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MEC participa da 27ª Marcha dos Prefeitos em Brasília
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O Ministério da Educação (MEC) marca presença na 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, evento que reúne lideranças governamentais de todo o país para debater pautas estruturantes das gestões municipais. Nesta terça-feira, 19 de maio, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, esteve na mesa de abertura do encontro, que ocorre até 21 de maio, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília. A pasta ainda terá espaço na programação para dialogar sobre o programa Escola em Tempo Integral e a educação especial inclusiva.
Na cerimônia, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, comentou sobre a importância do evento para o crescimento do país e destacou os investimentos do governo do Brasil para a educação, como o Programa Pé-de-Meia e a construção de creches. “Muitos jovens abandonavam o ensino médio para se sustentar ou ter que ajudar na renda familiar, e o programa permite que esse adolescente receba um auxílio financeiro do governo para continuar estudando e, após a conclusão, uma poupança. Outro destaque desta gestão foi a construção de creches, o que garante o direito básico de toda criança de poder estudar e assegura as mães e os pais de que elas estarão em um local seguro”, completou.
“O MEC está presente em todos os municípios. Nossos programas chegam a todas as 5.569 cidades do país”, afirmou Barchini. “São ações como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, o Pacto pela Retomada de Obras Inacabadas, o PAC Seleções, que garantem creche, ônibus, entre outros. Além disso, nos últimos três anos, a contribuição da União para o Fundeb cresceu de 17% para 23%, o que representa um repasse em torno de R$ 200 bi, de 2023 a 2026”.
O MEC está realizando atendimentos às lideranças municipais para tratar dos programas e ações da pasta, especialmente as que são desenvolvidas na Secretaria de Educação Básica (SEB), nível de ensino que é de responsabilidade dos municípios. Ao longo do ano, os atendimentos acontecem com agendamento prévio, mas, em virtude da 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, ocorrerão sem essa necessidade. Até 21 de maio, os prefeitos podem procurar diretamente a Assessoria Parlamentar na própria sede do MEC, na Esplanada dos Ministérios, das 9h às 18h (horário de Brasília).
Além disso, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) promoverá plantões de atendimento institucional, na sede da autarquia, localizada no Setor Bancário Sul, também em Brasília. A iniciativa oferecerá atendimento técnico e personalizado aos gestores municipais, com orientações sobre programas federais da educação, esclarecimento de dúvidas e apoio à execução e regularização de ações conduzidas pelo FNDE.
Além do atendimento realizado na sede da autarquia, o FNDE também disponibilizará atendimento específico sobre obras diretamente no espaço da Marcha dos Prefeitos 2026, com foco em temas relacionados à retomada de obras, infraestrutura educacional, Proinfância e Novo PAC. Os demais atendimentos seguirão concentrados no edifício sede do FNDE.
Os atendimentos serão realizados nos turnos da manhã e da tarde, das 9h às 12h e das 14h às 17h, com exceção do dia 19, quando funcionarão apenas à tarde. Também não há a necessidade de agendamento prévio.
Rotas da Equidade – Na segunda-feira (18), em Brasília, o MEC, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), realizou o evento “Rotas da Equidade – Como alcançar a condicionalidade III do VAAR”, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, a partir das 14h (horário de Brasília).
O encontro teve o objetivo de subsidiar municípios do país que não atingiram a condicionalidade III do Valor Aluno Ano por Resultado (VAAR) do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), com estratégias de apoio técnico para fortalecer a equidade nas redes públicas de ensino. As estratégias visam auxiliar gestores na formulação e implementação de políticas mais justas, ampliando o acesso a direitos educacionais e contribuindo para garantir mais qualidade e oportunidades para todos, além de orientar as decisões do dia a dia da gestão educacional com a equidade no centro das políticas públicas.
Relatório Educacional – Na segunda-feira, 18 de maio, o MEC também divulgou o Relatório Educacional para Gestores Públicos, com diagnóstico das políticas e ações educacionais implementadas pelos 5.550 municípios brasileiros. Os materiais estão disponíveis na plataforma Aqui tem MEC e apresentam informações sobre os investimentos e as ações do ministério em cada unidade da federação, a fim de dar transparência às ações realizadas para reconstruir a educação brasileira nos estados e municípios.
Marcha – Nesta edição, a Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios terá como tema “O Brasil que dá certo nasce nos municípios”, reforçando que é na gestão local, próxima das pessoas, que as transformações reais acontecem e geram impacto direto na vida da população. Na ocasião, serão apresentadas as necessidades dos entes federativos, bem como será possível que gestores tenham espaços dedicados a atividades técnicas, com arenas temáticas e atendimentos especializados para qualificar o debate e orientar decisões. Toda a programação está disponível no site do evento.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do FNDE, da SEB, da Marcha dos Prefeitos e da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
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Alunos nota mil inspiram preparação para a redação do Enem 2026
De Fortaleza (CE), Carlos Eduardo Gomes transformou a conquista da nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em oportunidade e orientação a outros estudantes. De Virginópolis (MG), Samille Leão reservava tempo para responder simulados e reproduzir, em casa, as condições do dia da prova. De Jaguaribe (CE), Elivandro Rodrigues, professor, participa do exame anualmente para compreender melhor os desafios enfrentados por seus alunos. Três trajetórias que podem inspirar quem se prepara para o Enem 2026.
Esses caminhos se encontram na nova edição da cartilha “A Redação do Enem 2026 – Cartilha do Participante”, recém-divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC). O material explica os critérios de avaliação e apresenta redações de participantes da edição anterior, acompanhadas de comentários pedagógicos.
Para Carlos Eduardo, o apoio da família foi decisivo na trajetória até a universidade e na realização do sonho de cursar medicina. “Sempre acreditaram muito em meu potencial de conseguir chegar em uma universidade, de cursar medicina, que sempre foi meu sonho”, conta, ao falar dos avós e das tias.
A conquista também ampliou o alcance de um projeto de mentoria de redação que Carlos já desenvolvia. Assim, ele passou a atuar na preparação de quase uma centena de estudantes a partir de seu próprio projeto e a integrar uma iniciativa da Secretaria de Educação voltada a alunos do oitavo e do nono ano. “Antes, eu buscava me inspirar em outras histórias, outras trajetórias. E saber que hoje eu sou uma dessas inspirações é uma grande realização para mim”, afirma.
Na preparação de Samille, estudante de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), os simulados tinham lugar na rotina, inclusive durante feriados e encontros de família. “Eu simulava como se fosse o dia do Enem”, lembra. Para manter a concentração, ela pedia que ninguém entrasse em seu quarto enquanto fazia a prova.
Ao recordar o caminho até a nota máxima, Samille destaca a dedicação e a importância das relações pessoais durante os estudos. “O que eu gostaria que as pessoas lembrassem. quando elas conhecessem minha história. é que é possível, sim, realizar nossos sonhos com dedicação e paciência”, diz.
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Elivandro Rodrigues encontrou no próprio exame uma forma de aprimorar o trabalho em sala de aula. A inspiração veio de uma professora de física que fazia o Enem todos os anos para orientar melhor os estudantes. “Meu propósito não é simplesmente tirar nota mil. Eu quero ajudar meus alunos”, explica. Para ele, analisar os próprios erros também ajuda a identificar dificuldades e a preparar os alunos para a prova.
A nota máxima trouxe reconhecimento ao professor e abriu caminho para a criação de um espaço presencial de ensino em sua cidade. “Isso me abriu uma porta aqui na cidade para ter um local presencial, ter um reforço, ter um curso de redação”, relata.
Multimídia
As experiências dos três mostram como a prática, o apoio de outras pessoas e a reflexão sobre a aprendizagem podem fazer parte da preparação para a escrita.
Cartilha – A relação entre conhecimento e argumentação recebe atenção especial na nova cartilha do MEC. O documento alerta para o uso do chamado “repertório de bolso”, ou seja, referências memorizadas e empregadas de forma genérica, sem conexão efetiva com a discussão. De acordo com a cartilha, inserir uma citação de maneira automática ou forçada pode prejudicar a compreensão da proposta e a aplicação de conhecimentos ao tema.
A orientação da cartilha é selecionar referências pertinentes e explicar como elas contribuem para o argumento. Livros, filmes, acontecimentos históricos e outros conhecimentos construídos ao longo da formação podem ser utilizados, desde que façam sentido no texto.
Além disso, também há a recomendação de leitura cuidadosa da proposta e dos textos motivadores antes de definir o posicionamento que será defendido.
Para ajudar os participantes a compreender essas exigências, o material detalha as cinco competências avaliadas: domínio da escrita formal da língua portuguesa; compreensão do tema e da estrutura dissertativo-argumentativa; organização de informações e argumentos; uso dos recursos linguísticos que conectam as ideias; e elaboração de uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Cada competência pode receber até 200 pontos.
Na cartilha, há uma seleção com redações de estudantes das cinco regiões do país que obtiveram boas notas no Enem 2025. Os comentários apontam como cada participante desenvolveu o tema, articulou o repertório e apresentou sua proposta de intervenção, oferecendo referências para a revisão e o aprimoramento da própria escrita.
Também foram disponibilizadas versões com orientações específicas para participantes com dislexia, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e para participantes surdos ou com deficiência auditiva.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação




