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Acordos comerciais ampliam mercados e fortalecem indústria brasileira, diz secretária do MDIC

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Ampliação de mercados, atração de investimentos, fortalecimento da indústria nacional e agregação valor às exportações brasileiras estão entre os objetivos dos acordos de livre comércio firmados pelo Mercosul nos últimos anos, segundo avaliação da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), Tatiana Prazeres, durante debate realizado no Senado nesta terça-feira (26/5).

“Os acordos com Singapura, União Europeia e EFTA representam a maior expansão da rede de acordos comerciais do Brasil e uma mudança histórica no perfil da inserção internacional brasileira. Em conjunto, ampliam de 12,2% para 30,8% a parcela da corrente de comércio do país coberta por acordos comerciais”, afirmou Tatiana.

Durante a apresentação, que ocorreu na Comissão de Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, ela lembrou que o acordo com Singapura, assinado em 2023, foi o primeiro firmado pelo bloco em mais de dez anos, ressaltando ainda o potencial estratégico da parceria para ampliar mercados. Singapura é o sétimo principal destino das exportações brasileiras.

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No caso do acordo entre Mercosul e EFTA, o entendimento prevê ampla cobertura tarifária e abertura gradual de mercado, incluindo a eliminação de tarifas para produtos industriais e pesqueiros exportados pelo Mercosul.

Tatiana também relacionou os acordos à estratégia de neoindustrialização conduzida pelo governo federal e ao fortalecimento da competitividade da indústria brasileira, com reflexos diretos sobre o perfil das exportações do país.

“O esforço de neoindustrialização conduzido pelo governo federal busca promover uma indústria mais competitiva, inovadora e preparada para disputar mercados internacionais”, destacou.

A embaixadora Paula Barboza, diretora do Departamento de Negociações Extrarregionais e Governança Econômica do Ministério das Relações Exteriores (MRE), também participou do debate, conduzido pelo deputado Arlindo Chinaglia, e ressaltou o caráter estratégico dos acordos para a diversificação comercial brasileira.

Relação comercial e impactos econômicos

No caso de Singapura, o país asiático possui PIB de US$ 547 bilhões e importações de US$ 457 bilhões. A corrente de comércio entre Brasil e Singapura alcançou US$ 10,7 bilhões em 2025, com exportações brasileiras de US$ 7,4 bilhões. Estudos apresentados pelo MDIC estimam, até 2040, impacto positivo de R$ 28 bilhões sobre o PIB brasileiro, aumento de R$ 11 bilhões em investimentos e crescimento de US$ 40 bilhões na corrente de comércio com a implementação do acordo.

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Já o Mercosul-EFTA envolve Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, mercado com cerca de 15 milhões de consumidores e PIB combinado de US$ 1,5 trilhão. O comércio do Brasil com esses países movimentou US$ 7,8 bilhões em 2025. A Suíça é atualmente o 11º maior investidor direto no Brasil, com estoque de US$ 30,5 bilhões. Estudos apresentados pelo MDIC estimam, até 2044, impacto positivo de R$ 2,7 bilhões sobre o PIB brasileiro, aumento de R$ 660 milhões em investimentos e crescimento de US$ 5,9 bilhões na corrente de comércio com a implementação do acordo.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Nota do Enem pode garantir vaga em instituições públicas

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Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) é a principal porta de entrada para a educação superior, tanto em universidades públicas quanto em institutos federais. Para facilitar e democratizar o processo seletivo de ingresso na etapa de ensino, o Ministério da Educação (MEC) oferece o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que garante a participação de estudantes que realizaram pelo menos uma das últimas três edições do Enem e obtiveram nota maior que zero na redação possam concorrer a vagas em todo o país sem precisar viajar para participar de outras provas. Interessados em participar do Enem deste ano têm até 12 de junho para se inscrever na Página do Participante

A estudante de medicina, Isadora Martins, foi aprovada no Sisu em 2026 para ingressar na Universidade Federal de Catalão (UFCat), localizada fora de sua cidade natal. Ela comentou sobre como o Sisu foi importante para essa conquista. “Eu fiz uma transição de carreira do jornalismo para a medicina e comecei a me preparar para prestar o Enem ainda em 2023. Eu sabia que era um curso concorrido e que havia a possibilidade de eu precisar me mudar um dia, caso necessário, mas o Enem permite que possamos fazer a prova perto de casa, sem os altos custos de viagens para outros estados, e só depois escolher dentre várias opções de universidades. Assim, muitas portas são abertas para nós”, finalizou.  

“[…] mas o Enem permite que possamos fazer a prova perto de casa, sem os altos custos de viagens para outros estados, e só depois escolher dentre várias opções de universidades. Assim, muitas portas são abertas para nós”. Isadora Martins, estudante de medicina na UFCat. 

Para participar do Sisu, basta realizar a inscrição gratuita no site sisualuno.mec.gov.br, após a divulgação dos resultados do Enem. Ao fazer o login, o sistema recupera automaticamente as notas das três últimas edições do exame, selecionando a edição que mais favorece o candidato de acordo com a escolha de curso. Para confirmar a participação, o candidato deverá preencher informações pessoais, sociais e econômicas, que são utilizadas pelo MEC e pelas instituições, a fim de verificar a elegibilidade às vagas reservadas pela Lei de Cotas e para possibilitar o contato da instituição em caso de aprovação. 

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Após a abertura do sistema, os candidatos poderão selecionar até duas opções de curso dentre aquelas ofertadas pelas instituições participantes do Sisu. Durante todo o período de inscrições, o candidato pode alterar suas escolhas quantas vezes desejar, mas apenas a última opção registrada ao final do prazo será considerada. Ao longo desse período, o sistema divulga diariamente resultados parciais, permitindo que o candidato acompanhe as notas de corte, avalie suas chances e decida se mantém suas escolhas ou se deseja ajustá-las. 

Formado em jornalismo, Leonardo Augusto também se utilizou das possibilidades do Enem para expandir seus horizontes. “Eu morava em Fortaleza, mas fiz faculdade na Universidade de Brasília depois de me preparar três anos para participar da prova, dois deles como treineiro. Eu acredito que o Sisu democratiza o acesso à educação superior no Brasil, porque abre muitas possibilidades, inclusive para fazer um curso que ainda nem era pensado ou para encontrar uma situação de vida melhor em outro lugar. No meu caso, eu não queria fazer faculdade onde eu estudava, e foi muito importante poder realizar o processo seletivo para uma cidade que eu queria, sem ter que arcar com os custos da viagem”, disse ele. 

“O Sisu democratiza o acesso à educação superior no Brasil, porque abre muitas possibilidades, inclusive para fazer um curso que ainda nem era pensado ou para encontrar uma situação de vida melhor em outro lugar”. Leonardo Augusto, jornalista egresso do Sisu. 

O Sisu é composto por uma chamada regular. Nela, os candidatos são selecionados de acordo com a Lei de Cotas e com as políticas de ações afirmativas adotadas pelas próprias instituições, assim como pela Lista de Espera, voltada àqueles que não foram convocados inicialmente. Para o último caso, é necessário manifestar o interesse em concorrer, dentro do período definido no programa. Esse processo é feito na mesma página de inscrição usada durante a chamada regular, logo após a divulgação do resultado final.  

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Dados – Na última edição do Sisu, foram disponibilizadas aproximadamente 274 mil vagas para 7,3 mil cursos em 136 instituições públicas de educação superior de todas as regiões do Brasil. Desse total, cerca de 271 mil estudantes foram aprovados. 

Sisu+ – Para concorrer a vagas ainda em 2026, de maneira inédita, os candidatos terão acesso ao Sisu+. É uma etapa complementar, para ingresso no segundo semestre deste ano, e busca oferecer eventuais oportunidades disponíveis nas 34 instituições que aderiram ao programa. Desde segunda-feira, 8 de junho, os interessados podem acessar o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior para consultar a oferta de vagas disponíveis no programa, filtrando cursos, instituições, modalidades, estados e municípios. 

Enem 2026 – Após a prorrogação do prazo, os candidatos têm até sexta-feira (12) para se inscreverem na edição deste ano, cujo as provas serão realizadas nos dias 8 e 15 de novembro. O novo prazo também contempla os pedidos de atendimento especializado e de tratamento por nome social. Confira o cronograma: 

  • Inscrições: de 25 de maio a 12 de junho; 
  • Pagamento da taxa de inscrição: até 17 de junho; 
  • Solicitação de atendimento especializado e nome social: de 25 de maio a 12 de junho; 
  • Resultado do atendimento especializado: 26 de junho; 
  • Recurso do atendimento especializado: de 29 de junho a 3 de julho; 
  • Resultado do recurso: 10 de julho; 
  • Aplicação das provas: 8 e 15 de novembro. 

As notas obtidas no exame também poderão ser utilizadas por instituições de ensino superior privadas, por meio do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), e por instituições portuguesas que possuem convênio com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para aceitar as notas do exame. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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