POLITÍCA NACIONAL
Senado celebra 32 anos da Agência Espacial Brasileira e 20 anos da Missão Centenário
POLITÍCA NACIONAL
O Senado promoveu uma sessão especial nesta segunda-feira (30) para celebrar os 32 anos da Agência Espacial Brasileira (AEB). Durante a solenidade, parlamentares e convidados ressaltaram o papel da agência na promoção da soberania e do desenvolvimento científico e tecnológico do país.
A sessão, realizada no Plenário do Senado, também comemorou os 20 anos da Missão Centenário, que levou o primeiro brasileiro ao espaço — o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP).
O evento aconteceu a pedido da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que o solicitou por meio do requerimento RQS 63/2026. Ela destacou que a Agência Espacial Brasileira conquistou reconhecimento internacional — e acrescentou que a homenagem feita pelo Senado representa um reconhecimento institucional.
— Andar pelo mundo e ouvir, nos fóruns internacionais, as pessoas falando da Agência Espacial Brasileira nos enche de alegria — declarou Damares.
O senador Chico Rodrigues (PSB-RR) salientou que a agência tem contribuído de forma decisiva para o desenvolvimento científico, tecnológico e industrial do país.
— Suas atividades impactam diretamente áreas essenciais, como telecomunicações, monitoramento ambiental, observação da Terra, defesa, meteorologia, agricultura, planejamento urbano e gestão de riscos e desastres naturais — disse Rodrigues.
Marcos Pontes reiterou a importância de se celebrar os 32 anos da agência e reforçou o caráter coletivo do programa espacial brasileiro, lembrando que o desenvolvimento desse programa depende da contribuição de muitas pessoas e de apoio institucional. Ele frisou que o avanço das atividades espaciais exige não apenas discursos, mas também decisões “concretas”, como a aprovação de orçamentos.
— Ninguém faz nada sozinho. É a presença e o empenho de muitas pessoas que permite que as coisas aconteçam — afirmou Pontes.
Espaço e soberania
Ao realçar as dimensões territorial e populacional do Brasil, o presidente da Agência Espacial Brasileira, Marco Antonio Chamon, lembrou que o conhecimento e o monitoramento do território dependem de tecnologias espaciais.
— Sem isso, um país desse tamanho não conhece a si mesmo, não protege a si mesmo, não se comunica e não se desenvolve social e economicamente — sublinhou Chamon.
O major-brigadeiro do ar Rodrigo Alvim, do Comando de Operações Aeroespaciais, elogiou a trajetória e os avanços do programa espacial brasileiro. Ele ressaltou a história do surgimento e da consolidação do setor, a integração entre instituições civis e militares e o papel da agência na coordenação da política espacial.
— A gênese do programa espacial brasileiro foi fruto de uma construção histórica, pautada em uma visão de Estado — destacou Alvim.
Ele também enfatizou a importância da cooperação e do planejamento para o desenvolvimento e a soberania nacional no setor aeroespacial.
Ex-presidente da agência, Carlos Augusto Teixeira de Moura reiterou a importância da trajetória do programa espacial brasileiro, mencionando a participação de novas iniciativas, como startups e projetos educacionais, além da maior presença do tema “espaço” no cotidiano da sociedade. Ele defendeu a continuidade dos investimentos no setor, associando o programa espacial à soberania e ao desenvolvimento nacional.
— Hoje o espaço não é mais uma questão de nicho; é algo que vem se incorporando à realidade dos brasileiros. E as pessoas veem que isso não é só [uma questão específica de] ciência e tecnologia; isso é realidade no dia a dia, principalmente numa situação geopolítica difícil como a que nós vivemos — observou Moura.
Missão Centenário
Vários convidados salientaram que a Missão Centenário, realizada em 30 de março de 2006, representou um marco para o programa espacial brasileiro. Na ocasião, o então piloto da Força Aérea Brasileira (FAB) Marcos Pontes foi levado, a bordo da nave russa Soyuz TMA-8, à Estação Espacial Internacional. Pontes foi o primeiro — e por enquanto único — astronauta brasileiro a ir ao espaço.
Para eles, além do feito histórico, a missão viabilizou experimentos científicos e refletiu a capacidade nacional de produzir conhecimento e inovação.
Os convidados também apontaram o impacto do episódio sobre a sociedade brasileira, argumentando que a missão contribuiu para inspirar novas gerações e realçou a importância do investimento em ciência e tecnologia.
— A missão demonstrou, sobretudo, que é possível transformar um sonho em realização concreta pela via do estudo e da persistência — assinalou Damares.
Para Chico Rodrigues, celebrar as duas décadas da Missão Centenário representa um justo reconhecimento da importância da política espacial para o desenvolvimento sustentável, para a autonomia tecnológica do país e para a soberania nacional.
— Sabíamos, naquele momento, que não se tratava apenas de um voo espacial, mas de um passo estratégico para o futuro do Brasil — disse o senador.
Ao lembrar de sua trajetória até se tornar o primeiro brasileiro a ir ao espaço, Marcos Pontes citou a importância da educação, do esforço e da persistência. Ele também elogiou os avanços do programa espacial brasileiro (com o desenvolvimento de centros de lançamento, foguetes e satélites, além da preparação de jovens cientistas e futuros astronautas) e reafirmou que o espaço é uma oportunidade de união e progresso para o país.
— O programa espacial está num momento maravilhoso. Ele pode e vai decolar, e com ele todos os nossos jovens que se dedicam, estudam, trabalham e persistem vão vencer também — declarou o senador.
A cerimônia contou ainda com a participação de Francisco de Carvalho Dias (que representou os servidores da Agência Espacial Brasileira), além de cientistas, técnicos, estudantes e familiares dos homenageados.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
Comissão debate relação entre crime organizado e terrorismo
A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados realiza, nesta terça-feira (28), audiência pública para discutir a relação operacional e financeira entre organizações criminosas e o terrorismo.
O debate será realizado às 15h30, em plenário a ser definido.
A reunião foi pedida pelo deputado General Pazuello (PL-RJ).
O deputado afirma que a atuação de facções criminosas no Brasil tem características semelhantes às de grupos terroristas, incluindo ataques coordenados, paralisação de serviços públicos e controle de territórios.
Pazuello destaca ainda que resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam a relação entre terrorismo e crime organizado transnacional, com atividades como tráfico de armas e drogas, lavagem de dinheiro e comércio ilícito de recursos naturais.
O parlamentar acrescenta que casos investigados no Brasil, como a Operação Trapiche, indicam a atuação de redes de recrutamento e financiamento de atividades terroristas, o que reforça a necessidade de aprimoramento dos instrumentos legais e operacionais.
Da Redação – ND
Fonte: Câmara dos Deputados
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