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Comissão debate direitos de atingidos por barragens e mineração ilegal

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A comissão externa da Câmara dos Deputados sobre fiscalização dos rompimentos de barragens realiza, nesta quinta-feira (16), audiência pública sobre a Política Nacional de Direitos das Populações Atingidas por Barragens.

O debate será realizado às 9 horas, no plenário 4.

A reunião foi pedida pelo coordenador do colegiado, deputado Rogério Correia (PT-MG). O objetivo é discutir os riscos e as ações de combate à mineração ilegal em Minas Gerais, diante dos impactos ambientais e de segurança associados à atividade.

Risco à população
Em 2024, Rogério Correia denunciou a extração ilegal de minério de ferro realizada pela Empresa de Mineração Pau Branco na Serra do Curral, em Belo Horizonte (MG). A denúncia culminou em operação da Polícia Federal nos municípios mineiros de Nova Lima e Itabirito e em diversos mandados de busca e apreensão.

“As investigações tiveram início após o recebimento de denúncia da Companhia de Gás de Minas Gerais sobre ocorrência de atividades criminosas às margens da rodovia BR-040 em Nova Lima e Itabirito, que estariam gerando o risco de explosão de gasoduto da companhia”, explica o deputado.

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“Além dos danos irreparáveis causados à natureza, a atividade ilegal poderia ter causado uma grande tragédia, com inúmeras vítimas que trafegam na BR-040”, acrescenta.

Vale e Samarco
O deputado também quer atualizações sobre o andamento do acordo firmado entre o governo federal, estados e as empresas Vale, BHP e Samarco — responsáveis por danos ambientais em Minas Gerais e no Espírito Santo.

Da Redação – ND

Fonte: Câmara dos Deputados

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Comissão aprova proposta para regularização de terras ocupadas antes da criação de áreas protegidas

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A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2548/25, que garante o direito de propriedade para moradores que já ocupavam locais antes de serem transformados em áreas de proteção ambiental (APAs). A proposta assegura a posse da terra para quem ocupava esses locais de boa-fé antes da mudança no regime jurídico da área.

De autoria da deputada Julia Zanatta (PL-SC), o texto altera a Lei 13.465/17, que trata de regularização fundiária. Para ter o direito garantido, as atividades desenvolvidas pelos moradores deverão ser compatíveis com as regras de conservação da unidade. O projeto deixa claro que a medida não se aplicará a unidades de proteção integral, onde a moradia humana é restrita.

O relator, deputado Pezenti (MDB-SC), recomendou a aprovação da medida. “A proposição atende à necessidade de preservação ambiental e ao direito constitucional à propriedade e à moradia, promovendo justiça social e segurança jurídica para milhares de famílias brasileiras”, disse.

Critérios
A regularização dependerá de alguns requisitos:

  • comprovação de ocupação legítima e contínua antes da criação da APA;
  • exercício de posse direta e sem oposição, com destinação residencial, comercial ou produtiva compatível com a legislação ambiental; e
  • inexistência de sentença judicial definitiva determinando a desocupação da área.
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APA da Baleia Franca
O projeto também determina a revisão do plano de manejo da APA da Baleia Franca, em Santa Catarina, criada para proteger a baleia-franca-austral.

Com a revisão, Julia Zanatta pretende estabelecer medidas de compensação ambiental para garantir a sustentabilidade da APA e ainda promover a integração das comunidades locais em sua gestão. O texto também prevê o redesenho do polígono da área.

Próximos passos
Antes da Comissão de Agricultura, o projeto foi rejeitado pela Comissão de Desenvolvimento Urbano. Agora seguirá para análise das comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário da Câmara.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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