POLITÍCA NACIONAL
Confúcio pede rigor na criação de cursos em universidades públicas
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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (31), o senador Confúcio Moura (MDB-RO) afirmou que o ensino superior brasileiro enfrenta desafios relacionados à evasão e à qualidade na formação. Para ele, embora o país tenha ampliado o acesso à graduação nas últimas décadas, esse avanço ocorreu acompanhado da expansão da educação à distância (EAD) e do crescimento do número de instituições privadas. Isso, segundo ele, exige avaliação criteriosa dos resultados.
— Essa modalidade de ensino vem crescendo muito e é mais barata. Hoje eu vejo aí até alguns cursos, como cursos da área de exatas, como educação à distância. Eu não consigo entender como é que faz veterinária, faz agronomia, faz qualquer curso por educação à distância. Isso nos obriga a fazer uma pergunta essencial: que tipo de formação nós estamos oferecendo? — questionou.
O parlamentar defendeu maior planejamento na criação e manutenção de cursos em universidades públicas, com base na demanda real de estudantes e no aproveitamento das estruturas existentes. Segundo ele, há cursos com baixa adesão e número reduzido de formandos, o que compromete a eficiência do investimento público.
— Em alguns casos, um professor que poderia estar formando centenas de estudantes ao longo dos anos não consegue formar nem a metade, nem um terço. Os professores das universidades públicas são doutores, são pós-doutores. O investimento altíssimo que o governo faz e aplica nesses professores, às vezes, não tem retorno, não tem correspondência com o alunado presente. Temos que planejar a educação para que se tenha maior proveito, abrir mesmo as portas das universidades para quem quer estudar — disse.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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Em sessão especial, representantes da maçonaria destacam papel da instituição
Em sessão especial nesta sexta-feira (28) em homenagem ao Dia do Maçom, comemorado anualmente em 20 de agosto, representantes de organizações maçônicas de vários estados brasileiros lembraram o papel da instituição na história do país e defenderam a aproximação entre as diversas vertentes da maçonaria.
O dia 20 de agosto refere-se à fundação do Grande Oriente do Brasil (GOB), com a fusão das lojas Esperança, Comércio e Artes, União e Tranquilidade, no Rio de Janeiro, em 1822. Naquela ocasião, o maçom Joaquim Gonçalves Ledo defendeu a urgência da independência do Brasil, proclamada por Dom Pedro I semanas depois.
— A comemoração do dia de hoje se dá principalmente por ter sido a Proclamação da Independência o resultado incansável do trabalho de maçons que iniciaram um movimento liberal – afirmou o senador Izalci Lucas (PL-DF), um dos autores do requerimento para a realização da sessão.
Entidades maçônicas
Participaram da sessão lideranças das diferentes vertentes da maçonaria no Brasil, como o Grande Oriente do Brasil, a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) e a Confederação Maçônica do Brasil (Comab). Secretário-geral da CMSB, Armando Assumpção defendeu um fortalecimento da relação entre as três, ressalvando que cada uma tem plena autonomia e sua própria história e estrutura.
O grão-mestre geral do GOB, Ademir Cândido da Silva, destacou o papel histórico da maçonaria.
— Há instituições que atravessam a história, e há instituições que ajudam a história a encontrar o seu caminho – afirmou.
Secretário-geral da Comab, Cassiano Moreno afirmou que a maçonaria atual deve “honrar o legado” das gerações anteriores, atuando em um Brasil “cheio de desafios, que ainda convive com desigualdades, violência, intolerância, corrupção, pobreza e a dificuldade de convivermos com quem pensa diferente de nós”.
Adalberto Alízio Eyng, grão-mestre geral adjunto do GOB, afirmou que ser maçom é “ser amante da virtude, da sabedoria e da justiça, é estender a mão a quem sofre, é ser voz diante da injustiça, cultivar a harmonia das famílias e, em especial, promover a concórdia entre os homens”. Presidente da CMSB e grão-mestre da Grande Loja Maçônica do Distrito Federal, Cassiano Teixeira de Morais saudou a união dos representantes da maçonaria brasileira e disse que a instituição está associada não só a grandes transformações sociais, mas também individuais.
O requerimento para a realização da sessão foi assinado também pelos senadores Confúcio Moura (MDB-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Lucas Barreto (PSD-AP) e pelas senadoras Damares Alves (Republicanos-DF) e Professora Dorinha Seabra (União-TO).
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado



