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Comissão debate impactos da escala 6×1 sobre a saúde

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A Comissão Especial sobre o Fim da Escala 6×1 (PEC 221/19) da Câmara dos Deputados realiza, nesta terça-feira (19), duas audiências públicas para discutir os impactos da jornada de trabalho e propostas de redução da carga semanal.

A primeira audiência será realizada às 10 horas, no plenário 2, e terá como tema os impactos da escala 6×1 sobre a saúde e exemplos de negociações espontâneas.

A audiência atende a pedidos dos deputados Carlos Zarattini (PT-SP), Fernando Mineiro (PT-RN) e Dorinaldo Malafaia (PDT-AP). Segundo os parlamentares, é fundamental que a comissão conheça diagnósticos, estudos e pesquisas sobre o uso do tempo de trabalho a partir de dados produzidos por instituições e entidades ligadas ao tema.

Os deputados afirmam que a redução da jornada de trabalho deve ser analisada diante das mudanças no modo de produção, do aumento da produtividade por meio da automação e da incorporação de novas tecnologias, incluindo a inteligência artificial.

Centrais sindicais
Às 14 horas, no mesmo local, o colegiado debate a redução da jornada de trabalho sob a perspectiva da classe trabalhadora.

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O debate atende a pedido dos deputados Daiana Santos (PCdoB-RS) e Fernando Mineiro (PT-RN). Segundo os parlamentares, é fundamental que a comissão conheça a posição das principais representações sindicais de empregadores e trabalhadores sobre os impactos da revisão do tempo de trabalho.

Os deputados afirmam que a discussão envolve mudanças na organização produtiva e na economia nacional, com reflexos no mundo do trabalho, no movimento sindical e no sistema de relações de trabalho. Eles destacam ainda que o avanço da automação, das novas tecnologias e da inteligência artificial torna essencial o debate sobre redução da jornada.

Foram convidados os presidentes da CUT e da Força Sindical, entre outras centrais sindicais.

Da Redação – RS

Fonte: Câmara dos Deputados

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PECs do fim da escala 6×1 e da segurança pública chegam à CCJ do Senado

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, despachou na tarde desta sexta-feira (21) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) duas propostas de emenda à Constituição (PECs): a que trata do fim da escala 6×1 (PEC 221/2019) e a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025).

No último dia 14, Davi já havia apontado as duas matérias entre as prioridades da pauta do Senado. Na CCJ, a PEC do fim da escala 6×1 terá como relator o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a PEC da Segurança Pública terá o senador Rogério Carvalho (PT-SE) na relatoria.

Fim da 6×1

A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio. O texto tem o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como primeiro signatário. A proposta altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais.

A PEC também garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem diminuição de salário. A mudança será aplicada progressivamente e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.

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Prazos

A PEC prevê que 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional, a jornada semanal no país passará para 42 horas, já com dois dias de repouso remunerado por semana – um deles, preferencialmente, no domingo. Depois de 12 meses, a nova carga máxima de trabalho por semana será definitivamente de 40 horas.

O texto aprovado preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para regimes diferenciados, como a escala 12×36 (12 horas trabalhadas por 36 horas de descanso) atividades essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. Além disso, estabelece que lei futura poderá definir regras especiais, nesses casos, para a jornada de trabalho e os dias de folga.

Segurança

A PEC 18/2025, aprovada na Câmara dos Deputados no dia 4 de março, reorganiza o sistema de segurança pública no país. A proposta redefine as fontes de financiamento do setor, incluindo a destinação de parte da arrecadação das apostas esportivas aos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário.

A proposta assegura como competência comum a todos os órgãos de segurança pública encaminhar, por meio de sistema eletrônico integrado, o registro das infrações penais de menor potencial ofensivo diretamente ao Judiciário. Regras de cooperação e compartilhamento de informações também estão entre os pontos tratados na PEC, que é de iniciativa do Executivo.

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Quórum

Se aprovadas na CCJ, as PECs ainda precisam ser confirmadas no Plenário, onde precisam conquistar o apoio de três quintos dos senadores — o equivalente a 49 votos, no mínimo, em dois turnos. Depois de aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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