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Cebola perde qualidade em SC, enfrenta concorrência da importada e pressiona mercado na Ceagesp

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O mercado brasileiro de cebola segue pressionado pela queda de qualidade dos lotes nacionais e pelo avanço da cebola importada nos principais centros atacadistas do país. Na Ceagesp, em São Paulo, o aumento de problemas sanitários em cebolas catarinenses reduziu o ritmo de comercialização e manteve os boxes abastecidos ao longo da última semana.

De acordo com pesquisadores do Hortifrúti/Cepea, os lotes provenientes de Santa Catarina, especialmente da região de Ituporanga, vêm apresentando maior incidência de bulbos com mofo preto, fator que compromete a conservação do produto e reduz sua vida útil nas prateleiras.

Com a perda gradual de qualidade da cebola nacional, compradores têm ampliado o interesse pelo produto importado, que já ocupa espaço relevante no mercado atacadista paulista. Segundo agentes consultados pelo Cepea, a cebola estrangeira apresenta padrão visual e conservação considerados mais atrativos neste momento, competindo diretamente com os volumes remanescentes da safra brasileira.

Apesar da maior competitividade do produto externo, o cenário pode mudar nas próximas semanas. Isso porque áreas produtoras da Argentina enfrentam problemas climáticos e alagamentos, situação que pode comprometer a qualidade e a oferta da cebola importada destinada ao Brasil.

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Vida útil menor limita valorização dos preços

Ainda conforme o levantamento do Hortifrúti/Cepea, a redução do shelf life da cebola nacional tem dificultado negociações em patamares mais elevados. Com maior risco de perdas e deterioração, atacadistas e compradores adotam postura cautelosa nas aquisições.

Na prática, os boxes permanecem abastecidos e as cotações seguem oscilando conforme o padrão de qualidade dos lotes ofertados. Produtos com melhor aparência e conservação conseguem maior valorização, enquanto cebolas com problemas sanitários enfrentam maior dificuldade de escoamento.

O mercado também acompanha o comportamento da demanda nas próximas semanas, além das condições climáticas nas regiões produtoras do Sul do Brasil e da Argentina, fatores que devem seguir influenciando os preços e a disponibilidade da hortaliça no atacado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa institui o Plano Inova Cacau 2030

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nesta terça-feira (26), no Diário Oficial da União (DOU), a Portaria nº 909, que institui o Plano Inova Cacau 2030. A norma estabelece a governança e os mecanismos de coordenação, monitoramento e transparência da iniciativa, com vigência até 31 de dezembro de 2030.

O Plano Inova Cacau 2030 tem como objetivo promover o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do cacau, com foco na elevação da produtividade, na melhoria da qualidade, na ampliação da renda dos produtores e no fortalecimento da posição do Brasil como origem sustentável no mercado nacional e internacional.

A execução do plano seguirá as diretrizes, os eixos estratégicos, as metas e os indicadores previstos no documento técnico aprovado em 2023, que poderá ser atualizado periodicamente, sem prejuízo dos objetivos e da estrutura da iniciativa.

A coordenação do Plano será exercida pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), responsável pela articulação interinstitucional, consolidação de informações e indicadores, apoio ao funcionamento das instâncias de governança e elaboração de relatórios periódicos de acompanhamento.

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A participação de órgãos e entidades públicas, bem como de instituições privadas, ocorrerá de forma voluntária, mediante instrumentos jurídicos apropriados e em conformidade com a legislação vigente, sem geração automática de obrigações ou compromissos financeiros.

De acordo com a Portaria, o Plano Inova Cacau 2030 será objeto de monitoramento contínuo, com base em metas e indicadores, e deverá assegurar a elaboração e a divulgação periódica de relatórios de acompanhamento, observadas as normas de transparência e acesso à informação.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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