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Silício ganha protagonismo na agricultura e fortalece lavouras contra estresses climáticos
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Crescimento do agro amplia desafios produtivos e ambientais
A agropecuária brasileira registrou crescimento de 11,7% em 2025 na comparação com 2024, contribuindo diretamente para a expansão de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Apesar do desempenho positivo, o setor enfrenta um cenário cada vez mais desafiador, marcado por mudanças climáticas, degradação dos solos e maior pressão por práticas sustentáveis.
Nesse contexto, tecnologias que aumentem a eficiência produtiva e a resiliência das lavouras tornam-se essenciais — e o silício começa a ganhar destaque como aliado estratégico no campo.
Silício se destaca como aliado contra estresses bióticos e abióticos
Embora não seja considerado essencial para todas as culturas, o silício tem demonstrado benefícios relevantes, principalmente em sistemas agrícolas de alto desempenho submetidos a estresses bióticos, como pragas e doenças, e abióticos, como seca, calor excessivo e salinidade.
Segundo o engenheiro agrônomo Bruno Neves, gerente técnico da BRQ Brasilquímica, o elemento contribui diretamente para o fortalecimento das plantas e maior estabilidade produtiva.
Aplicação via solo melhora estrutura e fertilidade
Quando aplicado ao solo, o silício é absorvido pelas raízes na forma de ácido monosilícico. Fontes como escórias, silicatos de cálcio e magnésio e pó de rochas promovem a liberação gradual do nutriente.
Além da nutrição vegetal, essa estratégia contribui para:
- Correção da acidez do solo
- Aumento da fertilidade
- Desenvolvimento de raízes mais robustas
- Maior resistência ao acamamento
Outro benefício importante é a formação de uma barreira física nas folhas, dificultando o ataque de pragas e doenças.
Aplicação foliar garante resposta rápida em fases críticas
A aplicação foliar de silício é indicada quando se busca uma resposta mais imediata da planta. Nesse caso, são utilizadas fontes mais solúveis, como o silicato de potássio.
Essa estratégia:
- Fortalece os tecidos da parte aérea
- Estimula mecanismos naturais de defesa
- Reduz a perda de água
- Minimiza impactos de estresses térmicos e hídricos
O uso é especialmente recomendado em fases críticas do ciclo, como crescimento vegetativo, pré-fechamento de dossel, florescimento e enchimento de grãos ou frutos.
Integração de estratégias potencializa resultados no campo
Do ponto de vista agronômico, a combinação entre aplicações via solo e foliar é considerada a mais eficiente. Enquanto o solo garante fornecimento contínuo do nutriente, as aplicações foliares atuam de forma pontual em momentos estratégicos.
Os resultados são mais evidentes em culturas acumuladoras de silício, como:
- Arroz
- Milho
- Cana-de-açúcar
- Sorgo
- Pastagens
- Hortaliças
Estudos recentes também apontam avanços no uso em leguminosas, como a soja.
Essa integração favorece:
- Melhor aproveitamento de luz e energia
- Fortalecimento estrutural das plantas
- Maior estabilidade produtiva
Silício avança como insumo estratégico para agricultura sustentável
Com benefícios agronômicos e ambientais, o silício vem se consolidando como um insumo relevante para sistemas agrícolas intensivos. Sua utilização contribui para a resiliência das lavouras, melhora a qualidade da produção e reforça a sustentabilidade no campo.
Empresas investem em soluções à base de silício
Diante desse cenário, a BRQ Brasilquímica, com mais de três décadas de atuação no mercado de insumos microbiológicos e nutricionais, tem investido no desenvolvimento de soluções voltadas à nutrição e ao fortalecimento das plantas.
Entre os produtos disponíveis está o QualyFol SilteK, formulado à base de silicato de potássio, desenvolvido para atender à crescente demanda por tecnologias que aumentem a eficiência produtiva.
De acordo com o diretor comercial da empresa, Murilo Spina, a adoção do silício tende a crescer nos próximos anos, impulsionada pelos ganhos em produtividade, sustentabilidade e competitividade.
Tendência para o futuro do agro
A incorporação do silício nos sistemas produtivos representa uma evolução no manejo agrícola. Ao reunir benefícios técnicos e ambientais, o elemento se posiciona como uma solução estratégica para enfrentar os desafios do campo e garantir maior segurança produtiva diante das oscilações climáticas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Safra da Lagosta 2026: limite de captura, monitoramento e controle
Os Ministérios da Pesca e Aquicultura (MPA) e Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicaram a Portaria Interministerial MPA/MMA 56, DE 30 DE ABRIL DE 2026 que estabelece o limite de captura para a pesca da lagosta vermelha (Panulirus argus) e da lagosta verde (Panulirus laevicauda), e as medidas de monitoramento e controle dessa pesca para o ano de 2026 – além de alterar a Portaria nº 221/2021 da Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Fica estabelecido o limite máximo de 6.192 toneladas para a pesca de ambas as espécies citadas acima, em todo o território nacional no ano de 2025 nas modalidades de permissionamento 5.1, 5.2, 5.3 e 5.4 da Instrução Normativa Interministerial MPA/MMA nº 10/2011.
Atenção: esse limite máximo engloba a soma de captura das duas espécies.
Ainda, o tamanho mínimo para captura da lagosta vermelha é: 13 cm de comprimento da cauda e 7,5 cm de comprimento do cefalotórax, e da lagosta verde: 11 cm de comprimento da cauda e 6,5 cm de comprimento do cefalotórax. As lagostas somente poderão ser armazenadas a bordo, desembarcadas, transportadas e entregues às empresas pesqueiras se estiverem vivas.
Monitoramento
O monitoramento do limite máximo de captura das lagostas será realizado por meio da “Declaração de entrada de lagosta em Empresa Pesqueira”, conforme oAnexo I da portaria.
A empresa pesqueira que adquirir lagosta deverá informar o recebimento da produção, por meio da declaração, em até 3 dias úteis, a contar da data constante na nota de produtor, nota fiscal de primeira venda ou da nota de entrada na empresa.
A declaração de entrada de lagosta deverá ser preenchida e enviada por meio de formulário eletrônico disponível no portal eletrônico oficial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima no endereço https://lagosta.mma.gov.br.
Durante a temporada de pesca de 2025 para a captura das lagostas, será disponibilizado, no portal eletrônico do Ministério da Pesca e Aquicultura em: Menu principal > Assuntos > Pesca > Principais Recursos Pesqueiros > Lagosta, o painel de acompanhamento das capturas.
A captura será encerrada quando for atingido 95% do limite, com divulgação no portal eletrônico e redes sociais do MPA.
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