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Banco do Brasil projeta R$ 2 bilhões em propostas de crédito na Tecnoshow Comigo 2026

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O Banco do Brasil estima acolher cerca de R$ 2 bilhões em propostas de financiamento durante a 23ª edição da Tecnoshow Comigo, que será realizada entre os dias 6 e 10 de abril, em Rio Verde (GO). Presente desde a primeira edição do evento, a instituição reforça sua atuação como parceira do agronegócio ao oferecer soluções completas de crédito voltadas a diferentes perfis de produtores.

Banco intensifica preparação e relacionamento com clientes

A preparação para a feira começou ainda em fevereiro, com a realização de aproximadamente 100 encontros com clientes e 50 visitas a revendas. O objetivo foi antecipar condições comerciais e alinhar estratégias para ampliar o acesso ao crédito durante o evento.

Segundo o banco, o foco segue sendo o crescimento com responsabilidade, respeitando a capacidade de pagamento dos produtores e priorizando práticas sustentáveis no financiamento.

Estrutura e atendimento reforçados durante o evento

Durante a Tecnoshow, cerca de 100 funcionários especializados estarão à disposição para atendimento no estande e também diretamente nas revendas de máquinas, equipamentos e insumos.

A estrutura do Banco do Brasil foi projetada com materiais recicláveis e reutilizáveis, mantendo o conceito de sustentabilidade adotado em 2025. O espaço contará com salas de reunião, auditório com capacidade para 50 pessoas, áreas de atendimento gerencial, lounge, café e ambientes para ações promocionais.

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Linhas de crédito abrangem máquinas, armazenagem e tecnologia

O banco destacará diversas linhas de financiamento voltadas ao agronegócio, com foco em investimentos e modernização da produção.

Entre as principais opções estão:

  • Moderfrota, Pronamp Investimento e Pronaf Mais Alimentos, voltados à aquisição de máquinas e implementos agrícolas
  • Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), para financiamento de silos e estruturas de armazenagem
  • Inovagro e RenovAgro, destinados a investimentos em tecnologia, eficiência produtiva, plantio direto e recuperação de pastagens

Além disso, o BB também oferecerá crédito por meio de linhas com recursos do BNDES e financiamentos com recursos livres, especialmente voltados a grandes produtores.

Condições de crédito variam conforme perfil do produtor

As taxas de juros para a agricultura familiar começam em 0,5% ao ano, variando de acordo com a linha e o perfil do produtor. Para médios e grandes produtores, as taxas partem de 8% ao ano.

Os prazos de pagamento podem chegar a até 12 anos, com possibilidade de até três anos de carência para investimentos.

Tecnoshow reforça protagonismo tecnológico do agro

De acordo com o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil, Gilson Bittencourt, o Centro-Oeste concentra algumas das principais inovações tecnológicas do agronegócio brasileiro, cenário refletido pela Tecnoshow Comigo.

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O executivo destaca que a participação do banco na feira tem como objetivo facilitar o acesso dos produtores às melhores condições de financiamento, incentivando o desenvolvimento sustentável do setor.

A orientação é que os produtores busquem atendimento no estande ou com os especialistas nas revendas antes de fechar negócios, para conhecer as condições especiais disponibilizadas durante o evento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crise no petróleo acelera corrida por biocombustíveis e deve impulsionar fusões no setor de energia

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A crise internacional no abastecimento de petróleo, agravada pelas tensões no Oriente Médio e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, recolocou os biocombustíveis no centro da agenda energética global e deve acelerar uma nova onda de fusões e aquisições no setor de bioenergia.

Com estoques globais de petróleo registrando a maior redução da história em abril — queda estimada em cerca de 200 milhões de barris em apenas um mês, segundo a S&P Global Energy — governos, investidores e grandes grupos energéticos voltaram a intensificar a busca por alternativas renováveis e menos dependentes do petróleo fóssil.

Neste cenário, o Brasil reforça sua posição estratégica como um dos principais produtores globais de biocombustíveis, atraindo investimentos bilionários e ampliando o movimento de consolidação no setor.

Mercado de biocombustíveis vive novo ciclo de expansão

Levantamento da consultoria Redirection International aponta que o setor brasileiro de bioenergia atravessa um novo ciclo de crescimento estrutural, sustentado pelo agronegócio, por políticas públicas de incentivo e pelo aumento da demanda internacional por energia limpa.

A expectativa é de crescimento médio anual de aproximadamente 9% nos próximos anos.

Entre os principais motores dessa expansão está a implementação do B15, política que determina a mistura obrigatória de 15% de biodiesel no diesel comercializado no país.

Com isso, a demanda brasileira por biodiesel deve alcançar cerca de 11 milhões de metros cúbicos apenas em 2026.

A projeção do mercado é ainda mais otimista para os próximos anos. O governo trabalha com perspectiva de avanço gradual da mistura obrigatória até atingir o B20 em 2030, ampliando ainda mais o consumo interno de biodiesel.

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Setor pode receber mais de R$ 100 bilhões em investimentos

O aquecimento do mercado já impulsiona novos aportes em toda a cadeia de bioenergia.

As estimativas indicam investimentos entre R$ 107 bilhões e R$ 108 bilhões ao longo da próxima década, abrangendo:

  • etanol;
  • biodiesel;
  • biogás;
  • biometano;
  • combustíveis sustentáveis de aviação (SAF).

Somente em 2024, os investimentos anunciados no setor superaram R$ 42 bilhões.

Segundo Adam Patterson, economista e sócio da Redirection International, o mercado entra agora em uma fase de consolidação operacional e ganho de escala.

“O setor de biocombustíveis no Brasil entra em um novo ciclo de consolidação, impulsionado pelo crescimento estrutural da demanda e pela necessidade de escala e eficiência operacional”, afirma.

Fusões e aquisições aceleram no setor de energia

O movimento de fusões e aquisições (M&A) também segue em ritmo acelerado no mercado energético brasileiro.

Dados da KPMG apontam que somente no ano passado foram registradas 95 transações no setor macro de energia.

Segundo especialistas, o avanço da demanda global por energia renovável exige:

  • maior capacidade produtiva;
  • integração logística;
  • eficiência operacional;
  • verticalização da cadeia.

Com isso, empresas buscam ampliar presença desde a produção agrícola até a distribuição final de combustíveis.

“M&A é hoje a principal ferramenta para capturar crescimento e resolver ineficiências estruturais do setor”, destaca Patterson.

Etanol de milho, biogás e SAF atraem investidores

Os segmentos mais visados pelos investidores atualmente incluem:

  • etanol de milho;
  • biodiesel;
  • biogás e biometano;
  • combustíveis sustentáveis de aviação.
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O mercado de biogás e biometano, por exemplo, já registrou aproximadamente 13 operações recentes de fusões e aquisições.

Além de grupos nacionais, investidores estrangeiros seguem altamente ativos no Brasil e já representam cerca de metade das operações realizadas no setor energético.

Fundos de Private Equity e investidores estratégicos internacionais enxergam o país como uma plataforma global de produção de bioenergia, especialmente devido à força do agronegócio brasileiro.

Grandes empresas ampliam presença em bioenergia

Entre as companhias que vêm acelerando investimentos e aquisições estão gigantes do setor sucroenergético e de combustíveis.

A Raízen anunciou recentemente novos movimentos de expansão em bioenergia, buscando ampliar escala e eficiência operacional.

Outras empresas que aparecem entre os principais players ativos em M&A incluem:

  • 3tentos;
  • Tereos;
  • Jalles Machado;
  • Uisa.

A Petrobras também vem reposicionando sua estratégia energética, ampliando a exposição a combustíveis renováveis e fortalecendo a integração de sua cadeia de produção.

Crise energética fortalece debate sobre transição global

O fechamento do Estreito de Ormuz e os impactos sobre o abastecimento mundial reacenderam o debate sobre a dependência global do petróleo fóssil.

Especialistas avaliam que a crise atual pode acelerar investimentos em transição energética, especialmente em países com grande capacidade agrícola e produção de biomassa, como o Brasil.

Nesse cenário, os biocombustíveis brasileiros ganham relevância estratégica tanto para segurança energética quanto para metas globais de descarbonização, consolidando o país como um dos protagonistas da nova economia de energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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