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Ministro da Justiça visita a superintendência da PF na Paraíba
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Brasília, 25/4/26 — O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, esteve na sede da Superintendência da Polícia Federal, em João Pessoa (PB), nesta sexta-feira (24), para tratar de estratégias de combate ao crime organizado. O secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas, também participou da agenda.
A iniciativa de visitar a Paraíba integra uma série de visitas realizadas pelo ministro da Justiça e Segurança Pública às sedes da Polícia Federal. Wellington Lima já esteve em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Maringá (PR) e Guaíra (PR). Ele afirma que fará visitas em todas as regiões do país: “É muito importante para a integração dos trabalhos e investigações. Vamos rodar em todo país”, completa.
Fortalecimento da segurança pública em pauta
A equipe do MJSP foi recebida pelo superintendente da Polícia Federal na Paraíba, Carlos Henrique de Sousa. O fortalecimento e a expansão das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos) foram um dos destaques do encontro entre as lideranças.
O trabalho de desarticulação de crimes como lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, de armas e homicídios é uma das principais diretrizes das Ficcos, que, até o último balanço, em março de 2026, já haviam realizado 143 operações somente neste ano.
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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes
O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.
O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.
Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.
Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.
Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.
Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação



