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Caderno reúne experiências inspiradoras em educação integral
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Com o intuito de valorizar, reconhecer e possibilitar o intercâmbio entre práticas que fortalecem a educação integral em todo o país, o Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta quarta-feira, 18 de março, o Caderno de Narrativas de Experiências Inspiradoras de Educação Integral em Tempo Integral. O lançamento ocorreu no Centro de Formação e Desenvolvimento dos Trabalhadores em Educação do Ministério da Educação (Cetremec), com transmissão pelo canal do MEC no YouTube.
As 25 histórias do Caderno de Narrativas integram o Mapa de Experiências, uma plataforma criada pelo MEC com informações de 738 iniciativas de Educação Integral em Tempo Integral de todo o país. Para contar essas diferentes histórias, de Norte a Sul do país, passando por 18 estados e por todas as regiões do Brasil, as experiências foram agrupadas em quatro temáticas inspiradoras: Políticas de Educação Integral, Gestão e Intersetorialidade; Currículo e Práticas Pedagógicas Participativas; Diversidade, Inclusão e Equidade; e Territórios, Culturas e Saberes.
Na cerimônia, a secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt, agradeceu a sua equipe por todo trabalho desenvolvido, desde 2023, para a implantação e a consolidação do programa Escola em Tempo Integral, que já ultrapassou 1,8 milhão de novas matrículas declaradas com jornada estendida em todo o país. Aponta ainda outro objetivo alcançado pela primeira vez no Brasil, a meta 6 do Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024, que prevê atender pelo menos 25% dos alunos da educação básica da rede pública em tempo integral. No ano de 2025, o Brasil alcançou a marca de 25,8% de estudantes em tempo integral, segundo o Censo Escolar.
“A educação integral coloca a escola a serviço do que a gente quer que seja a sociedade. Isso não compete com o currículo forte e organizado, mas o currículo tem que trazer para dentro de todo o repertório o que aquele território é. A gente está conseguindo dizer que dá para trabalhar com metas, com o currículo organizado para a garantia de direitos e com avaliação. Tudo isso em diálogo com o que a gente é, com o território que a gente vive, revelando não só as nossas mazelas, mas as nossas potências. A gente pode, sim, nas nossas escolas, fazer da educação um processo transformador integral, que revele quem nós somos como país e o que a gente quer dizer”, destacou.
Schweickardt observou que a conquista vai além das metas cumpridas. Para ela, é preciso olhar também a qualidade do ensino. “A qualidade precisa estar embutida na meta, para ver se a gente está garantindo a equidade, a inclusão, se está garantindo a voz dos estudantes, das professoras e dos professores na nossa política. A expansão da jornada é uma dimensão importantíssima, porque ela garante muitos direitos, alimentação, segurança, intersetorialidade e direito das famílias”, comentou.
Em 2023, apenas 17% dos municípios e estados que aderiram ao programa tinham políticas de educação integral estruturada e reconhecida pelos seus Conselhos de Educação. Hoje, 91% dos territórios brasileiros já estão trabalhando com educação integral em tempo integral.
A coordenadora-geral de Educação Integral e Tempo Integral, Aline Zero, agradeceu à ex-coordenadora, Raquel Franzim, por todo esforço e dedicação na execução do programa Escola em Tempo Integral. Ela destacou que a seleção das experiências inspiradoras foi um trabalho desenvolvido por muitas mãos, para provar que a educação integral em tempo integral acontece com a participação da comunidade local, estudantes, professores, gestores, articuladores e parceiros.
Todos esses atores envolvem a escola com a comunidade, trazendo mais sentido para a escola, resgatando a conexão da escola com a vida, além de crianças e jovens que muitas vezes perdem o interesse na escola por falta dessa conexão. As metas foram alcançadas, não só quantitativamente, mas qualitativamente. Esse trabalho comprova exatamente isso, que nós temos ações, engajamentos e resultados, que já estão sendo vistos, mudando e transformando vidas dos nossos bebês, crianças, adolescentes e jovens”, ressaltou.
A cerimônia contou com a presença dos representantes das 25 redes que tiveram suas experiências selecionadas no Edital nº 2/2025. Desenvolvido pela Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, em parceria com a Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por meio do grupo Territórios, Educação Integral e Cidadania (Teia), o Caderno de Narrativas é uma das ações de difusão do Edital de Experiências Inspiradoras de Gestão e de Projetos Pedagógicos de Educação Integral em Tempo Integral.
Conheça as 25 experiências inspiradoras aqui.
Escola em tempo integral – O programa Escola em Tempo Integral fomenta a criação de matrículas em tempo integral (igual ou superior a 7 horas diárias ou 35 horas semanais) em todas as etapas e modalidades da educação básica. A medida proporciona a ampliação da jornada de tempo na perspectiva da educação integral e a priorização das escolas que atendem estudantes em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica. O governo federal fornece assistência técnica e financeira considerando propostas pedagógicas alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
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Alunos nota mil inspiram preparação para a redação do Enem 2026
De Fortaleza (CE), Carlos Eduardo Gomes transformou a conquista da nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em oportunidade e orientação a outros estudantes. De Virginópolis (MG), Samille Leão reservava tempo para responder simulados e reproduzir, em casa, as condições do dia da prova. De Jaguaribe (CE), Elivandro Rodrigues, professor, participa do exame anualmente para compreender melhor os desafios enfrentados por seus alunos. Três trajetórias que podem inspirar quem se prepara para o Enem 2026.
Esses caminhos se encontram na nova edição da cartilha “A Redação do Enem 2026 – Cartilha do Participante”, recém-divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC). O material explica os critérios de avaliação e apresenta redações de participantes da edição anterior, acompanhadas de comentários pedagógicos.
Para Carlos Eduardo, o apoio da família foi decisivo na trajetória até a universidade e na realização do sonho de cursar medicina. “Sempre acreditaram muito em meu potencial de conseguir chegar em uma universidade, de cursar medicina, que sempre foi meu sonho”, conta, ao falar dos avós e das tias.
A conquista também ampliou o alcance de um projeto de mentoria de redação que Carlos já desenvolvia. Assim, ele passou a atuar na preparação de quase uma centena de estudantes a partir de seu próprio projeto e a integrar uma iniciativa da Secretaria de Educação voltada a alunos do oitavo e do nono ano. “Antes, eu buscava me inspirar em outras histórias, outras trajetórias. E saber que hoje eu sou uma dessas inspirações é uma grande realização para mim”, afirma.
Na preparação de Samille, estudante de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), os simulados tinham lugar na rotina, inclusive durante feriados e encontros de família. “Eu simulava como se fosse o dia do Enem”, lembra. Para manter a concentração, ela pedia que ninguém entrasse em seu quarto enquanto fazia a prova.
Ao recordar o caminho até a nota máxima, Samille destaca a dedicação e a importância das relações pessoais durante os estudos. “O que eu gostaria que as pessoas lembrassem. quando elas conhecessem minha história. é que é possível, sim, realizar nossos sonhos com dedicação e paciência”, diz.
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Elivandro Rodrigues encontrou no próprio exame uma forma de aprimorar o trabalho em sala de aula. A inspiração veio de uma professora de física que fazia o Enem todos os anos para orientar melhor os estudantes. “Meu propósito não é simplesmente tirar nota mil. Eu quero ajudar meus alunos”, explica. Para ele, analisar os próprios erros também ajuda a identificar dificuldades e a preparar os alunos para a prova.
A nota máxima trouxe reconhecimento ao professor e abriu caminho para a criação de um espaço presencial de ensino em sua cidade. “Isso me abriu uma porta aqui na cidade para ter um local presencial, ter um reforço, ter um curso de redação”, relata.
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As experiências dos três mostram como a prática, o apoio de outras pessoas e a reflexão sobre a aprendizagem podem fazer parte da preparação para a escrita.
Cartilha – A relação entre conhecimento e argumentação recebe atenção especial na nova cartilha do MEC. O documento alerta para o uso do chamado “repertório de bolso”, ou seja, referências memorizadas e empregadas de forma genérica, sem conexão efetiva com a discussão. De acordo com a cartilha, inserir uma citação de maneira automática ou forçada pode prejudicar a compreensão da proposta e a aplicação de conhecimentos ao tema.
A orientação da cartilha é selecionar referências pertinentes e explicar como elas contribuem para o argumento. Livros, filmes, acontecimentos históricos e outros conhecimentos construídos ao longo da formação podem ser utilizados, desde que façam sentido no texto.
Além disso, também há a recomendação de leitura cuidadosa da proposta e dos textos motivadores antes de definir o posicionamento que será defendido.
Para ajudar os participantes a compreender essas exigências, o material detalha as cinco competências avaliadas: domínio da escrita formal da língua portuguesa; compreensão do tema e da estrutura dissertativo-argumentativa; organização de informações e argumentos; uso dos recursos linguísticos que conectam as ideias; e elaboração de uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Cada competência pode receber até 200 pontos.
Na cartilha, há uma seleção com redações de estudantes das cinco regiões do país que obtiveram boas notas no Enem 2025. Os comentários apontam como cada participante desenvolveu o tema, articulou o repertório e apresentou sua proposta de intervenção, oferecendo referências para a revisão e o aprimoramento da própria escrita.
Também foram disponibilizadas versões com orientações específicas para participantes com dislexia, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e para participantes surdos ou com deficiência auditiva.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação



