CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

MPA realiza 9ª reunião do CPG Atuns e Afins

Publicados

AGRONEGOCIOS

A 9ª Reunião Ordinária do Comitê Permanente de Gestão da Pesca e do Uso Sustentável dos Atuns e Afins (CPG Atuns e Afins) foi realizada nos dias 1º e 2 de abril de 2026, em Brasília (DF), em formato híbrido. O encontro reuniu representantes do governo, do setor produtivo e da comunidade científica para debater estratégias de gestão e sustentabilidade da pesca de atuns e espécies afins no Brasil.

A reunião teve como objetivo atualizar os membros sobre encaminhamentos e recomendações de encontros anteriores, além de apresentar as ações previstas para 2026 no âmbito do Grupo Técnico-Científico (GTC Atuns e Afins) e da Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT).

No primeiro dia, a programação foi marcada por discussões sobre o Acordo BBNJ, que trata da conservação e do uso sustentável da biodiversidade marinha em áreas além da jurisdição nacional. Foram apresentados o histórico do acordo, seus possíveis impactos e os posicionamentos institucionais sobre o tema. Também estiveram em pauta o Plano Nacional de Estatística Pesqueira e questões relacionadas ao monitoramento da atividade pesqueira no país.

Leia Também:  Mercados Asiáticos Enfrentam Queda Generalizada com Tarifas de Trump no Horizonte

Ainda no primeiro dia, os participantes debateram iniciativas voltadas ao ordenamento e ao fortalecimento das cadeias produtivas, com destaque para a albacora-branca. Também foram apresentadas propostas de medidas de gestão, registro e monitoramento para a albacora-bandolim em 2026.

No segundo dia, as discussões se concentraram em temas relacionados à ICCAT e à albacora-laje. Entre os pontos abordados, estiveram o histórico de produção da espécie no Brasil, a influência da alocação da albacora-bandolim sobre o estoque da albacora-laje e os impactos das frotas que operam na captura de juvenis.

A programação incluiu ainda a apresentação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) sobre o Projeto Frota + Azul, além de debate sobre a Instrução Normativa IBAMA nº 9, de 26 de março de 2026, que estabelece regras para a exportação do tubarão-azul.

“O encontro reforçou a importância do diálogo entre diferentes setores para o aprimoramento das políticas públicas e da gestão sustentável dos recursos pesqueiros no país”, resumiu Thamires Bride, coordenadora de Ordenamento da Pesca Industrial, Amadora e Esportiva.

Leia Também:  LongPing High-Tech premia agricultores brasileiros com os melhores resultados em produtividade de milho

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Custos da safra 2026/27 sobem para milho e soja em Mato Grosso, enquanto algodão registra queda, aponta Imea

Publicados

em

Os custos de produção das principais culturas agrícolas de Mato Grosso devem apresentar comportamentos distintos na safra 2026/27. Levantamento divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra aumento dos gastos para o cultivo de milho e soja, enquanto o algodão deve registrar redução nos desembolsos por hectare.

O avanço dos custos está relacionado, principalmente, às maiores despesas com fertilizantes, defensivos agrícolas e sementes, fatores que seguem impactando a rentabilidade das atividades e exigindo maior planejamento financeiro dos produtores.

Custo do milho sobe mais de 14% em Mato Grosso

De acordo com o Imea, o custeio do milho para a safra 2026/27 foi estimado em R$ 3.799,42 por hectare, alta de 14,46% em relação ao consolidado da temporada 2025/26.

O aumento foi impulsionado pelos maiores gastos com fertilizantes e defensivos, além da elevação nos custos das sementes, refletindo tanto o encarecimento dos insumos quanto a adoção de materiais genéticos mais tecnológicos.

Como consequência, o Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.528,49 por hectare, avanço de 15,03% na comparação anual.

Já o Custo Total (CT) atingiu R$ 7.418,49 por hectare, crescimento de 10,30% frente à safra anterior.

Preço mínimo para cobrir os custos

Com os custos mais elevados, o produtor precisará de maior eficiência na gestão comercial da safra.

Considerando uma produtividade de referência de 120,28 sacas por hectare, o Imea estima que a saca de milho deverá ser comercializada a pelo menos R$ 45,96 para cobrir o COE da atividade.

Leia Também:  Na pecuária, o que rende mais, a fase da cria, da recria ou da engorda? Saiba tudo aqui

O cenário reforça a importância da comercialização antecipada e do travamento de preços em momentos favoráveis do mercado para preservar margens de rentabilidade.

Soja também terá aumento nos custos de produção

Para a soja, as projeções apontam um cenário de cautela para a temporada 2026/27.

Segundo o levantamento elaborado pelo Sistema Famato, Senar-MT e Imea, o custeio da oleaginosa foi estimado em R$ 4.315,29 por hectare, alta de 3,21% em relação à safra 2025/26.

Os principais fatores responsáveis pela elevação dos custos foram:

  • Fertilizantes e corretivos: aumento de 5,40%;
  • Defensivos agrícolas: alta de 10,97%.

Além dos custos mais elevados, o setor continua atento às condições climáticas para a próxima temporada.

As incertezas relacionadas ao clima seguem sendo apontadas como um dos principais riscos para a produtividade das lavouras, podendo impactar diretamente o potencial produtivo e os resultados econômicos da atividade.

Crédito restrito preocupa produtores

Outro fator que preocupa o setor é a maior restrição ao crédito rural.

Segundo o Imea, a limitação dos recursos disponíveis para financiamento pode reduzir a capacidade de investimento dos produtores e provocar ajustes nos pacotes tecnológicos adotados nas propriedades.

Como reflexo desse cenário, o ponto de equilíbrio da soja para cobrir os custos de custeio aumentou 9,13% em relação à temporada passada.

Leia Também:  Produção global de café totalizou cerca de 171,3 milhões de sacas

Diante das margens mais apertadas, os produtores acompanham com atenção a compra dos insumos ainda pendentes e as oportunidades de comercialização da safra futura.

Algodão apresenta redução nos custos

Na contramão de milho e soja, o algodão foi a única das principais culturas analisadas a registrar queda no custo de produção.

O custeio da safra 2026/27 foi estimado em R$ 10.652,39 por hectare, redução de 1,14% em comparação ao consolidado da temporada anterior.

A diminuição foi influenciada principalmente pela redução das despesas com:

  • Manutenção de máquinas e equipamentos;
  • Operações mecanizadas;
  • Defensivos agrícolas.

Apesar do alívio nos custos, a cultura continua exigindo elevados investimentos por hectare, mantendo-se entre as atividades agrícolas de maior intensidade de capital no país.

Produtores enfrentam cenário de margens mais pressionadas

Os dados do Imea mostram que a safra 2026/27 deverá exigir maior planejamento financeiro dos produtores mato-grossenses.

Com custos mais elevados para milho e soja e um ambiente marcado por incertezas climáticas, restrição de crédito e volatilidade dos mercados, a gestão eficiente dos insumos e a estratégia de comercialização ganham ainda mais relevância.

Nesse contexto, o monitoramento dos custos de produção e das oportunidades de mercado será decisivo para a manutenção da rentabilidade das propriedades rurais na próxima temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA