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Exportações de proteínas animais do Paraná crescem 5,4% no 1º trimestre de 2026
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As exportações de carnes do Paraná registraram crescimento no primeiro trimestre de 2026, consolidando o Estado como um dos principais polos de produção e fornecimento de proteínas animais do Brasil. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), organizados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o setor alcançou US$ 1,22 bilhão em vendas externas entre janeiro e março, alta de 5,4% em relação ao mesmo período de 2025.
Carne de frango domina exportações do setor
A carne de frango manteve a liderança absoluta nas exportações paranaenses de proteínas animais, respondendo por 85% do total embarcado. No período, as vendas externas do produto somaram US$ 1,04 bilhão.
Já a carne suína representou 11% das exportações do segmento, com receita de US$ 132 milhões. A carne bovina, por sua vez, respondeu por 4% do total, com embarques que atingiram US$ 48 milhões no primeiro trimestre de 2026.
Principais mercados compradores
A China se destacou como o principal destino da carne de frango produzida no Paraná, com aquisições de US$ 176 milhões no período analisado. Na sequência, aparecem os Emirados Árabes Unidos, com US$ 100 milhões, e o Japão, com US$ 98 milhões em compras.
No segmento de carne suína, os maiores mercados foram Filipinas (US$ 30 milhões), Uruguai (US$ 22 milhões) e Hong Kong (US$ 21 milhões).
Para a carne bovina, os principais destinos foram China, Estados Unidos e Chile, com importações de US$ 23 milhões, US$ 7 milhões e US$ 5 milhões, respectivamente.
Competitividade impulsiona desempenho do Paraná
Segundo o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, o desempenho positivo das exportações está diretamente ligado à estrutura produtiva do Estado. Entre os fatores que sustentam a competitividade estão a forte presença da agricultura familiar qualificada, a integração com os complexos agroindustriais e a ampla oferta de grãos destinados à alimentação animal.
Esses elementos contribuem para consolidar o Paraná como um importante fornecedor de proteínas animais tanto no mercado interno quanto no cenário internacional.
Balança comercial do Paraná mantém superávit
No primeiro trimestre de 2026, o Paraná exportou US$ 5,2 bilhões em produtos, com destaque para carne de frango in natura, soja em grãos, farelo de soja, papel, óleo de soja, celulose, cereais, carne suína in natura, máquinas de terraplanagem e combustíveis.
Os principais parceiros comerciais foram China (US$ 1,1 bilhão), Argentina (US$ 179 milhões), México (US$ 168 milhões), Índia (US$ 167 milhões) e Estados Unidos (US$ 166 milhões).
Um dos destaques foi o avanço das exportações para o Japão, que registraram crescimento expressivo de 124%, passando de US$ 63,5 milhões no primeiro trimestre de 2015 para US$ 142,8 milhões no mesmo período de 2026.
Março registra melhor desempenho do ano
Apenas no mês de março, o Paraná exportou US$ 2,06 bilhões, o melhor resultado mensal de 2026 até o momento. Com isso, o Estado mantém posição de destaque entre os maiores exportadores do país.
A balança comercial paranaense encerrou o período com superávit de US$ 530 milhões, resultado da diferença entre US$ 5,2 bilhões em exportações e US$ 4,7 bilhões em importações, reforçando a relevância do agronegócio para a economia estadual.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportação de algodão do Brasil bate recorde histórico e supera 3 milhões de toneladas na temporada
As exportações brasileiras de algodão seguem em ritmo recorde e consolidam o protagonismo do país no comércio mundial da fibra. Em maio, o Brasil embarcou 291,2 mil toneladas de algodão, gerando receita de US$ 449,6 milhões, o maior volume já registrado para o mês na série histórica.
Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e analisados pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).
Apesar da redução em relação a abril, quando os embarques alcançaram 370,4 mil toneladas, o desempenho de maio representou crescimento expressivo de 51,5% em volume e de 45,3% em receita na comparação com o mesmo período do ano passado.
Temporada histórica ultrapassa 3 milhões de toneladas
Com o resultado de maio, o acumulado da temporada 2025/26, iniciada em julho de 2025, atingiu 3,129 milhões de toneladas exportadas, estabelecendo um novo recorde para o setor algodoeiro brasileiro.
Segundo a Anea, a desaceleração observada entre abril e maio está alinhada ao comportamento sazonal do mercado, sem comprometer o forte desempenho das exportações ao longo da temporada.
O algodão representou 1,41% de todas as exportações brasileiras realizadas em maio e ocupou a terceira posição entre os produtos agropecuários mais exportados pelo país no período.
Brasil fortalece posição como fornecedor global durante todo o ano
Para o presidente da Anea, Dawid Wajs, os números reforçam a capacidade do Brasil de atender ao mercado internacional de forma contínua, independentemente da época do ano.
Segundo ele, o país já ultrapassou a marca de 3 milhões de toneladas exportadas no acumulado da temporada e registra mais um recorde mensal. Além disso, o segundo trimestre de 2026 já é o maior da história para o setor, mesmo antes da contabilização dos embarques de junho.
A avaliação da entidade é de que o algodão brasileiro vem ampliando sua presença global graças à competitividade, à qualidade da fibra e à eficiência logística dos exportadores, mesmo diante das incertezas provocadas pelos atuais conflitos geopolíticos internacionais.
Bangladesh e Paquistão lideram compras da fibra brasileira
Entre os principais destinos do algodão brasileiro em maio, Bangladesh manteve a liderança, respondendo por 21,1% dos embarques. Na sequência aparecem:
- Paquistão: 19,0%;
- Turquia: 14,2%;
- Vietnã: 13,4%.
Juntos, Bangladesh e Paquistão concentraram cerca de 40% de todas as exportações realizadas no mês.
A China, tradicionalmente um dos maiores compradores da fibra brasileira, reduziu sua participação para 9,6% dos embarques de maio, após responder por aproximadamente um terço das compras ao longo da temporada.
A Índia também apresentou retração na demanda. A participação do país caiu de 11% em abril para 6,3% em maio, reflexo do encerramento da isenção tributária para importação de algodão.
Perspectivas seguem positivas para o setor
Com a safra brasileira em expansão e a crescente diversificação dos mercados compradores, as perspectivas permanecem favoráveis para as exportações de algodão nos próximos meses.
O desempenho recorde reforça a competitividade do agronegócio brasileiro e fortalece a posição do país como um dos principais fornecedores globais da fibra, atendendo mercados estratégicos na Ásia, Oriente Médio e Europa.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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