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Exportações de suco de laranja para a União Europeia voltam a cair em fevereiro, aponta Cepea

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As exportações brasileiras de suco de laranja para a União Europeia voltaram a registrar queda em fevereiro, frustrando as expectativas de recuperação após o avanço observado em janeiro. A avaliação é de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o desempenho mais fraco do mês reduziu o ritmo de embarques da safra atual.

Embarques da safra 2025/26 seguem abaixo da temporada anterior

Considerando a safra 2025/26, no período entre julho de 2025 e fevereiro de 2026, o Brasil exportou 250,2 mil toneladas de suco de laranja concentrado para a União Europeia.

Esse volume representa uma queda de 55,7 mil toneladas em relação ao mesmo intervalo da temporada anterior, indicando um ritmo mais lento de comercialização para o bloco europeu.

Queda expressiva nas exportações em fevereiro

A desaceleração foi mais evidente no mês de fevereiro. De acordo com o sistema Comex Stat, o Brasil embarcou 24,5 mil toneladas de suco de laranja para a União Europeia, volume significativamente menor do que o registrado em janeiro.

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No primeiro mês do ano, os envios haviam alcançado 49,8 mil toneladas, praticamente o dobro do volume exportado em fevereiro.

Demanda europeia ainda limita avanço das exportações

Segundo os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, apesar da retração nas compras da União Europeia, as exportações brasileiras de suco de laranja para os Estados Unidos continuam apresentando desempenho consistente.

Ainda assim, os analistas destacam que uma recuperação da demanda europeia será fundamental para ampliar o escoamento da safra brasileira no mercado internacional.

Preço da laranja de mesa reage no mercado interno

No mercado doméstico, o cenário foi diferente. Os preços da laranja de mesa in natura voltaram a subir ao longo da semana.

De acordo com o Cepea, a oferta mais limitada da fruta no mercado interno tem sustentado essa recuperação nas cotações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados

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O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.

Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.

Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.

Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.

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Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.

Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual

Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.

Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.

O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.

Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro

O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.

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Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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