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Tratamento de sementes avança no agronegócio e impulsiona produtividade das lavouras

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O tratamento de sementes vem se consolidando como uma das estratégias mais importantes para elevar a produtividade agrícola no Brasil. Em um cenário de agricultura cada vez mais intensiva e tecnificada, especialistas destacam que o desempenho da lavoura começa antes mesmo da germinação, tornando a qualidade do tratamento um fator decisivo para o potencial produtivo das culturas.

O estabelecimento inicial do cultivo é considerado uma das fases mais sensíveis do ciclo agrícola. É nesse momento que são definidos aspectos fundamentais, como uniformidade de emergência, desenvolvimento radicular, vigor das plantas e capacidade de competição contra pragas, doenças e plantas daninhas.

Segundo dados da Embrapa, problemas sanitários associados às sementes podem provocar perdas de até 20% na produtividade das lavouras, reforçando a importância do manejo adequado nessa etapa.

Emergência uniforme é determinante para o teto produtivo

De acordo com Hugo Rosa, gerente de Produtos da BRANDT Brasil, o tratamento de sementes passou a ocupar posição estratégica dentro do manejo agrícola moderno.

O especialista explica que, mesmo com avanços em genética, nutrição vegetal e proteção de cultivos, o potencial máximo da lavoura depende diretamente da qualidade do estabelecimento inicial das plantas.

“O tratamento de sementes ganha relevância por atuar diretamente na fase mais sensível do ciclo das culturas: a germinação. Nesse momento, são influenciados fatores críticos, como vigor, sanidade e desenvolvimento radicular”, destaca.

Segundo ele, um tratamento eficiente reduz custos no pós-emergência, melhora a proteção das plântulas e favorece a sustentabilidade do sistema produtivo.

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Falhas no tratamento podem comprometer a semeadura

A qualidade do tratamento também impacta diretamente o desempenho operacional durante a semeadura. Características como fluidez, escoamento e interação das sementes com os sistemas de distribuição são fundamentais para garantir uma deposição uniforme no solo.

Quando o processo é mal conduzido, problemas como falhas de distribuição, ocorrência de plantas duplas e desuniformidade de emergência podem comprometer o desenvolvimento da lavoura desde os primeiros dias.

Entre os principais desafios técnicos do setor está a distribuição homogênea dos produtos sobre a superfície das sementes e o controle adequado do volume de calda utilizado no tratamento.

Segundo Hugo Rosa, excessos podem causar fitotoxicidade, enquanto aplicações insuficientes reduzem a proteção contra patógenos e comprometem atributos fisiológicos, como germinação e vigor.

Integração de químicos, biológicos e bioestimulantes amplia complexidade

Outro fator que vem exigindo maior atenção do setor é a crescente complexidade das formulações utilizadas no tratamento de sementes. Atualmente, o manejo envolve combinações de defensivos químicos, produtos biológicos, nutrientes e bioestimulantes.

Esse cenário aumenta os desafios relacionados à compatibilidade entre os componentes e à estabilidade das caldas de aplicação. Além disso, o controle da umidade passou a ser um ponto crítico, já que níveis inadequados podem prejudicar tanto a qualidade fisiológica das sementes quanto a eficiência da semeadura.

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Especialistas ressaltam que o tratamento de sementes deixou de ser apenas uma etapa operacional e passou a ser encarado como um processo sistêmico, que exige integração entre tecnologia, qualidade de aplicação e desempenho agronômico.

Novas tecnologias aumentam eficiência no campo

O avanço tecnológico também vem transformando o setor. Soluções modernas focadas em cobertura uniforme, aderência dos produtos e controle de umidade estão contribuindo para elevar a eficiência dos tratamentos e reduzir perdas operacionais.

Na prática, a integração dessas tecnologias proporciona maior precisão na semeadura, melhora o estabelecimento inicial da lavoura e amplia a capacidade produtiva das plantas.

Com a busca constante por maior produtividade no agronegócio brasileiro, o tratamento de sementes se consolida como ferramenta essencial para garantir lavouras mais uniformes, resilientes e eficientes desde os primeiros estágios de desenvolvimento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

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Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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