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Vigia Mais e Ciopaer auxiliam na recuperação de veículo roubado horas após o crime em Várzea Grande

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Um veículo roubado durante invasão a uma residência foi recuperado poucas horas após o crime, neste domingo (29), com apoio do sistema de videomonitoramento, Vigia Mais Mato Grosso e atuação integrada das forças de segurança em Várzea Grande.

De acordo com o registro da ocorrência, por volta das 07h, criminosos invadiram uma casa e furtaram diversos pertences, fugindo em seguida com um veículo Chevrolet Captiva, de cor preta, zero quilômetro e ainda sem emplacamento.

Logo após o acionamento, equipes de videomonitoramento iniciaram diligências em conjunto com o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), realizando análise de imagens e rastreamento por meio do sistema OCR. O veículo foi identificado trafegando por diferentes pontos da cidade, com registros na Avenida Dom Orlando Chaves, no bairro Cristo Rei, e posteriormente nas proximidades do Trevo do Lagarto.

As equipes também constataram que o automóvel mudou de trajeto, seguindo pela Avenida José Luís da Silva, em direção ao bairro Jardim Itororó, sendo novamente flagrado na BR-070 com destino ao município de Nossa Senhora do Livramento.

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Durante as diligências, por volta das 14h, foi informado que o cartão da vítima havia sido utilizado em um estabelecimento comercial na região monitorada. Com base nessa informação, a aeronave do CIOPAER foi acionada e, durante o sobrevoo, o veículo foi localizado em uma churrascaria às margens da rodovia.

Equipes em solo realizaram a abordagem e detiveram o suspeito, que utilizava tornozeleira eletrônica. O veículo foi recuperado e, juntamente com o conduzido, encaminhado à Delegacia da Polícia Judiciária Civil para as providências cabíveis.

*Sob supervisão de Alecy ALves

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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