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Mercado de frango indica novos reajustes no curto prazo com oferta ajustada e cenário externo no radar
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Mercado de frango aponta possibilidade de novos reajustes no curto prazo
O mercado brasileiro de frango apresentou preços estáveis no atacado e comportamento misto no frango vivo ao longo da semana. Segundo análise de Safras & Mercado, o ambiente de negócios indica possibilidade de novos reajustes no curto prazo.
Apesar disso, o setor ainda opera com cautela, diante de incertezas no cenário externo e da necessidade de ajuste na oferta.
Redução no alojamento de pintainhos é estratégia para equilíbrio da oferta
De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, a redução no alojamento de pintainhos de corte segue como medida fundamental para o equilíbrio do mercado, especialmente em um momento de instabilidade.
O setor enfrenta riscos em duas frentes principais:
- Conflitos no Oriente Médio, que podem impactar custos logísticos
- Casos de Influenza Aviária em granjas comerciais no Chile e na Argentina, além de registros em animais selvagens no Rio Grande do Sul
Esse cenário exige cautela dos produtores e reforça a importância do controle da oferta.
Atacado mantém preços firmes com expectativa de valorização
No mercado atacadista, os preços se mantiveram firmes ao longo da semana, com perspectiva de novos reajustes nos próximos dias.
Segundo o analista, o ambiente atual indica maior equilíbrio entre oferta e demanda, com expectativa de retração no alojamento nos meses seguintes, o que pode sustentar os preços.
Preços do frango no atacado seguem estáveis em São Paulo
Levantamento de Safras & Mercado aponta estabilidade nas cotações dos principais cortes de frango no atacado paulista.
- Cortes congelados
- Peito: R$ 8,60/kg (atacado) e R$ 8,90/kg (distribuição)
- Coxa: R$ 6,30/kg (atacado) e R$ 6,50/kg (distribuição)
- Asa: R$ 10,50/kg (atacado e distribuição)
- Cortes resfriados
- Peito: R$ 8,70/kg (atacado) e R$ 9,00/kg (distribuição)
- Coxa: R$ 6,40/kg (atacado e distribuição)
- Asa: R$ 10,40/kg (atacado) e R$ 10,60/kg (distribuição)
Frango vivo apresenta variações regionais nos preços
O mercado do frango vivo apresentou variações conforme a região:
- São Paulo: R$ 4,50/kg (estável)
- Rio Grande do Sul (integração): R$ 4,65/kg (estável)
- Santa Catarina (integração): R$ 4,65/kg (estável)
- Oeste do Paraná: R$ 4,60/kg (estável)
Houve altas em algumas regiões:
- Mato Grosso do Sul: de R$ 4,35 para R$ 4,40/kg
- Goiás: de R$ 4,40 para R$ 4,45/kg
- Minas Gerais: de R$ 4,45 para R$ 4,50/kg
- Distrito Federal: de R$ 4,40 para R$ 4,45/kg
Já em outras localidades, os preços permaneceram estáveis:
- Ceará: R$ 6,20/kg
- Pernambuco: R$ 5,50/kg
- Pará: R$ 6,40/kg
Exportações de carne de frango crescem em abril
As exportações brasileiras de carne de aves e miúdos comestíveis seguem em alta no mês de abril.
Até o momento (7 dias úteis), o país registrou:
- Receita de US$ 340,615 milhões
- Volume exportado de 183,691 mil toneladas
- Média diária de 26,241 mil toneladas
- Preço médio de US$ 1.854,30 por tonelada
Na comparação com abril de 2025, os dados indicam:
- Alta de 20,4% no valor médio diário
- Crescimento de 19,2% no volume médio diário
- Valorização de 1,1% no preço médio
Os números foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Cenário externo e sanitário segue no radar do setor
Além do equilíbrio entre oferta e demanda, fatores externos continuam influenciando o mercado. A Influenza Aviária exige monitoramento constante, enquanto o conflito no Oriente Médio eleva os custos operacionais, embora ainda sem impacto significativo nos volumes exportados.
Perspectiva para o mercado de frango é de ajustes e cautela
O mercado de frango caminha para um cenário de maior equilíbrio, com possibilidade de reajustes positivos no curto prazo, desde que a oferta siga controlada.
A combinação entre gestão de produção, demanda interna e cenário externo será determinante para o comportamento dos preços ao longo das próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Retomada histórica da participação social no setor da Aquicultura e Pesca no Distrito Federal
O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, esteve presente nesta sexta-feira (19), na etapa brasiliense da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca (CNAP), realizada em Brasília, no auditório da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF). A conferência contou com as presenças de representantes dos setores da Pesca e Aquicultura, de órgãos públicos, empresários e pescadores artesanais.
Em seu discurso, o ministro Edipo Araujo destacou a pluralidade de atores sociais envolvidos nas discussões sobre a Pesca e Aquicultura no Distrito Federal. “Os temas apresentados na conferência são necessários para o Distrito Federal e para o país. O Governo do Brasil e o MPA não se distanciaram dos pescadores e aquicultores da região, e investimos mais de R$ 2 milhões para fortalecer empreendimentos, com assistência técnica, parcerias com o SENAR, o curso de multiplicadores aquícolas, entre outras ações”, afirmou.
O representante dos aquicultores, Ivan Engler, salientou o desafio da organização da cadeia produtiva na região. “Precisamos discutir neste espaço o avanço de políticas públicas que consigam atingir diretamente a aquicultura e a economia dos produtores, em especial a produção de tilápias”, frisou.
A pescadora do Lago Paranoá, Sebastiana de Almeida, apresentou a realidade da pesca artesanal. “Enfrentamos desafios na pesca no lago e estamos aqui para entender e contribuir para a preservação da pesca artesanal no Paranoá”, disse.
A 4ª Conferência Nacional da Aquicultura e Pesca (CNAP) representa uma retomada histórica, uma vez que a última edição ocorreu em 2009. A realização da CNAP reforça a importância da participação social no setor de Pesca e Aquicultura, colocando em prática o parágrafo único do artigo 193 da Constituição Federal: “O Estado exercerá a função de planejamento das políticas sociais, assegurada, na forma da lei, a participação da sociedade nos processos de formulação, monitoramento, controle e avaliação dessas políticas”.
A etapa nacional acontecerá de 11 a 13 de novembro de 2026, em Brasília (DF), e tem como tema: “De política de governo a política de Estado: sustentabilidade, participação social e continuidade institucional”. Com a realização das conferências, o Governo do Brasil reafirma o compromisso com a participação social para a melhoria do setor aquícola e pesqueiro.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

