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Congresso Mundial Brangus reúne 3 mil pessoas em Londrina e movimenta R$ 8,7 milhões em leilões

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O Brasil foi palco de um dos principais encontros da pecuária mundial ao sediar o Congresso Mundial da raça Brangus, realizado entre os dias 12 e 25 de março. Com atividades nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o evento reuniu delegações de 13 países e consolidou o país como referência internacional na produção e desenvolvimento da raça.

A etapa de Londrina (PR) se destacou como um dos momentos centrais da programação, atraindo cerca de 3 mil participantes e movimentando R$ 8,7 milhões em leilões.

Evento internacional reforça protagonismo do Brasil na raça Brangus

Organizado pela Associação Brasileira de Brangus, o congresso reuniu criadores, técnicos, empresas, lideranças políticas e especialistas do setor.

A programação contou com julgamentos de animais, leilões, palestras técnicas e espaços de interação entre os participantes, fortalecendo o intercâmbio de conhecimento e a visibilidade da genética brasileira no cenário global.

Ao todo, cerca de 600 animais participaram dos julgamentos, evidenciando o alto nível técnico e a qualidade dos rebanhos apresentados.

Julgamentos e avaliação técnica destacam genética brasileira

Um dos pontos altos do evento foi a avaliação dos animais, conduzida pelo jurado internacional Marcos Borges Júnior, brasileiro radicado nos Estados Unidos.

A abordagem técnica adotada, com explicações em três idiomas, contribuiu para ampliar o entendimento dos critérios de seleção genética e reforçou o caráter internacional do congresso.

Segundo o presidente da associação, João Paulo Schneider, a ocupação completa do parque com uma única raça demonstra o momento de valorização do Brangus no Brasil.

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Palestras técnicas reforçam potencial produtivo da raça

As palestras técnicas evidenciaram a versatilidade do Brangus, com destaque para sua adaptação a diferentes biomas e capacidade de produção de carne de qualidade.

De acordo com o presidente do congresso, Ladislau Lancsarics, a alta participação do público nas apresentações reforçou o interesse do setor em temas como eficiência produtiva e melhoramento genético.

O diretor de marketing, Sebastião Garcia Neto, destacou que a raça tem papel estratégico no avanço da pecuária brasileira, especialmente pela combinação entre qualidade de carne, adaptação e produtividade.

Leilões e negócios internacionais movimentam o setor

Além das atividades técnicas, o congresso também se destacou pelo ambiente de negócios. Empresas e criadores participaram ativamente dos estandes, gerando oportunidades comerciais e parcerias.

Durante o evento, quatro leilões foram realizados, somando R$ 8,686 milhões em vendas de animais, com negociações que envolveram não apenas o mercado brasileiro, mas também países da América do Sul, como Paraguai e Argentina.

A participação internacional reforçou o potencial de exportação da genética Brangus e ampliou as conexões comerciais entre os países.

Giras técnicas mostram adaptação da raça no Brasil

Outro destaque da programação foram as giras técnicas, que levaram participantes a propriedades rurais em diferentes estados.

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As visitas começaram no Rio Grande do Sul e seguiram por Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, totalizando cerca de 5 mil quilômetros percorridos.

A iniciativa reuniu aproximadamente 2 mil participantes e permitiu demonstrar, na prática, a adaptação da raça a diferentes sistemas produtivos e condições climáticas no Brasil.

Brangus cresce no Brasil e ganha espaço no mercado

A Associação Brasileira de Brangus vive um momento de expansão, com 357 associados distribuídos em 18 estados e cerca de 20 mil registros anuais.

No mercado de inseminação, o Brangus ocupa a terceira posição na venda de sêmen no país, com aproximadamente 874 mil doses comercializadas no último ano, acompanhando o avanço do cruzamento industrial na pecuária.

A atuação da entidade está voltada para o aumento da competitividade, com foco em áreas como qualidade de carne, avaliação de carcaça, seleção genômica e eficiência alimentar.

Próxima edição será realizada no Paraguai

O congresso foi encerrado com o anúncio do Paraguai como sede da próxima edição do evento, reforçando o caráter internacional e itinerante do encontro.

Com forte participação global, alto nível técnico e geração de negócios, o Congresso Mundial Brangus reafirma a importância da raça como ferramenta estratégica para o desenvolvimento da pecuária moderna.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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