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Dólar oscila com atenção aos juros dos EUA e fluxo para emergentes; mercado acompanha impacto sobre o real
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O mercado de câmbio iniciou os negócios monitorando o comportamento dos juros dos Estados Unidos e o fluxo de capital para países emergentes, em um ambiente marcado por ajustes técnicos da moeda norte-americana e cautela dos investidores diante do cenário internacional.
Segundo análise de Márcio Riauba, da StoneX, o dólar apresenta um comportamento mais técnico neste momento, sustentado por um ambiente externo moderadamente positivo, enquanto o mercado continua avaliando os próximos passos da política monetária norte-americana.
A atenção permanece concentrada na curva de juros dos Estados Unidos, especialmente nos vencimentos mais longos. Qualquer movimento de alta nessa ponta pode elevar o diferencial de juros global, reduzir o apetite por ativos de risco e pressionar moedas emergentes, como o real.
No cenário doméstico, a curva de juros futuros segue sensível às incertezas fiscais e à comunicação do Banco Central. O mercado acompanha principalmente os sinais relacionados ao calendário de possíveis cortes da taxa Selic e à capacidade da autoridade monetária de manter as expectativas de inflação ancoradas.
Outro fator relevante para o comportamento do câmbio está no fluxo financeiro e comercial. Exportadores podem aproveitar momentos de valorização do dólar para realizar vendas da moeda e reforçar a entrada de recursos no mercado doméstico. Ainda assim, o fluxo comercial segue reagindo de forma tática às oscilações do ambiente externo.
As commodities continuam oferecendo algum suporte ao real, especialmente diante da relevância das exportações brasileiras de produtos agrícolas e minerais. No entanto, esse fator ainda não é suficiente para determinar sozinho a direção do câmbio.
De acordo com a análise da StoneX, caso o cenário internacional mantenha um viés mais favorável, o real pode ganhar força impulsionado pelo fluxo de carry trade, movimento em que investidores buscam mercados com juros mais elevados. Esse ambiente tende a reduzir os prêmios de risco na curva futura de juros brasileira.
Por outro lado, uma eventual piora no cenário global, acompanhada de alta nos juros americanos ou aumento da aversão ao risco, pode voltar a pressionar o mercado doméstico. Nesse contexto, a tendência seria de reabertura dos juros longos no Brasil e valorização do dólar frente ao real.
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional
As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.
O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.
Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada
A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).
Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.
Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global
A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.
“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.
O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.
Cenário global pode sustentar preços do algodão
No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.
Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade
No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.
Uso do algodão avança para além do setor têxtil
Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


