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Fruit Attraction São Paulo destaca importância de agregar valor para ampliar exportações da fruticultura

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A 3ª edição da Fruit Attraction São Paulo 2026, realizada até esta quinta-feira (26) na capital paulista, reforça a necessidade de descomoditizar a produção para aumentar o potencial de exportação da fruticultura brasileira. Produtores rurais e agroindústrias do setor de frutas recebem orientações sobre planejamento estratégico, certificações e agregação de valor para conquistar mercados internacionais.

Planejamento e diferenciação são essenciais

Em palestra na feira, Monnike Garcia, consultora do Programa AgroBR da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com a Apex-Brasil, destacou que a internacionalização exige preparo especial. Segundo ela, o planejamento inclui:

  • Conhecer requisitos de exportação
  • Cumprir certificações exigidas
  • Estruturar estratégias de comercialização
  • Posicionar produtos valorizando diferenciais

“Quando você adiciona valor ao produto, produzindo geleias, sucos, polpas ou vinhos a partir das frutas, surgem novas oportunidades em comparação à venda apenas ‘in natura’”, afirmou Monnike, ressaltando que certificações como orgânicos, indicação geográfica e rastreabilidade são diferenciais importantes para acessar mercados externos.

Mais valor por hectare e qualidade percebida

A pesquisadora do Cepea e docente da Esalq-USP, Margarete Boteon, reforçou que o desafio para o setor é gerar mais valor por hectare. “Mais volume não se transforma automaticamente em receita maior. É preciso investir em atributos como qualidade e conveniência, saindo da lógica de preço e escala e agregando valor percebido ao produto”, explicou.

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Expectativa de negócios na Fruit Attraction São Paulo

Considerada a maior feira de frutas e hortaliças do Hemisfério Sul, a Fruit Attraction São Paulo reúne produtores, exportadores, compradores nacionais e internacionais, fornecedores, distribuidores e autoridades do setor. O evento serve como plataforma global para negócios e networking no setor de frutas brasileiro.

Na edição de 2025, a feira recebeu 16,3 mil visitantes, 400 marcas expositoras de mais de 60 países, promoveu mais de 1,5 mil reuniões de negócios e gerou mais de R$ 1 bilhão em vendas, ocupando 15 mil m² de área expositiva — um crescimento de 66% em relação a 2024. Para 2026, o CEO da Fiera Milano Brasil, Maurício Macedo, projeta um volume de vendas entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,5 bilhão.

Parcerias e continuidade do evento

Nesta edição, entidades como Ceagesp, Abimaq, Ibrahort e Empapel se juntam à Abrafrutas como parceiros institucionais, com patrocínio do Sebrae. Os organizadores anunciaram a extensão da parceria para realização da Fruit Attraction São Paulo até 2033, consolidando o evento como referência na promoção do agronegócio brasileiro no mercado global.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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