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Renorcrim e Recupera reforçam integração no combate ao crime organizado

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Salvador, 14/5/26 – A integração entre instituições de segurança pública e do Poder Judiciário marcou a abertura do primeiro encontro das Redes Nacionais de Enfrentamento às Organizações Criminosas (Renorcrim) e de Recuperação de Ativos (Recupera), realizada na terça-feira (12), em Salvador (BA). O evento reúne representantes de diferentes órgãos para discutir estratégias de combate ao crime organizado, investigação financeira e aperfeiçoamento da recuperação de ativos no País.

Representando o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o coordenador-geral de Combate ao Crime Organizado da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Getúlio Monteiro, afirmou que a Bahia tem se destacado no cenário nacional pelo enfrentamento direto às organizações criminosas.

“A Bahia é um grande exemplo para o Brasil de como está lutando contra o crime organizado de cabeça erguida, com coragem e determinação. Este evento reúne delegados das delegacias de repressão ao crime organizado, além da Polícia Federal (PF), Ministério Público (MP) e Poder Judiciário, para tratar de um problema que precisa ser enfrentado sem tabu”, disse.

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O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, destacou a importância da integração entre instituições e ressaltou o caráter estratégico da reunião conjunta das duas redes nacionais. “Estamos fazendo a abertura do encontro de duas das principais redes da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do MJSP, a Recupera e a Renorcrim. As duas redes nacionais estão reunidas para debater segurança pública e compartilhar boas práticas”, afirmou.

Dados consolidados das três últimas edições da Renorcrim apontam o impacto das ações coordenadas entre as forças de segurança no País. No período, foram registradas 1.587 prisões, além da apreensão de 8.332 kg de entorpecentes e 385 armas de fogo. As operações também resultaram no cumprimento de 1.970 mandados judiciais, na apreensão de R$ 110,2 milhões em bens e no bloqueio de R$ 207,3 milhões. O prejuízo estimado às organizações criminosas ultrapassa R$ 419,9 milhões.

Para o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia, André Viana, a realização simultânea dos encontros representa um marco na articulação nacional contra a criminalidade organizada. “É o primeiro evento na história que congrega as duas redes. Essa integração permitirá novas estratégias e avanços operacionais. A Bahia desponta no cenário nacional, mas isso não representa apenas um ganho para o estado, e sim para todo o Brasil”, ressaltou.

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O evento

O Encontro Técnico Presencial Renorcrim e Recupera reúne, até 15 de maio, especialistas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, das polícias civis, da Polícia Federal, dos Ministérios Públicos e do Poder Judiciário, com o objetivo de aprimorar estratégias de enfrentamento ao crime organizado.

A iniciativa reforça o compromisso das instituições brasileiras com a integração, a inovação e a eficiência no enfrentamento ao crime organizado, consolidando uma atuação cada vez mais coordenada em nível nacional.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Operação Pix Seguro bloqueia mais de R$ 103 milhões de investigados por estelionato

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Salvador, 14/5/26 – Com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Polícia Civil do Estado da Bahia (PCBA) deflagrou, na quarta-feira (13), operação para desarticular uma organização criminosa de atuação interestadual especializada na prática de estelionato por meio de fraude eletrônica e na subsequente lavagem dos recursos ilícitos obtidos.

Por determinação judicial, foram bloqueados ativos financeiros em valor superior a R$ 103 milhões. A medida busca asfixiar o poder econômico do grupo e garantir futura reparação dos danos milionários causados às vítimas em diferentes regiões do País.

A ofensiva contou com cooperação da Secretaria da Segurança Pública da Bahia e das Polícias Civis do Ceará (PCCE), de Pernambuco (PCPE), de Goiás (PCGO) e de São Paulo (PCSP). Foram cumpridos mandados judiciais em todas essas Unidades da Federação.

Somente na Bahia, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, resultando na apreensão de documentos e dispositivos eletrônicos que serão submetidos à análise para subsidiar o avanço das investigações.

Esquema usava falsas mensagens bancárias

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As investigações revelaram que a organização criminosa operava com técnicas sofisticadas de engenharia social para comprometer contas bancárias de clientes em diversos estados.

O golpe começava com o envio de mensagens SMS falsas às vítimas. Os criminosos se passavam por representantes de instituições bancárias, comunicavam um suposto bloqueio da conta e disponibilizavam um link para regularização imediata.

Ao clicar, a vítima era direcionada a uma página fraudulenta que, segundo as investigações, permitia aos criminosos acessar a conta bancária e realizar transferências imediatas e não autorizadas por meio do sistema de pagamento instantâneo PIX. Os valores eram enviados para contas de passagem sob controle da organização.

Estrutura de lavagem de dinheiro

Para dar aparência lícita ao produto dos crimes, o grupo operava um complexo esquema de lavagem de capitais estruturado em múltiplos níveis hierárquicos. Logo após as transferências fraudulentas, os recursos eram fragmentados e dispersados rapidamente por uma rede de contas de passagem operadas por laranjas e intermediários.

Segundo as investigações, o esquema também utilizava suporte logístico de integrantes do núcleo familiar dos líderes e de empresas de fachada. Por meio delas, os valores retornavam à organização com aparência de legalidade ou eram reinvestidos na própria estrutura criminosa.

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A investigação prossegue para identificar e responsabilizar todos os integrantes da organização criminosa.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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