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Ministro Carlos Fávaro participa da abertura do Show Safra 2026 em Mato Grosso
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Em Mato Grosso, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou da cerimônia oficial de abertura do Show Safra 2026, nesta segunda-feira (23), em Lucas do Rio Verde. Considerado um dos principais eventos do agronegócio brasileiro, o Show Safra consolida o município como um dos principais polos de inovação, tecnologia e geração de negócios no agro mato-grossense.
Durante a abertura, o ministro Fávaro destacou a importância do fortalecimento do setor agropecuário brasileiro por meio de políticas públicas, inovação tecnológica e ampliação de mercados internacionais, ressaltando o papel estratégico de eventos como o Show Safra para aproximar produtores, empresas e investidores, além de difundir conhecimento e novas soluções para o campo.
O ministro Fávaro destacou em seu discurso a necessidade de ampliar o acesso a oportunidades e afirma que é possível superar o momento difícil com união entre produtores e governo, ressaltando ainda a abertura de mais de 550 mercados como estratégia para garantir renda e oportunidades ao agro brasileiro. “Vamos ampliar o acesso ao crédito e seguir abrindo mercados, porque é assim que garantimos renda e superamos os desafios do campo”, disse.
Agenda
Durante agenda na Show Safra Mato Grosso 2026, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reuniu-se com cooperativas para discutir o avanço de projetos estruturantes voltados ao fortalecimento da agricultura familiar. O encontro contou também com a participação do prefeito de Lucas do Rio Verde (MT), Miguel Vaz Ribeiro, e do vice-prefeito Joci Piccini.
Entre as iniciativas debatidas, estão ações de verticalização da produção, como a implantação de uma indústria de polpa de frutas, o processamento de extrato de tomate e o fortalecimento da apicultura. O objetivo é viabilizar condições para a execução dos projetos, ampliando oportunidades, promovendo organização produtiva e impulsionando o desenvolvimento no campo.
Show Safra
A edição de 2026, realizada entre os dias 23 e 27 de março, apresenta uma programação ampliada e diversificada, com iniciativas que refletem a evolução do agronegócio brasileiro. Entre os destaques estão o Show Safra Aero, com estrutura voltada a demonstrações e negócios aeronáuticos agrícolas; o Show Safra Pecuária, com leilões, demonstrações práticas e debates sobre a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta; além do Show Safra Mulher, Show Safra Connect, Show Safra Negócios e o inédito Show Safra Educação, dedicado à formação profissional e capacitação no setor.
O evento também incorpora iniciativas como o CIDESA, que promove a integração de 16 municípios da região, e o Conecta Hub, voltado ao fomento de inovação, acesso a financiamento e fortalecimento de redes de relacionamento no agro.
Reconhecido por seu impacto econômico, o Show Safra movimenta significativamente a economia local e regional, com expectativa de atrair dezenas de milhares de visitantes e centenas de expositores. Na edição anterior, o evento superou 170 mil visitantes e contou com a participação de mais de 1.500 marcas, consolidando-se como uma das principais vitrines do agronegócio nacional.
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Chuva irregular aumenta risco de falhas no plantio da soja
O Paraná já semeou 28% dos 5,74 milhões de hectares destinados à soja na safra 2026/27. O avanço de 13 pontos percentuais em uma semana colocou o Estado na liderança nacional do plantio e marcou o ritmo mais rápido para o período desde a temporada 2018/19.
O levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, mostra que 93% das lavouras implantadas estão em boas condições e 7% apresentam situação considerada média. No mesmo período do ano passado, 26% da área paranaense havia sido semeada.
A combinação de umidade no solo com períodos de tempo firme permitiu a entrada das máquinas logo após o encerramento do vazio sanitário, em 20 de setembro. A estimativa inicial do Deral é de que o Paraná colha 22,6 milhões de toneladas, volume 4% superior ao projetado para o ciclo anterior.
O ritmo acelerado aumenta a importância da qualidade da operação. Plantar mais hectares por dia ajuda o produtor a aproveitar os intervalos sem chuva, mas o aumento excessivo da velocidade pode prejudicar a distribuição das sementes, deixar falhas e formar plantas em distâncias irregulares.
Trabalhos reunidos pela pesquisa agropecuária indicam que velocidades superiores a 8 quilômetros por hora tendem a reduzir a uniformidade em determinadas condições. O limite não é igual para todas as propriedades. Tipo de semeadora, quantidade de palha, relevo, umidade e condição do solo alteram o desempenho da máquina.
A recomendação é conferir a operação diretamente no talhão. Depois dos primeiros metros, o produtor deve abrir o sulco e verificar se as sementes estão sendo depositadas na profundidade prevista, com espaçamento semelhante e bom contato com o solo.
A Embrapa recomenda, de maneira geral, profundidade entre 3 e 5 centímetros para a soja. Sementes colocadas muito profundamente gastam mais energia para emergir. Quando ficam próximas demais da superfície, tornam-se mais vulneráveis à perda de umidade.
Outro indicador é a singulação, que mede a capacidade do sistema de depositar uma semente por vez, evitando falhas e sementes duplas. Um índice elevado não garante a formação da lavoura. A emergência também depende do vigor e da germinação do lote, da umidade, da temperatura do solo e da ausência de compactação sobre a linha.
Piloto automático, corte linha a linha e monitoramento da distribuição ajudam a reduzir sobreposições e alertam o operador quando há interrupção no fluxo. Antes de investir em novos equipamentos, porém, o produtor precisa identificar se as perdas estão na capacidade da máquina, no ajuste dos dosadores, na velocidade ou na condição do solo.
A soja consegue compensar parte das falhas por meio da ramificação e da formação de mais vagens nas plantas restantes. Essa capacidade não elimina o prejuízo de grandes espaços vazios nem justifica o replantio automático de áreas com população um pouco menor.
Quando a emergência não ocorre como esperado, a decisão deve considerar o número de plantas, a distribuição das falhas e a possibilidade de recuperação da cultivar. Replantar significa novo gasto com sementes, combustível e mão de obra, além de submeter a área a outra condição climática.
O Paraná está adiantado, mas ainda tem aproximadamente 4,1 milhões de hectares de soja por semear. Para o produtor, o desafio das próximas semanas será manter o ritmo sem trocar precisão por velocidade. A área plantada rapidamente só representa vantagem quando emerge de maneira uniforme.
Fonte: Pensar Agro



