POLITÍCA NACIONAL
Senado pode votar na terça inclusão da misoginia entre crimes de preconceito
POLITÍCA NACIONAL
O projeto que inclui a misoginia — ódio, repulsa ou aversão às mulheres — entre os crimes de preconceito ou discriminação deve ser votado pelo Plenário do Senado na próxima terça-feira (24). O PL 896/2023 foi retirado da pauta desta quarta-feira (18), depois que o senador Carlos Viana (Podemos-MG) apresentou uma questão de ordem questionando a urgência do projeto.
A autora, senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), e a relatora, senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), apontaram que o projeto já foi discutido nas comissões e já foi pautado outras vezes, sem votação no Plenário.
— As mulheres estão sendo violentadas e abusadas. As mulheres estão morrendo. Isso é pauta prioritária para votar. Mas, para não ser intransigente, quero o compromisso de que este projeto será votado na semana que vem — afirmou Ana Paula.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, acatou a questão de ordem de Viana, mas confirmou a votação do projeto na próxima semana, pedindo um entendimento entre as lideranças.
— Todo mundo deve estar preparado para votar esta matéria na próxima terça-feira — declarou Davi.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
Izalci critica acordo para salvar BRB e cobra apuração de prejuízos
Em pronunciamento no Plenário na terça-feira (9), o senador Izalci Lucas (PL-DF) criticou o acordo para salvar o BRB (Banco de Brasília) e afirmou que os custos da operação serão transferidos à população do Distrito Federal. De acordo com o senador, o Governo do Distrito Federal assumirá obrigações financeiras por até 15 anos para fazer frente aos prejuízos decorrentes de investimentos realizados pela instituição na tentativa de compra do Banco Master, barrada pelo Banco Central.
Segundo Izalci, o acordo prevê um aporte de R$ 8,8 bilhões no banco, valor que, segundo seus cálculos, é incompatível com o patrimônio atual do BRB. O senador também afirmou que ainda existem incertezas sobre a recuperação de parte dos ativos envolvidos na operação e questionou a falta de acesso a relatórios de auditoria produzidos para analisar as operações do banco.
— Estamos investindo R$ 8 bilhões num patrimônio que hoje vale R$ 3 bilhões. Isso sem considerar, ou considerando, que realmente os R$ 8 bilhões vão resolver o problema, e não vão, vão simplesmente pagar o prejuízo dessa roubalheira toda que foi feita — declarou.
O senador também criticou a utilização de recursos públicos para viabilizar o acordo e afirmou que o comprometimento de receitas futuras poderá impactar investimentos em áreas como saúde, educação e segurança pública no Distrito Federal. Na avaliação de Izalci, a destinação de recursos para cobrir os prejuízos poderá restringir a capacidade do governo local de ampliar gastos e investimentos nessas áreas nos próximos anos.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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