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MEC redistribui 1.140 funções para universidades federais

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O Ministério da Educação (MEC) publicou a Portaria nº 347/2026, que promove a redistribuição de cargos de direção e funções gratificadas para universidades federais em todo o país. A medida, publicada no Diário Oficial da União de terça-feira, 28 de abril, reforça a estrutura administrativa das instituições e amplia sua capacidade de gestão. 

Ao todo, são 1.140 funções redistribuídas, sendo 49 cargos de direção (CDs), 1.055 funções gratificadas (FGs) e 30 funções de coordenação de curso (FCCs). Essas últimas são destinadas a novos campi, apoiando a expansão e a consolidação da rede federal de educação superior. 

“Com a redistribuição, os cargos passam a integrar a estrutura das universidades federais, possibilitando melhor distribuição de responsabilidades e maior agilidade nos processos internos. A medida também contribui para o aprimoramento da governança nas instituições, ao fortalecer equipes e estruturas responsáveis pela execução de políticas acadêmicas, administrativas e de assistência estudantil”, afirma o ministro da Educação, Leonardo Barchini. 

A redistribuição consta em anexo da portaria. “A iniciativa considera as necessidades específicas das instituições, com foco na melhoria da organização administrativa e no fortalecimento das atividades acadêmicas”, pontuou o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus David. 

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Redistribuição de cargos – A redistribuição dá continuidade à política do MEC de reorganização e qualificação da estrutura administrativa das universidades federais. A estratégia busca alinhar a distribuição de cargos e funções às demandas reais das instituições, contribuindo para maior eficiência na gestão pública. 

A gestão executou a maior expansão de pessoal das universidades federais nesta década, com 22.562 posições criadas ao todo, entre cargos de docentes, técnicos administrativos, cargos de direção, funções gratificadas e funções de coordenação de curso. Em dezembro de 2025, o MEC realizou redistribuição de 2.679 cargos e funções, reforçando a capacidade operacional das universidades federais. A nova portaria repete o movimento, apostando na consolidação das instituições. Em outubro, a Portaria nº 708/2025 redistribuiu 985 desses cargos e, em junho de 2025, com a Lei nº 15.141/2025, foram criadas 6.792 CDs, FGs e FCCs para as universidades.  

Expansão e gestão universitária – A destinação de 30 FCCs para novos campi tem papel estratégico no processo de expansão da Rede Federal. São funções essenciais para a organização acadêmica, permitindo estruturar cursos, coordenar atividades pedagógicas e acompanhar o desenvolvimento das graduações. 

Já os 49 CDs fortalecem níveis mais altos da gestão universitária, apoiando a tomada de decisão e a coordenação institucional. As 1.055 FGs, por sua vez, ampliam a capacidade administrativa das universidades em diferentes áreas, desde a gestão acadêmica até o suporte técnico e operacional. 

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A ação reafirma o compromisso do MEC com o fortalecimento das instituições federais de educação superior, assegurando condições adequadas para o desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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Operação “Falso Defensor” desarticula grupo criminoso que aplicava golpes se passando por advogados

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Brasília, 29/4/2026
– O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab/Diopi/Senasp), apoiou a deflagração da Operação Falso Defensor, realizada nesta quarta-feira (29) pela Polícia Civil de Goiás (PCGO), com o objetivo de desarticular uma associação criminosa especializada no chamado “golpe do falso advogado”. O grupo atuava a partir do Ceará (CE) e fazia vítimas em diversos estados do País.

A ação contou com a participação da Polícia Civil do Ceará (PCCE), com diligências realizadas nos municípios de Fortaleza, Caucaia e Pacatuba.

Ao todo, foram cumpridas 29 medidas judiciais, incluindo 14 mandados de prisão temporária, 14 mandados de busca e apreensão domiciliar, além de ordens de sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias, que somam aproximadamente R$ 500 mil.

As investigações tiveram início a partir de um caso envolvendo um servidor público de Goiás (GO), que sofreu prejuízo superior a R$ 452 mil em apenas oito dias. A partir desse episódio, foi possível identificar a atuação estruturada do grupo criminoso.

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De acordo com a apuração, os investigados utilizavam aplicativos de mensagens, especialmente o WhatsApp, para se passar por advogados e informar falsamente às vítimas sobre um suposto êxito em processos judiciais. Em seguida, solicitavam o pagamento de taxas, como impostos e custas processuais, para a liberação de valores inexistentes. Para dar aparência de legitimidade ao golpe, também simulavam a atuação de servidores públicos e utilizavam documentos adulterados.

A organização criminosa era estruturada em núcleos especializados: um responsável pelo contato com as vítimas, outro pela simulação de autoridades e um terceiro dedicado à movimentação financeira, com uso de contas bancárias para recebimento e dispersão dos valores ilícitos.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de capitais. Somadas, as penas podem ultrapassar 21 anos de reclusão, além de multa.

O material apreendido será analisado para identificação de novas vítimas e de outros envolvidos no esquema. As investigações seguem em andamento, com foco na ampliação das responsabilizações e na recuperação dos ativos desviados.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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