MATO GROSSO
Polícia Civil indicia homem por estupro de vulnerável e armazenamento de pornografia infantil em Santa Cruz do Xingu
MATO GROSSO
A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu, nesta segunda-feira (4.5), o inquérito policial que apurou os crimes de estupro de vulnerável e armazenamento de conteúdo pornográfico envolvendo criança, em Santa Cruz do Xingu. Um homem investigado foi indiciado pela prática dos dois crimes.
A investigação teve início após uma denúncia anônima recebida pelo Conselho Tutelar, em 12 de junho de 2025, sobre possível abuso sexual contra uma criança de sete anos, à época dos fatos.
No curso das diligências, foram realizadas oitivas de testemunhas e levantados elementos informativos que apontaram indícios da prática dos crimes pelo investigado, que se aproveitava da ausência do genitor da vítima para cometê-los.
Durante a apuração, testemunhas também relataram condutas de cunho sexual atribuídas ao suspeito, que teriam causado constrangimento à criança.
Em razão dos fatos, o delegado Onias Estevam Pereira Filho, responsável pela investigação, requisitou exame pericial na vítima e representou judicialmente pela busca e apreensão de dispositivos eletrônicos do investigado. A medida foi deferida pelo Poder Judiciário, sendo cumprida a ordem judicial em 16 de setembro de 2025.
Na ação, foi apreendido aparelho celular do investigado, posteriormente submetido à análise pericial, que constatou a presença de conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes, além de registros compatíveis com o consumo desse tipo de material.
Diante do conjunto probatório, a autoridade policial indiciou o investigado pelos crimes apurados.
Os autos foram encaminhados ao Ministério Público para as providências cabíveis.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes
O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.
Fonte: Ministério Público MT – MT



