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Cacau sustentável ganha força na Páscoa e movimenta R$ 130 milhões na sociobioeconomia brasileira

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Com a chegada da Páscoa, o consumo de chocolate cresce no Brasil, mas o destaque vai além das prateleiras. O cacau produzido dentro da sociobioeconomia tem se consolidado como um importante vetor de desenvolvimento sustentável, unindo geração de renda, conservação ambiental e fortalecimento de comunidades locais.

Sociobioeconomia do cacau movimenta milhões no Brasil

Dados da Conexsus – Instituto Conexões Sustentáveis mostram que negócios comunitários apoiados pela instituição comercializaram mais de 6,6 mil toneladas de produtos da sociobioeconomia em 2025, gerando cerca de R$ 130 milhões em faturamento.

O cacau está entre os principais itens dessa cadeia, ao lado de produtos como açaí e castanha-do-Brasil, destacando-se pelo alto valor agregado e potencial de inserção em mercados sustentáveis.

Cacau ganha protagonismo com produção sustentável

A cultura do cacau tem ampliado sua relevância ao ser integrada a sistemas produtivos sustentáveis, especialmente em regiões como a Amazônia.

Nesses territórios, o cultivo ocorre em sistemas agroflorestais, permitindo a consorciação com outras espécies, promovendo:

  • Conservação da biodiversidade
  • Recuperação do solo
  • Maior resiliência climática

Esse modelo também valoriza o conhecimento tradicional e fortalece a produção local, conectando os produtores a mercados que reconhecem a origem sustentável.

Sul da Bahia fortalece produção tradicional de cacau

Outro importante polo de produção está no sul da Bahia, onde o cultivo ocorre no sistema cabruca — sob a sombra da Mata Atlântica.

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Na região, a atuação da Conexsus já viabilizou mais de R$ 1 milhão em crédito para pequenos produtores, ampliando a capacidade produtiva e beneficiando diretamente agricultores familiares.

Acesso ao crédito ainda é desafio para produtores

Apesar dos avanços, a cadeia do cacau enfrenta entraves estruturais, principalmente no acesso ao crédito rural.

Dificuldades como:

  • Burocracia no sistema financeiro
  • Limitações em regiões mais isoladas
  • Falta de assistência técnica contínua

ainda restringem o crescimento da atividade.

Nesse contexto, iniciativas como o crédito orientado e programas como o Pronaf são fundamentais para impulsionar o desenvolvimento da sociobioeconomia.

Crédito orientado fortalece cooperativas e qualidade do produto

Quando o financiamento chega de forma estruturada, ele permite avanços importantes na cadeia produtiva.

Entre os principais benefícios estão:

  • Compra direta de amêndoas dos produtores, muitas vezes à vista
  • Incentivo à melhoria da qualidade, com práticas adequadas de fermentação e secagem
  • Acesso a mercados mais exigentes e com melhor remuneração

Além disso, cresce o movimento de verticalização, com cooperativas passando a produzir chocolate e agregar valor ao produto final.

Participação feminina impulsiona qualidade e reconhecimento internacional

Outro destaque da cadeia do cacau é o aumento do protagonismo feminino.

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Mulheres vêm assumindo papéis estratégicos na produção, gestão e comercialização, contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade das amêndoas.

Na região da Transamazônica, no Pará, amêndoas produzidas localmente têm se destacado internacionalmente, sendo reconhecidas entre as melhores do mundo — reflexo direto da qualificação e do fortalecimento da atuação feminina.

Queda de preços acende alerta no setor

Apesar do crescimento da sociobioeconomia, o mercado do cacau enfrenta oscilações. Nos últimos meses, a queda nos preços tem gerado preocupação entre produtores e cooperativas, com impacto direto na renda das comunidades.

Esse cenário reforça a necessidade de políticas públicas e mecanismos de apoio que garantam maior estabilidade e sustentabilidade econômica ao setor.

Cacau conecta renda, floresta e consumo consciente

Mais do que uma commodity, o cacau brasileiro vem se consolidando como um elo entre desenvolvimento econômico e conservação ambiental.

Neste período de Páscoa, o consumo de chocolate ganha um novo significado: optar por produtos de origem sustentável é também valorizar o trabalho das comunidades produtoras e contribuir para a preservação das florestas.

A sociobioeconomia mostra, na prática, que é possível produzir com responsabilidade, gerando renda e promovendo um modelo de desenvolvimento mais inclusivo e resiliente no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Valor da produção agropecuária atinge R$ 1,4 trilhão em maio

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Mato Grosso manteve a liderança nacional do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em maio de 2026, com faturamento estimado em R$ 213,5 bilhões, o equivalente a cerca de 15% de toda a produção agropecuária do País, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O desempenho reforça o peso do estado como principal polo do agronegócio brasileiro, puxado sobretudo pela soja e pelo milho.

O resultado estadual ocorre em um cenário de VBP nacional ainda elevado, de R$ 1,4 trilhão, embora com recuo de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caso mato-grossense, a liderança se mantém mesmo diante da queda de preços de commodities relevantes no mercado internacional, que impactaram o ritmo de crescimento do indicador em diversas regiões do País.

A força de Mato Grosso no ranking nacional está diretamente associada à concentração de grandes lavouras mecanizadas e à escala de produção de grãos, com destaque para a soja, que segue como principal produto do agronegócio brasileiro em geração de receita, seguida por milho, cana-de-açúcar, café e algodão.

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No recorte estadual, a participação de Mato Grosso reflete também o peso do Centro-Oeste na formação do VBP nacional, região que concentra parte significativa da produção de grãos destinada à exportação. O estado atua como principal origem da soja embarcada para o mercado externo e como um dos maiores fornecedores de milho safrinha do País.

Apesar do desempenho positivo no ranking, o cenário nacional mostra heterogeneidade entre os produtos agropecuários. Enquanto algumas culturas registraram forte retração de preços, como cacau, laranja e arroz, outras apresentaram crescimento, com destaque para batata-inglesa, feijão, mandioca e tomate, segundo o levantamento do Mapa.

Na pecuária, o VBP nacional também apresentou leve queda, influenciado por recuos em segmentos como suínos, frango, ovos e leite, enquanto a bovinocultura registrou avanço e se manteve como principal atividade do setor. Esses movimentos ajudam a explicar a desaceleração do indicador agregado, apesar do patamar ainda elevado de faturamento no campo.

O VBP é calculado mensalmente pelo Ministério da Agricultura com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais, funcionando como um termômetro do faturamento bruto gerado dentro das propriedades agrícolas. Os dados de 2026 são preliminares e refletem as informações disponíveis até maio.

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Fonte: Pensar Agro

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