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Selic 2026: Itaú eleva projeção para 13,25% e aponta inflação mais alta no Brasil

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O cenário de juros no Brasil segue em revisão. Economistas do Itaú Unibanco elevaram a projeção para a taxa Selic ao final de 2026 para 13,25%, acima da estimativa anterior de 13,00%, conforme relatório divulgado nesta quinta-feira (30). A atualização ocorre após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a taxa básica em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano.

Segundo a equipe de pesquisa macroeconômica do banco, o ajuste reflete uma deterioração no ambiente inflacionário e uma piora no balanço de riscos, indicando que o processo de flexibilização monetária deve ser mais cauteloso ao longo dos próximos meses.

Política monetária mais cautelosa

Na avaliação do Itaú, o Banco Central segue conduzindo um ciclo de cortes graduais de juros, com o objetivo de calibrar o nível de restrição monetária diante das incertezas econômicas.

A autoridade monetária sinalizou que novas decisões dependerão da evolução dos dados, destacando a necessidade de incorporar informações adicionais para definir o ritmo e a extensão do atual ciclo de ajuste.

O cenário mais desafiador para a inflação foi determinante para a revisão das expectativas de juros, reforçando a percepção de que o processo de queda da Selic pode ser mais lento do que o inicialmente previsto.

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Inflação em alta e pressão no curto prazo

O Itaú também revisou para cima a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2025, elevando a estimativa de 4,5% para 5,2%.

A mudança reflete pressões de curto prazo mais intensas, especialmente nos preços de combustíveis e alimentos. Entre os fatores destacados estão:

  • Reajustes nos preços de gasolina e diesel
  • Impactos climáticos associados ao El Niño
  • Alta nos preços de alimentos in natura
  • Redução da oferta de leite no mercado interno

O banco ainda ressalta que o balanço de riscos para 2026 permanece inclinado para cima, com possibilidade de novos aumentos nos combustíveis ampliando as pressões inflacionárias.

Câmbio, PIB e mercado de trabalho

No cenário macroeconômico mais amplo, o Itaú manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,9% para este ano, assim como a estimativa de taxa de desemprego em 5,7%.

Já para o câmbio, houve revisão relevante: a expectativa para o dólar caiu de R$ 5,40 para R$ 5,15, indicando uma visão mais otimista para a moeda brasileira no horizonte projetado.

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Impactos para o agronegócio

Para o agronegócio, a combinação de juros elevados por mais tempo e inflação pressionada traz efeitos diretos sobre o custo de produção e o acesso ao crédito.

Taxas de juros ainda em patamar elevado tendem a encarecer financiamentos rurais e investimentos, enquanto a inflação de alimentos segue influenciada por fatores climáticos e de oferta.

Ao mesmo tempo, um câmbio mais apreciado pode reduzir a competitividade das exportações agrícolas, embora contribua para aliviar custos de insumos importados, como fertilizantes e defensivos.

Perspectivas

O novo cenário traçado pelo Itaú reforça um ambiente de maior cautela para a economia brasileira. A trajetória da Selic seguirá dependente da dinâmica inflacionária, das condições fiscais e do cenário externo, mantendo o mercado atento aos próximos passos do Banco Central.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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ENCERRAMENTO DA CAPTURA DE TAINHA NA MODALIDADE DE ARRASTO DE PRAIA

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) comunica que fica encerrada, a partir deste domingo (7), a captura da espécie tainha (Mugil liza) na modalidade de arrasto de praia, referente à temporada de pesca de 2026.

A medida possui caráter preventivo e tem por objetivo evitar o excedente da cota de captura estabelecida para a modalidade, considerando que o limite coletivo atingiu 90% da cota autorizada para a temporada, nos termos da Portaria Interministerial MPA/MMA nº 51, de 27 de fevereiro de 2026.

A decisão foi adotada com base nos dados de produção consolidados a partir das Declarações de Entrada de Tainha em Empresas Pesqueiras e será registrado no Painel de Monitoramento da Temporada de Pesca da Tainha, conforme determina a legislação vigente.

Atenção aos procedimentos de encerramento previstos na Portaria Interministerial MPA/MMA nº 51, de 27 de fevereiro de 2026.

Último desembarque

As embarcações de arrasto de praia que estiverem em atividade de pesca no mar deverão realizar o último desembarque de tainha (Mugil liza) em até vinte e quatro horas após o encerramento da captura, contadas da publicação deste comunicado no site oficial do Ministério da Pesca e Aquicultura.

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Após esse período, os pescadores e as pescadoras poderão retomar a atividade pesqueira para a captura das demais espécies previstas na respectiva modalidade de permissionamento, conforme disposto na Instrução Normativa Interministerial MPA/MMA nº 10, de 10 de junho de 2011.

Monitoramento e controle

Após o atingimento do limite previsto para encerramento da captura de tainha na modalidade de arrasto de praia, as embarcações sujeitas à obrigatoriedade de envio de Mapa de Bordo deverão realizar o reporte exclusivamente por meio do Sistema PesqBrasil – Mapa de Bordo.

Para mais informações sobre o PesqBrasil – Mapa de Bordo, clique aqui.

O MPA reforça seu compromisso com o cumprimento das disposições regulamentares aplicáveis à gestão por cotas de captura e com a disponibilização de informações atualizadas por meio do Painel de Monitoramento da Temporada de Pesca da Tainha de 2026. Confira aqui.

Para esclarecimentos adicionais, o MPA disponibiliza o canal de atendimento [[email protected]]

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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