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Gestão de riscos agrícolas se fortalece com tecnologias climáticas na Agrishow 2026
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A gestão de riscos na agricultura tem se tornado cada vez mais relevante devido à maior variabilidade climática. Tecnologias de monitoramento climático, como sensores e plataformas digitais, são ferramentas essenciais para apoiar decisões e mitigar os impactos do clima sobre a produção.
Monitoramento climático e integração de dados na fazenda
O uso de tecnologias permite a integração de informações em tempo real, como temperatura, umidade do solo, volume de chuvas, históricos de produtividade e dados operacionais. Essa análise abrangente oferece ao produtor uma visão completa da lavoura, possibilitando ações mais precisas e estratégicas.
Sensores instalados nas propriedades captam informações contínuas, enquanto plataformas digitais organizam e cruzam os dados, permitindo ajustes na rotina agrícola, como:
- Definição de janelas ideais para aplicação de defensivos
- Ajuste da irrigação conforme a umidade do solo
- Planejamento da data de plantio com base em previsões de chuva
Cenário climático e impactos na produção agrícola
O aumento da variabilidade climática tem ampliado a frequência de eventos extremos, como secas, ondas de calor, enchentes e geadas intensas. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, 2025 esteve entre os anos mais quentes já registrados, afetando culturas como a soja, com impactos diretos na produtividade.
De acordo com a FAO, episódios recentes de calor extremo e estiagem já causaram perdas significativas em regiões produtoras brasileiras, tornando o uso de tecnologias de gestão de riscos ainda mais estratégico.
Tecnologias climáticas em destaque na Agrishow 2026
A 31ª edição da Agrishow, que será realizada entre 27 de abril e 1º de maio, terá como destaque soluções voltadas à gestão de riscos climáticos, aproximando o produtor das inovações e mostrando como podem ser implementadas na rotina da fazenda.
Para João Marchesan, presidente da Agrishow, o uso de dados transformou a gestão agrícola:
“A gestão de riscos deixou de ser baseada apenas na experiência e passou a incorporar inteligência de dados. Isso permite que o produtor trabalhe com previsibilidade e capacidade de resposta diante da instabilidade climática, ajustando o manejo de forma precisa.”
Benefícios da tecnologia para o agronegócio
O avanço dessas ferramentas proporciona aos produtores:
- Maior capacidade de planejamento e tomada de decisão
- Redução de incertezas climáticas
- Produção mais eficiente e sustentável
Ao reunir empresas, especialistas e profissionais do campo, a Agrishow contribui para difusão de recursos que fortalecem a produtividade e a competitividade do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional
As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.
O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.
Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada
A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).
Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.
Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global
A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.
“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.
O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.
Cenário global pode sustentar preços do algodão
No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.
Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade
No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.
Uso do algodão avança para além do setor têxtil
Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


