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Clima favorável impulsiona safra recorde de café, enquanto queda em Nova York pressiona preços no Brasil
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O mercado brasileiro de café apresenta um cenário de contrastes neste início de ano, com fundamentos positivos do lado da oferta, mas pressão vinda do ambiente externo. Enquanto o clima favorece o desenvolvimento da safra 2026/27, a queda das cotações internacionais do arábica tende a limitar o avanço dos preços no mercado interno.
Clima favorece lavouras e reforça projeção de safra recorde
As condições climáticas seguem beneficiando a safra brasileira de café 2026/27 na maior parte das regiões produtoras. Após um mês de dezembro marcado por temperaturas elevadas e escassez de chuvas, o início de 2026 trouxe melhora significativa no regime hídrico.
Segundo pesquisadores do Cepea, as chuvas registradas na primeira quinzena de março foram determinantes para o bom desenvolvimento das lavouras. No caso do café arábica, o volume de precipitações contribuiu diretamente para o enchimento dos grãos. Já para o robusta (conilon), o clima favoreceu a fase final de desenvolvimento.
Diante desse cenário, a expectativa é de uma safra recorde, impulsionada principalmente pelo arábica. Para o robusta, embora a projeção inicial fosse mais conservadora, a melhora das condições climáticas elevou o otimismo do setor, com agentes já indicando uma produção próxima à registrada na temporada anterior.
Queda do arábica em Nova York pressiona mercado interno
No cenário internacional, o café arábica registra queda consistente na ICE, em Nova York, o que deve impactar negativamente as cotações domésticas.
Os contratos com vencimento em maio de 2026 operam a 290,20 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 1,54%. O movimento reflete uma realização de lucros após ganhos recentes, acompanhando também a oscilação do petróleo.
Por outro lado, o robusta apresenta valorização na Bolsa de Londres, o que contribui para dar sustentação aos preços dessa variedade no mercado brasileiro.
Câmbio estável reduz estímulos às negociações
O dólar comercial iniciou o dia praticamente estável, cotado a R$ 5,2053, enquanto o índice do dólar (DXY) registra leve avanço.
A estabilidade cambial reduz o impulso às exportações e contribui para um ambiente de cautela entre os agentes, mantendo o ritmo de negociações mais contido no mercado interno.
Comercialização segue lenta no mercado brasileiro
A movimentação no mercado físico de café segue limitada. Na terça-feira, os negócios se concentraram no período da manhã, com redução no ritmo ao longo do dia.
Produtores seguem firmes nas pedidas, enquanto compradores atuam de forma seletiva, adquirindo apenas volumes necessários para o curto prazo. Esse desalinhamento tem restringido o fechamento de novos negócios.
Preços do café nas principais regiões produtoras
Os preços apresentaram estabilidade a leve alta nas principais praças do país:
- Sul de Minas Gerais: arábica bebida boa (15% de catação) entre R$ 1.940 e R$ 1.950 por saca
- Cerrado Mineiro: arábica bebida dura (15% de catação) entre R$ 1.950 e R$ 1.960 por saca
- Zona da Mata de Minas Gerais: arábica tipo “rio” (20% de catação) entre R$ 1.420 e R$ 1.430 por saca
- Vitória (ES): conilon tipo 7 entre R$ 990 e R$ 1.000; tipo 7/8 entre R$ 980 e R$ 990
Cenário externo: bolsas em alta e petróleo em valorização
O ambiente internacional apresenta viés positivo para ativos de risco. As principais bolsas europeias operam em alta, assim como os mercados asiáticos, com destaque para o desempenho do Japão.
O petróleo também registra valorização, com o WTI negociado a US$ 96,61 por barril. Ainda assim, persistem preocupações com possíveis aumentos nos custos de energia, transporte e fertilizantes, especialmente em função das tensões no Oriente Médio.
Perspectiva: oferta elevada e volatilidade devem marcar o mercado
Com a perspectiva de uma safra robusta no Brasil e oscilações no mercado internacional, o setor cafeeiro deve enfrentar um período de maior volatilidade.
A combinação de oferta elevada, incertezas externas e ritmo lento de comercialização tende a manter os preços pressionados no curto prazo, enquanto agentes aguardam melhores definições do cenário global para avançar nas negociações.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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MPA informa encerramento da temporada de pesca do pargo em 2026
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) informa que, conforme o acompanhamento da temporada de pesca do pargo ( Lutjanus purpureus ) em 2026, as capturas da espécie atingiram o patamar de 90% do limite anual estabelecido para a atividade. Com o alcance desse percentual, fica encerrada, a partir de 19/09/2026, a temporada de captura do pargo pelas embarcações autorizadas a operar nas modalidades de permissionamento 1.8, 1.9 e 1.10.
A Portaria Interministerial MPA/MMA nº 66, de 27 de julho de 2026, estabeleceu o limite anual de captura de até 2.750 toneladas de pargo e determinou o encerramento da temporada quando as capturas atingirem 90% desse limite, correspondente a 2.475 toneladas. A limitação de captura é uma forma de contribuir para a recuperação da espécie, que tem grande importância econômica no país e está ameaçada de extinção.
O encerramento decorre do acompanhamento realizado pelo MPA por meio dos instrumentos oficiais de monitoramento da atividade pesqueira.
As embarcações autorizadas que estiverem em atividade de pesca no mar na data do encerramento deverão retornar e realizar o desembarque do pargo em até dez dias corridos, contados a partir da data de encerramento da temporada. Após esse prazo, ficam proibidas a captura, a retenção a bordo e o desembarque da espécie.
O encerramento da temporada de captura do pargo não impede a utilização das Autorizações de Pesca Complementares para a captura das demais espécies nelas previstas, desde que observada a legislação aplicável.
Declaração de Estoque
Em razão do encerramento da temporada antes do início do período anual de defeso, a Declaração de Estoque de pargo deverá ser apresentada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em até sete dias corridos após o término do prazo concedido às embarcações para retorno e desembarque.
Entre o término do prazo autorizado para desembarque e 15 de fevereiro de 2027, o transporte, o armazenamento, o processamento e a comercialização de pargo somente poderão ocorrer quando o produto estiver devidamente registrado em Declaração de Estoque apresentada no prazo e nas condições estabelecidas pela legislação.
Espécie ameaçada
O pargo (Lutjanus purpureus) é uma espécie categorizada como “Em Perigo” de extinção na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção para Peixes e Invertebrados Aquáticos, definida pela Portaria MMA 1.667/2026.
A categoria indica que a espécie enfrenta risco muito alto de extinção na natureza, caso medidas de proteção e manejo não sejam intensificadas. Por isso, é necessário um Plano de Recuperação da espécie, que estabelece diretrizes, objetivos e medidas para promover a conservação e recuperação de espécies ameaçadas aquáticas, reconhecendo a possibilidade de uso sustentável da espécie. Entre as medidas de recuperação do Plano está a definição de um limite de captura anual da espécie.
Painel de acompanhamento
O painel disponibilizado pelo MPA apresenta o histórico da produção de pargo registrada entre 2021 e 2026, a partir dos dados obtidos pelos instrumentos oficiais de monitoramento da atividade pesqueira. Acesse aqui o Painel de acompanhamento da pesca do pargo.
O Ministério da Pesca e Aquicultura reafirma seu compromisso com a sustentabilidade dos recursos pesqueiros e com a continuidade da atividade pesqueira. As medidas de ordenamento, monitoramento e controle adotadas integram esse compromisso e buscam assegurar o uso sustentável do recurso, contribuindo para a recuperação do estoque da espécie e para a manutenção da atividade pesqueira em bases sustentáveis ao longo do tempo.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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