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Artistas destacam valorização do pixé cuiabano durante sessão na Câmara

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Nathany Gomes | Assessoria vereadora Paula Calil

A Câmara Municipal de Cuiabá recebeu, na sessão ordinária desta terça-feira (7), o compositor Moisés Martins e o cantor Pescuma, convidados pela presidente do Legislativo, vereadora Paula Calil (PL). A participação dos artistas na Tribuna Livre reforçou a relevância cultural do Projeto de Lei nº 29.276/2025, que propõe o reconhecimento do pixé cuiabano e seu modo de preparo como patrimônio cultural imaterial do município.
De autoria da parlamentar, o projeto busca oficializar o pixé como uma das expressões mais autênticas da identidade cuiabana, valorizando não apenas a iguaria, mas também os saberes tradicionais transmitidos ao longo das gerações. A proposta também prevê a implementação de políticas públicas voltadas à preservação, incentivo à produção local, promoção de eventos culturais e ações educativas.
Durante a sessão, Moisés Martins destacou a importância de iniciativas que promovam a cultura regional. Ele relembrou o trabalho desenvolvido ao longo de duas décadas com o projeto “Sentimental Cuiabá” e ressaltou o papel do poder público na preservação das tradições. Autor da canção “Pixé”, uma das mais conhecidas na cultura local, o compositor enfatizou a relevância do reconhecimento institucional.
“O município é onde a vida acontece. É aqui que a cultura precisa ser reconhecida e fortalecida. É muito bom ver esse ato vindo de uma mulher. Eu e o Pescuma temos uma parceria de mais de 20 anos, uma história cantada em forma de música. Só tenho a agradecer a Paula por colocar esse projeto em votação”, afirmou.
O cantor Pescuma também se apresentou em plenário, emocionando o público com a interpretação musical. Em sua fala, destacou o valor simbólico da iniciativa.
“A nossa cultura é uma honra muito grande. Isso eterniza a nossa alma, a nossa história e a nossa música”, declarou.
O projeto ainda prevê a definição das características do pixé cuiabano, assegurando a preservação de seu modo de preparo artesanal, mesmo diante de adaptações contemporâneas. Para especialistas, a proposta representa um avanço na proteção do patrimônio imaterial da capital mato-grossense.
Ao final, Paula ressaltou a importância da valorização cultural e homenageou os artistas presentes.
“Hoje é um dia especial para Cuiabá. Quando falamos de pixé, não estamos tratando apenas de um alimento, mas de memória, afeto e história viva. Receber o Moisés e o Pescuma aqui é reconhecer que a nossa cultura tem voz, identidade e merece ser respeitada. Esse projeto nasce do coração, do compromisso com a nossa gente e com aquilo que nos torna únicos. Muito obrigada por nos ajudarem a manter viva a essência cuiabana.”
A matéria foi aprovada em segunda votação na Casa de Leis e segue agora para sanção do Executivo municipal.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Justiça reconhece avanços da Prefeitura e mantém contas sem bloqueio de R$ 15 milhões

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A atuação da Procuradoria Geral do Município garantiu uma decisão favorável à Prefeitura de Cuiabá e evitou o bloqueio de R$ 15 milhões das contas municipais, medida que seria prejudicial ao planejamento e à execução das políticas públicas da administração. Em decisão proferida nesta terça-feira (4), pelo juiz Emerson Luis Pereira Cajango, da Vara Especializada do Meio Ambiente de Cuiabá, a Justiça reconheceu que o Município apresentou elementos que demonstram os esforços empreendidos na política de proteção e bem-estar animal e que, antes de qualquer medida de constrição de recursos públicos, é necessária a produção de novas provas.

“O Município sempre atuou com responsabilidade e transparência, demonstrando nos autos que vem cumprindo seu dever constitucional de promover a política pública de bem-estar animal, investindo na estruturação dos serviços, na manutenção do atendimento veterinário e na melhoria contínua das unidades. A decisão da Justiça prestigia esses esforços da administração municipal e reafirma que medidas tão severas quanto o bloqueio de recursos públicos exigem provas técnicas consistentes e respeito ao devido processo legal”, afirmou o procurador-geral do Município, Luiz Antônio.

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Ao analisar o pedido do Ministério Público, o magistrado observou que a própria vistoria realizada pelo Juizado Especial Volante Ambiental (Juvam), em abril deste ano, registrou condições adequadas de limpeza, alimentação, manejo dos animais, disponibilidade de medicamentos e acompanhamento veterinário na unidade municipal.

A Procuradoria também apresentou documentos comprovando o funcionamento do Programa Reação Animal 24 Horas, a escala permanente de médicos veterinários, o atendimento prestado por clínicas credenciadas, as condições do abrigo municipal e a execução dos recursos do Fundo Municipal de Bem-Estar Animal (Funbea).

Embora o Ministério Público tenha reiterado o pedido de bloqueio dos recursos, alegando descumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o juiz entendeu que ainda existem controvérsias sobre os fatos mais recentes e que não há elementos técnicos suficientes para justificar, neste momento, a indisponibilidade dos R$ 15 milhões.

Na decisão, o magistrado destacou que eventual bloqueio de recursos públicos deve observar os princípios da proporcionalidade e da menor onerosidade, ressaltando que o pedido do Ministério Público foi apresentado de forma genérica, sem um plano detalhado sobre a destinação imediata do valor pretendido.

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Por isso, o juiz determinou que a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) encaminhem, em até dez dias, os relatórios, laudos, registros fotográficos e demais documentos produzidos durante as diligências realizadas no fim de julho.

Já o Ministério Público terá prazo de 15 dias para apresentar um plano emergencial detalhando como os R$ 15 milhões seriam aplicados caso o bloqueio venha a ser autorizado futuramente, indicando prioridades, estimativas de custos e mecanismos de fiscalização da utilização dos recursos.

Ao final, o magistrado encaminhou o processo ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) Ambiental para tentativa de conciliação entre as partes, buscando uma solução consensual para o cumprimento das obrigações previstas no TAC.

Com isso, o pedido de bloqueio das contas da Prefeitura permanece indeferido neste momento e somente poderá ser reavaliado após a conclusão da instrução probatória e a análise dos novos elementos técnicos determinados pela Justiça.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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