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Ministério do Turismo e UNESCO lançam edital para avaliar 21 ‘Destinos Turísticos Inteligentes em Transformação’ no Brasil

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O Ministério do Turismo, em parceria com a UNESCO, lançou edital para contratação de empresa especializada que vai atuar no aperfeiçoamento e aprimoramento da gestão de 21 municípios brasileiros, que buscam se tornar Destinos Turísticos Inteligentes – denominação dada a cidades que adotam soluções e causam impactos positivos na vida da comunidade local e de seus visitantes.

O município se torna um destino turístico inteligente quando reúne um conjunto de ações estratégicas essenciais como, por exemplo, disponibilizar wi-fi público com um robusto monitoramento por câmeras, favorecer o desenvolvimento de startups, manter os espaços públicos bem conservados, promover a acessibilidade, respeitar a biodiversidade, criar um ambiente propício ao empreendedorismo e para a economia criativa, facilitar a mobilidade e ter a sustentabilidade como ponto de partida para atingir seus objetivos.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a iniciativa representa mais um passo no aprimoramento da gestão turística brasileira e na disseminação de boas práticas entre os destinos.

“Esse trabalho vai contribuir para qualificar ainda mais os municípios participantes e estimular soluções inovadoras e uma gestão mais eficiente e integrada do turismo no país”, afirmou.

Entenda

O Ministério do Turismo iniciou, em 2021, o projeto-piloto intitulado “Modelo DTI Brasil”, com o objetivo de adaptar a metodologia de Destinos Turísticos Inteligentes (criada na Espanha, em 2012) à realidade brasileira, contribuindo para o desenvolvimento das cidades turísticas do país, transformando-as em destinos mais competitivos, atraentes e inovadores tanto para os visitantes como para os habitantes, sem tirar o foco e a importância da sustentabilidade, da segurança e da acessibilidade.

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O edital

A iniciativa de publicar o edital tem objetivo de avaliar se as 21 cidades trabalhadas até o momento têm obtido êxito com seus Planos de Transformação elaborados entre 2021 e 2023. O intuito é fazer o acompanhamento das iniciativas propostas nesses planos, orientando esses “DTIs em Transformação” para que se tornem Destinos Turísticos Inteligentes (DTIs).

Serão elaborados, por exemplo, relatórios analíticos focados no desempenho desses municípios. A empresa contratada também deverá apresentar um modelo simplificado da Metodologia DTI Brasil — a adaptação do modelo espanhol para a realidade nacional – para cidades com atividade turística menos consolidada interessadas em melhorar sua gestão e em transformar o seu turismo.

A contratação tem como objetivo fortalecer a gestão estratégica desses destinos turísticos brasileiros por meio da análise de resultados, da sistematização de experiências e da proposição de instrumentos que contribuam para o aprimoramento das políticas públicas de turismo inteligente no país.

Os relatórios deverão contemplar os seguintes “DTIs em Transformação”:

  • Angra dos Reis (RJ)
  • Belo Horizonte (MG)
  • Bonito (MS)
  • Brasília (DF)
  • Campo Grande (MS)
  • Curitiba (PR)
  • Florianópolis (SC)
  • Fortaleza (CE)
  • Foz do Iguaçu (PR)
  • Goiânia (GO)
  • Gramado (RS)
  • Joinville (SC)
  • Palmas (TO)
  • Ponta Grossa (PR)
  • Recife (PE)
  • Rio Branco (AC)
  • Rio de Janeiro (RJ)
  • Salvador (BA)
  • Santos (SP)
  • São Luís (MA)
  • Vila Velha (ES)
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Como funciona

Para se tornar um Destino Turístico Inteligente, a cidade precisa olhar para além do óbvio. O modelo DTI Brasil estrutura a gestão municipal em torno de nove pilares estratégicos: governança, acessibilidade, segurança, inovação, promoção e marketing, mobilidade e transporte, tecnologia, criatividade e sustentabilidade.

Essa abordagem multidisciplinar garante que o turismo cresça de forma ordenada e inclusiva. Por exemplo, ao investir no eixo de tecnologia, o destino pode implementar sistemas de dados para entender melhor o perfil do seu visitante e otimizar a gestão governamental. Já no eixo de criatividade, a cidade é estimulada a valorizar sua cultura local e economia criativa como diferenciais competitivos.

Serviço

  • O que: Seleção de pessoa jurídica para elaboração de relatórios analíticos e atualização da Metodologia DTI Brasil
  • Prazo para envio das propostas: até 16 de junho de 2026, às 17h
  • Envio das propostas e edital: Podem ser conferidos na plataforma oficial de licitações da UNESCO. Clique aqui.

Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Mais de 90% dos municípios respondem ao MEC sobre Primeira Infância

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), em parceria com a Rede Nacional Primeira Infância, concluiu o Levantamento Nacional de Planos pela Primeira Infância com adesão de 90% dos municípios brasileiros. Realizada entre março e maio de 2026, a iniciativa mapeou a situação dos planos municipais, estaduais e distrital voltados às crianças de zero a seis anos em todo o país. 

Ao todo, 4.990 municípios finalizaram integralmente o preenchimento do levantamento, o equivalente a 89,59% das cidades brasileiras. Outros 234 municípios permaneceram com cadastro em andamento e apenas 346 não iniciaram o preenchimento. Além da participação municipal, 19 estados e o Distrito Federal também responderam ao levantamento. 

O levantamento teve como objetivo compreender o panorama atual das políticas públicas para a Primeira Infância no país, identificar desafios, subsidiar ações de apoio técnico, fortalecer a governança interfederativa e aprimorar as estratégias voltadas à garantia dos direitos das crianças brasileiras. 

A inciativa nacional ocorreu de forma articulada e intersetorial, com envio de ofícios institucionais, disparos de e-mails, articulação via WhatsApp, divulgação em seminários estaduais e distribuição de materiais informativos. O prazo oficial de coleta encerrou-se em 15 de maio, com prorrogação excepcional até 18 de maio para regularização de acessos ao sistema e complementação de informações. 

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Os dados também devem contribuir para compreender os avanços da agenda desde a consolidação do Marco Legal da Primeira Infância e orientar novas ações para ampliar a efetivação dos direitos das crianças brasileiras, especialmente no enfrentamento das desigualdades e na construção de políticas mais integradas, intersetoriais e efetivas. 

O levantamento foi coordenado pela SNPPI/MEC com apoio de parceiros estratégicos da agenda da Primeira Infância, entre eles a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil, o Conselho Nacional do Ministério Público, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, o Instituto Articule e a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, além de redes estaduais, organizações da sociedade civil e gestores públicos. 

Resultados – Entre os estados com 100% de preenchimento concluído estão Acre, Alagoas, Ceará e Roraima. Já os maiores índices de finalização foram registrados em São Paulo (98,76%), Mato Grosso do Sul (98,73%), Pará (96,53%), Santa Catarina (96,27%), Sergipe (96%), Rio Grande do Norte (95,81%), Pernambuco (95,14%) e Minas Gerais (93,20%). 

Em números absolutos, Minas Gerais liderou a participação, com 795 municípios finalizados, seguido por São Paulo (637), Rio Grande do Sul (425), Paraná (356) e Bahia (329). 

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Os formulários aplicados reuniram informações sobre existência e vigência dos Planos pela Primeira Infância, aprovação em instrumentos normativos, funcionamento de comitês intersetoriais, mecanismos de financiamento, participação social e necessidades de apoio técnico para implementação das políticas públicas. Também foram levantadas informações sobre governança, articulação entre áreas e estratégias de implementação territorial. 

Segundo a SNPPI/MEC, os resultados demonstram o fortalecimento da agenda da Primeira Infância no Brasil e o crescente comprometimento dos entes federados com a institucionalização de políticas públicas voltadas às crianças. A Subsecretaria pretende, agora, organizar um grupo de trabalho para aprofundar a análise quantitativa e qualitativa das informações coletadas. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria Executiva (SE) 

Fonte: Ministério da Educação

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