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Rota do Respeito é destaque no Mês da Mulher da Procuradoria da Mulher

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Sob o comando da deputada Janaina Riva (MDB), procuradora especial da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (PEM/ALMT), o mês de março foi marcado pelas ações realizadas à reflexão e ao fortalecimento dos direitos das mulheres. O destaque foi a execução da Rota do Respeito, projeto itinerante voltado à prevenção da violência de gênero em todo o estado.

Ao longo do mês, a Rota do Respeito percorreu cinco municípios, promovendo palestras, rodas de conversa e atividades educativas voltadas ao fortalecimento feminino, à conscientização sobre a violência contra a mulher e à construção de uma cultura de paz. A proposta também buscou aproximar a população dos serviços oferecidos pela Procuradoria, ampliando o acesso à informação e à rede de proteção.

Com foco na educação emocional, prevenção e fortalecimento das mulheres, o Núcleo de Prevenção da PEM conduz as ações itinerantes da Rota do Respeito. “A gente só vai conseguir combater as violências quando refletir sobre a possibilidade de uma cultura de paz. Nosso trabalho é sair dessa lógica combativa e construir caminhos de não violência”, destacou a coordenadora do Núcleo de Prevenção, Daniella Paula Oliveira, ao fazer um balanço das ações realizadas, nesta segunda-feira (13).

Daniella ressaltou que durante o Mês da Mulher, celebrado em março, a Rota do Respeito alcançou públicos diversos e realidades distintas. Em Cuiabá, o atendimento foi realizado no Centro Profissionalizante de Ressocialização do Maior Acolhido (Ceproma), além de atender moradores do condomínio Guará e Pedra 90. A comitiva levou informação e acolhimento também para o público de Tangará da Serra sobre Comunicação Não Violenta (CNV) e temas sensíveis, além da palestra sobre autocuidado e fortalecimento da mulher (Grupo de Apoio Oncológico).

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Outros municípios também receberam acolhimento através das palestras: “A mulher por trás da farda (Polícia Militar)”, em Rondonópolis; “Fortalecer mulheres, erradicar violências”, em Feliz Natal; e atividade sobre cultura de paz e Comunicação Não Violenta, em Diamantino.

Daniella destacou que, durante o mês, mais de mil pessoas foram alcançadas e que algumas experiências marcaram profundamente a equipe, como o atendimento a mulheres em situação de vulnerabilidade social.

“Quando a gente fala sobre violência, a gente gera vocabulário e consciência. Muitas mulheres passam a entender o que estão vivendo e conseguem não só se proteger, mas também ajudar outras”, ressaltou a coordenadora.

Durante os encontros, o gerente da Procuradoria, Ítalo Guilherme Gomes Martins, apresenta o papel institucional da PEM, explicando os serviços de acolhimento, orientação e encaminhamento à rede de proteção.

Ítalo destacou ainda que a maior parte dos atendimentos ocorre de forma remota, principalmente por telefone e WhatsApp, garantindo mais segurança e privacidade às mulheres. Quando necessário, os casos são acompanhados presencialmente, em sala especial, com encaminhamentos para delegacias, atendimento jurídico e suporte psicossocial.

A PEM da ALMT, que conta com a atuação da procuradora Francielle Brustolin, segue com foco na expansão das 36 Procuradorias da Mulher nos municípios e capacitação das equipes locais. Nesta segunda-feira (13), a Câmara Municipal de Nortelândia inaugura a sua Procuradoria Especial da Mulher.

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“Mais uma unidade para fortalecer a rede de enfrentamento e garantir que o atendimento chegue de forma mais efetiva às regiões mato-grossenses. A interiorização das ações é um dos principais avanços da Procuradoria, levando orientação e acolhimento para municípios onde o acesso aos serviços ainda é limitado”, pontuou Ítalo.

Dessa forma, a Rota do Respeito tem sido fundamental nesse processo, atuando também em escolas, igrejas, empresas e instituições, promovendo educação preventiva e ampliando o alcance das políticas públicas. Pedra Preta será a próxima cidade a receber a Rota do Respeito.

“É importante aproximar a população para que elas saibam que existem leis, políticas públicas e lugares de acolhimento. E também para que essa informação seja disseminada por elas mesmas”, afirmou Ítalo.

Além do grande alcance de público, a Procuradoria tem registrado resultados concretos a partir das ações com mulheres que conseguem identificar situações de violência, buscar ajuda e romper ciclos de agressão com o apoio da rede.

Outro desafio identificado é a dependência financeira das vítimas, o que tem motivado a busca por parcerias para garantir oportunidades de emprego e autonomia às mulheres atendidas.

“Contribuímos para o fortalecimento da rede de apoio e a construção de uma sociedade mais segura para todas”, concluiu Daniella Paula.

Fonte: ALMT – MT

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Eliane Xunakalo reivindica ações concretas contra o feminicídio no Estado

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A deputada estadual em exercício, Eliane Xunakalo (PT), acompanhada por um grupo de mulheres, entregou oficialmente à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o relatório final da Câmara Setorial Temática sobre Feminicídio em Mato Grosso.

O documento, elaborado pelo grupo de trabalho liderado por Edna Sampaio, deputada em exercício na ocasião, identifica os gargalos na proteção da vida das mulheres e oferece, aos governos federal, estadual e municipais, um mapa de problemas e possíveis soluções institucionais para mudar a realidade imposta às mulheres. Mato Grosso tem liderado, proporcionalmente, o ranking nacional de feminicídios nos últimos anos.

“Espero que as recomendações apresentadas neste relatório sejam acolhidas pelos nobres deputados, porque os senhores também vieram de uma mulher. Têm filhas, sobrinhas e, com certeza, mães, tias e avós. Por isso, esperamos que nos ouçam, porque esta não é uma questão partidária, mas uma causa pela preservação da vida”, afirmou, acrescentando “também as mulheres indígenas, infelizmente, têm sofrido feminicídio e violências, que violam nosso corpo e nossa alma”, afirmou.

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Eliane Xunakalo afirmou que todos os dias há relatos, nos noticiários, de mulheres sendo mortas, estupradas e sofrendo violências. “Mas, infelizmente, não temos visto nenhum tipo de ação concreta. Precisamos de mais delegacias, que a Politec funcione onde é necessária, além, claro, de recursos, investimentos e políticas públicas, para fortalecer os aparelhos estatais de combate à violência”, defendeu.

Foto: MARCOS LOPES/ALMT

A deputada alertou para existência de onda de lista de mulheres estupráveis nas universidades. “Acredito que, para mitigar essa situação, é preciso uma educação, voltada para esse tema, nas escolas e nos lares. Além disso, o que acontece com as mulheres, com os indígenas e com os negros não deve ser tratado como mimimi. Estamos morrendo todos os dias e não vemos nenhuma ação efetiva para pôr fim a esta situação, que inclui, inclusive, lista de pessoas que podem ser molestadas, como fosse normal”, lamentou. “Por isso, precisamos tomar atitudes contra esta lista de mulheres estupráveis” concluiu a parlamentar.

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Fonte: ALMT – MT

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