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Cras realiza busca ativa para ampliar participação de mulheres no Serviço de Convivência
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O Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Cristo Rei realizou ao longo da semana, uma ação de busca ativa para convidar novas participantes para integrar o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). A iniciativa tem como objetivo fortalecer o atendimento ofertado à comunidade, ampliando o acesso de mulheres às atividades desenvolvidas pelo equipamento.
A orientadora social do SCFV de mulheres, Ingrid Oliveira Biserra, foi responsável pela ação realizada, convidando mulheres interessadas em participar do grupo feminino, que acontece todas as terças-feiras no Cras Cristo Rei.
O grupo é voltado para empoderamento feminino, realização de oficinas, palestras, orientações, rodas de conversa e escutas qualificadas, promovendo acolhimento e fortalecimento de vínculos comunitários.
“Nosso objetivo é aproximar essas mulheres do Cras Cristo Rei e mostrar que aqui elas têm um espaço de acolhimento, escuta e fortalecimento. É um momento importante para trocar experiências, criar vínculos e fortalecer a autoestima, além de garantir acesso a informações e apoio social. O SCFV é gratuito e está de portas abertas para quem quiser participar.”, disse Ingrid.
O serviço é destinado a mulheres territorialmente referenciados ao Cras, com oficinas desenvolvidas nos períodos matutino e vespertino, de forma gratuita e pode ser acessado de forma espontânea, por encaminhamento da rede socioassistencial e de outras políticas públicas, ou ainda por meio de busca ativa realizada pela equipe técnica do Cras.
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CAPS TM III promove palestra sobre saúde mental e reforça importância da escuta e do acolhimento
Em alusão ao Setembro Amarelo, o CAPS TM III realizou nesta sexta-feira (18) uma palestra voltada aos pacientes da unidade, com orientações sobre saúde mental, prevenção ao suicídio e a importância de estar atento aos sinais apresentados por familiares e amigos.
Durante o encontro, a psicóloga Dra. Eliane Mansour destacou que buscar ajuda profissional não deve ser visto como sinal de fraqueza e que não é preciso esperar o sofrimento chegar a um estágio grave para procurar atendimento.
“A pessoa que procura ajuda já está, muitas vezes, em um estágio em que não consegue se regular. Essa fragilidade precisa ser validada. Saúde mental ainda é muito incompreendida e muitas pessoas associam o tema à loucura, mas não é isso”, explicou.
Segundo a psicóloga, procurar ajuda também é uma oportunidade de autoconhecimento e cuidado. “Nem sempre é necessário estar em um estágio muito ruim para procurar ajuda. O sofrimento é particular e, muitas vezes, invisível. Reconhecer essa fragilidade e buscar apoio é uma forma de cuidado”, acrescentou.
O psiquiatra Dr. Jaime Benevides também participou da conversa e chamou a atenção para os comportamentos que podem esconder um sofrimento emocional. Ele falou sobre a chamada “falsa alegria” e sobre como a sociedade atual, marcada pela competitividade, pelo consumo e pela exposição constante nas redes sociais, pode criar uma imagem de felicidade que nem sempre corresponde à realidade.
“Precisamos estar alertas conosco mesmos e com a nossa saúde mental. É preciso estar atento ao que vemos, ouvimos, sentimos, pensamos e falamos e, acima de tudo, ao que fazemos”, orientou.
Durante a palestra, o profissional reforçou ainda a importância de observar mudanças de comportamento, como isolamento, alterações na forma de falar ou de se relacionar, e outros sinais que possam indicar que alguém está passando por um momento difícil.
A orientação é que familiares e amigos pratiquem uma escuta ativa, demonstrem presença e acolhimento e, quando necessário, ajudem a pessoa a buscar atendimento com um profissional de saúde.
Após a palestra, a equipe do CAPS preparou um lanche para os pacientes, encerrando o momento de conversa e acolhimento de forma leve e descontraída.
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