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Audiência pública no dia 7 discute duplicação da BR-163 entre Sinop e a divisa com o Pará
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O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) convocou, durante a sessão desta quarta-feira (1º), lideranças políticas, representantes do setor produtivo e a população do Norte de Mato Grosso para participarem de uma audiência pública que discutirá a futura duplicação da BR-163, no trecho entre Sinop e a divisa com o Pará. O encontro será realizado no dia 7 de abril, às 10h, no Terrazo Eventos.
Segundo o parlamentar, o objetivo da audiência é debater com a sociedade o novo contrato de concessão e cobrar que o projeto de engenharia inclua a duplicação da rodovia, além da construção de viadutos e melhorias nos acessos urbanos dos municípios da região.
“Serão apresentados os termos do edital para uma nova concessão da BR-163, incluindo a duplicação de Sinop até Guarantã do Norte. Essa é uma briga nossa no mandato. Desde o primeiro dia, tenho defendido que a duplicação não pode parar em Sinop. A concessão anterior não previa essa ampliação, e agora há uma nova modelagem autorizada para contemplar essa necessidade”, afirmou o deputado.
A BR-163 é considerada a “espinha dorsal” do escoamento de grãos do Brasil. O trecho entre Sinop e Guarantã do Norte é a principal rota de transporte da produção agrícola rumo aos portos do Arco Norte, especialmente em Miritituba, por onde passam milhões de toneladas de soja e milho destinadas ao mercado internacional.
“A iniciativa busca mobilizar a sociedade para que o processo de concessão contemple investimentos estruturantes, capazes de acompanhar o crescimento econômico e populacional do Norte de Mato Grosso”, afirmou o parlamentar.
Concessão – O deputado também demonstrou preocupação com o modelo de concessão atualmente em discussão pelo Governo Federal. Segundo ele, a proposta precisa ampliar os segmentos com previsão de duplicação da BR-163 — medida considerada essencial para garantir segurança viária e eficiência logística para o agronegócio.
“O que será debatido em Sinop terá impacto direto pelas próximas duas décadas. Precisamos da participação de todos para garantir que a região Norte seja ouvida e que o novo contrato assegure investimentos compatíveis com o nosso ritmo de desenvolvimento”, destacou.
Segurança – A mobilização busca reforçar, junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres e ao Ministério dos Transportes, a necessidade de um projeto de engenharia moderno.
Diego Guimarães também destacou que o trecho entre Sinop e Miritituba é considerado um dos mais perigosos entre as concessões federais no país, devido a falta de investimentos necessários nos trechos que hoje são de pista simples.
De acordo com dados oficiais da Polícia Rodoviária Federal, nos últimos seis anos o trecho entre Sinop e o Pará registrou 156 mortes e mais de 1.330 feridos, a maioria em colisões frontais.
A duplicação é considerada urgente para reduzir o número de acidentes fatais em uma pista simples que atualmente opera acima da capacidade. Além do ganho em segurança, a melhoria pode reduzir o custo do frete e atrair novos investimentos industriais para as cidades ao longo do corredor logístico.
“A duplicação não é apenas uma questão de logística, é uma questão de salvar vidas. Precisamos eliminar as colisões frontais, que são as que mais matam em nossa região, garantindo uma rodovia segura para quem trabalha e para quem viaja com sua família pela BR-163”, defendeu o parlamentar.
O deputado tem se destacado na Assembleia Legislativa em pautas relacionadas à infraestrutura, atuando na interlocução entre o Governo do Estado, a concessionária e lideranças locais. A audiência pública é considerada um passo estratégico para colher contribuições que poderão subsidiar a análise do edital por órgãos como o Tribunal de Contas da União. (Reportagem Ericksen Vital)
Serviço
Evento: Audiência Pública – Concessão da BR-163 (Trecho Sinop–PA)
Data: 7 de abril de 2026
Horário: 10h (horário de Mato Grosso)
Local: Terrazo Eventos – Av. 16 de Agosto, bairro San Martini, Sinop (MT)
Fonte: ALMT – MT
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Após atuação da ALMT, STF reconhece cumprimento por MT à apresentação de propostas sobre divisa entre Mato Grosso e Pará
A atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará alcançou uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, no último dia 11, na Ação Rescisória nº 2.964, o relator reconheceu como cumprida por Mato Grosso a etapa destinada à apresentação de propostas adicionais de acordo e determinou que o estado do Pará se manifeste sobre elas no prazo de 30 dias.
A decisão representa um avanço na estratégia institucional desenvolvida nos últimos meses pela ALMT. As propostas construídas pela Procuradoria-Geral da Assembleia foram incorporadas à estratégia de Mato Grosso para que a discussão não fique restrita à definição territorial e à regularização fundiária, mas alcance também os impactos concretos da mudança de divisa sobre a população.
Na Procuradoria-Geral da ALMT, a construção das teses e das manifestações apresentadas ao Supremo vem sendo conduzida pelos procuradores Ricardo Riva e Bruno Willames Cardoso Leite. Eles são responsáveis pela formulação da linha jurídica que colocou no centro da discussão a continuidade dos serviços públicos e a necessidade de uma transição organizada entre os dois Estados.
Desde o último mês junho, de acordo com Bruno Willames, a Procuradoria da Assembleia passou a defender perante o STF que a solução para o conflito territorial centenário não poderia se resumir à definição de quem é proprietário ou de qual estado determinada área pertence.
“Era necessário enfrentar também questões como saúde, educação, transporte escolar, estradas, segurança pública, sanidade animal, tributação, regularização ambiental, atividade produtiva, ressarcimento de despesas e continuidade dos serviços atualmente prestados por Mato Grosso e seus municípios”, afirmou o procurador.
De acordo com o procurador, a atuação tem respaldado a participação institucional da Assembleia Legislativa na discussão e aproximação com os municípios diretamente atingidos pelo conflito. “A estratégia da ALMT tem buscado levar ao processo não apenas argumentos jurídicos, mas informações produzidas pelas prefeituras, representantes das comunidades e setores econômicos que convivem diariamente com os efeitos da indefinição histórica da divisa”, afirmou.
Na nova decisão, o relator Flávio Dino registrou detalhadamente a proposta apresentada por Mato Grosso, incluindo a criação de uma Mesa Técnica de Trabalho Mato Grosso e Pará, com participação dos municípios, e a construção de uma solução piloto para a região da Serra dos Apiacás, envolvendo inicialmente Apiacás, Paranaíta e Alta Floresta, em Mato Grosso, e Jacareacanga e Novo Progresso, no Pará.
O ministro considerou que a manifestação apresentada por Mato Grosso em 31 de agosto, materializando o cumprimento da obrigação do acordo celebrado anteriormente entre os dois estados. Com isso, Flávio Dino determinou que o Pará seja intimado para se manifestar, em 30 dias, sobre as propostas.
Após a manifestação paraense, segundo o procurador, Mato Grosso terá prazo de 10 dias úteis. Em seguida, o processo retornará ao gabinete do relator para novas providências, havendo ainda previsão de que as partes possam requerer nova audiência de conciliação para tratar dos pontos que permanecerem controvertidos.
A decisão também reconheceu o avanço dos trabalhos na área fundiária. O ministro registrou a apresentação por Mato Grosso de cadeias dominiais, parecer técnico sobre a metodologia cartográfica histórica, mapas, cartografias, arquivos em formato shapefile e títulos definitivos emitidos pelo Intermat, considerando cumpridas pelo Estado as etapas correspondentes do acordo.
“Agora, caberá também ao Pará, no prazo determinado pelo STF, apresentar o compilado de dados dos imóveis necessário para que sejam requisitadas aos cartórios as respectivas cadeias dominiais”, afirmou o procurador.
Para o procurador Ricardo Riva, um dos responsáveis pela estratégia jurídica da ALMT no caso, a participação da Assembleia busca assegurar que a transição territorial seja acompanhada por soluções administrativas capazes de funcionar na prática.
“A regularização fundiária é indispensável, mas existe uma população inteira vivendo nessa região. Saúde, educação, estradas, segurança, produção e os demais serviços públicos precisam continuar funcionando durante e depois dessa transição. Foi essa preocupação que levou a Assembleia a ampliar a discussão perante o Supremo”, destacou Riva.
O procurador Bruno Willames Cardoso Leite ressalta que a nova fase permite transformar problemas identificados ao longo dos trabalhos em propostas concretas de cooperação entre os entes públicos.
“Desde o início defendemos que não seria suficiente resolver a terra e deixar as pessoas para depois. A definição territorial precisa vir acompanhada de uma transição segura, com responsabilidades claras e participação dos municípios que conhecem e atendem essa população diariamente. Agora o Pará terá oportunidade de se manifestar sobre essas propostas e apresentar também suas soluções”, afirmou o procurador.
A Assembleia Legislativa, de acordo com o procurador Bruno Willames, continuará reunindo informações dos municípios enquanto transcorre o prazo concedido pelo STF, a Procuradoria-Geral da ALMT continuará trabalhando na reunião de informações sobre a realidade da região, especialmente dados relativos aos serviços efetivamente prestados por Mato Grosso e pelos municípios às comunidades localizadas do lado paraense da divisa.
Documentos já obtidos demonstram, por exemplo, atendimentos realizados pela rede pública de saúde de Mato Grosso a moradores do Pará. Esse tipo de informação deverá auxiliar na construção de soluções para continuidade dos serviços e eventual divisão de responsabilidades entre os entes públicos.
A Assembleia também pretende continuar ouvindo prefeitos, gestores, produtores e moradores das áreas atingidas, fortalecendo a participação dos municípios na próxima etapa da conciliação.
Fonte: ALMT – MT



