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Trigo mantém preços firmes no Brasil, mas queda em Chicago reflete aumento da oferta global
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O mercado de trigo no Brasil segue com preços relativamente sustentados, mesmo diante de um ritmo lento de negociações na Região Sul. No cenário externo, porém, a tendência é de baixa, com recuo das cotações na Bolsa de Chicago após a divulgação de dados que indicam aumento dos estoques globais.
Mercado de trigo no Sul opera com baixa liquidez
A comercialização de trigo na Região Sul continua marcada por negócios pontuais e ritmo reduzido. O avanço da colheita de soja e milho, aliado aos elevados custos logísticos, tem limitado a atuação de produtores e compradores.
De acordo com a TF Agroeconômica, o cenário reflete cautela generalizada, com preços sustentados pela baixa oferta, mas sem força suficiente para impulsionar um volume maior de negociações.
Rio Grande do Sul tem negociações restritas e preços estáveis
No Rio Grande do Sul, o mercado segue travado, com poucos vendedores ativos devido à colheita da soja. Ao mesmo tempo, moinhos evitam novas aquisições em função dos altos custos de frete.
Os preços no interior variam entre R$ 1.200 e R$ 1.250 por tonelada, conforme qualidade e localização. Houve registro de negociação a R$ 1.300 CIF para maio, com pagamento em abril. Já os vendedores pedem cerca de R$ 1.350, o que tem dificultado novos fechamentos.
No mercado externo, o trigo argentino deixou de ser ofertado recentemente. Por outro lado, há previsão de chegada de um navio com trigo uruguaio ao porto de Porto Alegre.
No mercado interno, o preço pago ao produtor avançou 3,51% em Panambi, atingindo R$ 59 por saca.
Santa Catarina depende do trigo gaúcho e registra menor oferta
Em Santa Catarina, o abastecimento segue baseado no trigo proveniente do Rio Grande do Sul, acrescido de custos com frete e ICMS, além da produção local.
Os preços giram em torno de R$ 1.300 CIF, com menor disponibilidade de produto. No mercado de balcão, os valores permanecem estáveis na maior parte das regiões, com destaque para a alta em Chapecó e níveis mais elevados em Xanxerê.
Paraná mantém preços firmes com oferta limitada
No Paraná, os preços seguem estáveis, sustentados pela baixa oferta. Produtores continuam focados na colheita de soja e milho, reduzindo a disponibilidade de trigo no mercado.
Negócios foram registrados a R$ 1.350 CIF moinho, enquanto vendedores pedem até R$ 1.400, ainda sem concretização nesse patamar.
A entrada de trigo do Rio Grande do Sul e do Paraguai — este cotado entre US$ 260 e US$ 262 em Ponta Grossa — exerce pressão sobre os preços. Assim como nos demais estados, não há oferta de trigo argentino nesta semana.
Chicago recua após relatório indicar estoques elevados
No mercado internacional, os contratos futuros de trigo encerraram a quinta-feira (9) em baixa na Bolsa de Chicago. Após uma abertura sustentada por fatores técnicos, apoio do petróleo e dólar mais fraco, os preços recuaram com a divulgação do relatório de oferta e demanda dos Estados Unidos.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos elevou os estoques finais de trigo para 938 milhões de bushels na safra 2025/26, acima dos 931 milhões projetados anteriormente e também superiores à expectativa do mercado, de 921 milhões. A produção foi mantida em 1,985 bilhão de bushels.
Produção e estoques globais ampliam pressão sobre preços
No cenário global, os estoques finais de trigo para 2025/26 foram estimados em 283,12 milhões de toneladas, acima dos 276,96 milhões projetados anteriormente e da expectativa do mercado, de 277,3 milhões.
A produção mundial também foi revisada para cima, alcançando 844,15 milhões de toneladas.
Com isso, os contratos com entrega em maio fecharam a US$ 5,74 1/2 por bushel, queda de 0,99%. Já os contratos para julho encerraram a US$ 5,85 por bushel, recuo de 1,05%.
Cenário aponta contraste entre mercado interno e externo
O mercado de trigo apresenta um cenário de contraste. No Brasil, os preços seguem sustentados pela baixa oferta e pelo ritmo reduzido de comercialização. Já no mercado internacional, o aumento da oferta global continua pressionando as cotações.
A tendência no curto prazo deve seguir influenciada pelo avanço das colheitas no país e pelo comportamento dos estoques globais, fatores que permanecem determinantes para a formação dos preços.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas no line-up e mantêm forte ritmo de embarques nos portos do Brasil
O line-up de navios nos portos brasileiros aponta que o país deve exportar 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais da commodity.
O volume, apesar de expressivo, representa redução em relação à semana anterior, quando estavam programadas 1,860 milhão de toneladas para embarque. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.
Porto de Santos concentra maior parte dos embarques
O Porto de Santos (SP) segue como principal hub exportador de açúcar do país, concentrando 1.325.530 toneladas programadas no período.
Na sequência aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 278.000 toneladas, Recife (PE), com 20.300 toneladas, e Maceió (AL), com 8.774 toneladas.
Predomínio do açúcar VHP nas exportações
A composição da carga mostra predominância do açúcar VHP, que responde pela maior parte dos embarques, com 1.461.304 toneladas.
Também estão previstos embarques de Crystal B150 (100 mil toneladas), TBC (32.300 toneladas), açúcar refinado A-45 (7 mil toneladas) e VHP ensacado, equivalente a 6.000 toneladas.
Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas em junho
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar em junho, com receita de US$ 574,98 milhões no acumulado do mês.
A média diária exportada ficou em 178,137 mil toneladas, enquanto a receita média diária atingiu US$ 63,887 milhões, considerando nove dias úteis no período.
Receita diária recua, mas volume cresce na comparação anual
Na comparação com junho de 2025, houve aumento no volume exportado, mas queda na receita e nos preços médios.
A receita diária recuou 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor médio era de US$ 72,166 milhões.
Já o volume diário embarcado cresceu 5,8%, acima das 168,399 mil toneladas registradas em junho de 2025.
Preço médio do açúcar recua no mercado externo
O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 ficou em US$ 358,6 por tonelada, representando queda de 16,3% frente aos US$ 428,5 por tonelada observados em junho de 2025.
O recuo reflete um cenário internacional mais pressionado, apesar da manutenção de um forte fluxo físico de exportações brasileiras, sustentado pela competitividade do país no mercado global.
O desempenho do setor reforça o Brasil como protagonista no comércio mundial de açúcar, com volumes elevados de embarque, ainda que sob pressão de preços no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

