700 foram desenvolvidas para atender produtores que precisam de um trator versátil, robusto e eficiente, indicado para operações em citros, pecuária e arroz. A linha mantém seus atributos principais, priorizando facilidade de operação e alta disponibilidade no campo.
O modelo conta com motor AGCO Power, turbo e intercooler, com gerenciamento eletrônico, garantindo eficiência no consumo de combustível e desempenho adequado para as tarefas do dia a dia. A transmissão 12×12 com reversão mecânica oferece escalonamento de marchas preciso, ideal para operações que exigem mudanças frequentes de direção.
Com capacidade de levante de 3 toneladas e vazão hidráulica de 65 litros por minuto, o MF 4700 atende uma ampla gama de implementos. A cabine com visibilidade 360° proporciona maior conforto, segurança e controle operacional, mesmo em jornadas longas.
Zanetti afirma: “O MF 4700 entrega desempenho, simplicidade operacional e robustez, características muito valorizadas por produtores que precisam de máquinas confiáveis para o uso diário”.
MF 7718: 180 cv e seis cilindros para operações exigentes
O MF 7718 integra a série MF7700 Dyna 6, projetada para produtores que demandam robustez, simplicidade e confiabilidade, principalmente em operações que exigem força contínua. O trator possui motor de seis cilindros com 180 cavalos, garantindo desempenho para aplicações intensivas no campo.
A transmissão Dyna-6 (24×24) oferece versatilidade e performance, com trocas automáticas de marcha que otimizam o rendimento em diferentes tarefas. O modelo se destaca como uma solução de alto custo-benefício na faixa de potência de 180 cv.
O MF 7718 sai de fábrica preparado para piloto automático, com válvulas e pré-disposição hidráulica, permitindo fácil adição de terminais e antenas futuramente. O sistema hidráulico com vazão de 150 litros por minuto atende implementos exigentes, como plantadeiras pneumáticas.
O trator será disponibilizado em três versões, adaptadas às diferentes realidades produtivas:
- Grãos: rodado duplo;
- Cana-de-açúcar: rodado simples e eixo de 3 metros;
- Arrozeiro: pneus R2, voltado para produtores da Região Sul.
Zanetti conclui: “Nosso objetivo é ampliar o acesso a tratores robustos e consagrados, agora em versões mais simples, competitivas e alinhadas às necessidades de cada segmento do agronegócio”.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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El Niño ameaça a pecuária em 2026 e exige prevenção no manejo do gado no Rio Grande do Sul
Pecuária sob risco com previsão de El Niño intenso
A pecuária bovina no Rio Grande do Sul entra em 2026 em estado de atenção diante da previsão de um El Niño de forte intensidade. Assim como ocorre na agricultura, o fenômeno climático deve provocar mudanças significativas no regime de chuvas e na variação de temperaturas, exigindo maior preparo dos produtores para evitar perdas produtivas e econômicas.
Segundo a pesquisadora e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Soraya Tanure, os impactos vão além dos eventos extremos mais evidentes, como enchentes. O efeito sobre o solo e o manejo animal pode comprometer diretamente a produtividade das propriedades.
Solo encharcado e perda de produtividade no campo
Com o aumento das chuvas, o solo tende a ficar saturado, dificultando a circulação dos animais e ampliando os danos estruturais nas áreas de pastagem. O pisoteio do gado em condições inadequadas é um dos principais pontos de alerta.
De acordo com a especialista, esse processo acelera a compactação e a erosão do solo, reduzindo a capacidade produtiva das forrageiras no médio e longo prazo.
“O pisoteio do gado em solo encharcado destrói a estrutura da terra, gerando compactação e erosão, o que compromete a produtividade das forrageiras a médio e longo prazo”, explica Soraya.
Esse cenário também eleva custos operacionais e reduz a rentabilidade da atividade pecuária.
Estresse térmico e impacto direto na produção animal
Além dos efeitos sobre o solo, o El Niño também influencia o desempenho animal por meio do estresse térmico. As oscilações de temperatura afetam diretamente o ganho de peso dos bovinos de corte e a eficiência produtiva da pecuária leiteira.
As vacas em lactação são ainda mais sensíveis às variações climáticas, o que pode resultar em queda de produtividade em períodos críticos.
A combinação entre calor e umidade também cria condições ideais para a proliferação de parasitas, fungos e bactérias, aumentando o risco de doenças no rebanho.
Manejo e planejamento são fundamentais para reduzir perdas
Diante das previsões climáticas, especialistas reforçam que medidas preventivas devem fazer parte do planejamento contínuo das propriedades rurais, independentemente da ocorrência de fenômenos extremos.
“Considerando a crescente frequência de eventos climáticos extremos, torna-se cada vez mais importante investir em práticas de manejo adaptadas e em sistemas produtivos mais resilientes, capazes de garantir a sustentabilidade e a competitividade da pecuária gaúcha no longo prazo”, destaca Soraya.
Entre as principais recomendações estão:
- Diversificação das fontes de alimentação animal
- Fortalecimento da gestão forrageira
- Planejamento e controle de indicadores da propriedade
- Uso de ferramentas simples de gestão rural
- Reserva de alimento e manejo rotacionado ganham destaque
Com a previsão de maior intensidade do fenômeno na primavera, ainda há tempo para ações preventivas. Uma das principais estratégias é a formação antecipada de estoque de silagem e feno, garantindo suplementação durante períodos de maior precipitação.
O manejo rotacionado também é apontado como uma prática eficiente e de fácil adoção, ajudando a reduzir o pisoteio excessivo e a degradação do solo.
Sanidade animal exige reforço no controle preventivo
As condições mais quentes e úmidas tendem a intensificar a presença de parasitas como mosca-do-chifre e carrapatos, aumentando riscos sanitários no rebanho. Essas infestações podem causar anemia e favorecer doenças como a Tristeza Parasitária Bovina.
A especialista recomenda atenção redobrada com animais desnutridos, que ficam mais vulneráveis a infecções secundárias. Também é fundamental manter o calendário de vacinação em dia, incluindo doenças como rinotraqueíte infecciosa, leptospirose e diarreia viral bovina.
O avanço do El Niño reforça a necessidade de uma pecuária mais tecnificada, preventiva e adaptada às mudanças climáticas. O planejamento antecipado, aliado a práticas de manejo eficientes, será decisivo para reduzir impactos e garantir a sustentabilidade da atividade no Rio Grande do Sul.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


