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Ministério do Turismo lança versões, em inglês e espanhol, do Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas
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O Ministério do Turismo lança no próximo dia 3 de junho, durante o Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB), as versões, em inglês e espanhol, do Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas, publicação voltada à segurança, autonomia e acolhimento das mulheres durante viagens. O anúncio será feito com a participação de ministras e autoridades internacionais durante um dos painéis do Fórum, que vai até o dia 4 de junho, na capital paraibana.
O material poderá ser acessado pela internet por turistas de diferentes países e também servirá como referência para implantação em outras nações da América Latina e do mundo.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, internacionalizar a publicação reforça o papel do Brasil na construção de políticas públicas voltadas às mulheres.
“Queremos que mulheres brasileiras e estrangeiras encontrem no Brasil um ambiente de acolhimento, informação e segurança para viajar. E, ao lançar as versões do Guia em inglês e espanhol, o Brasil compartilha com o mundo uma política pública construída para que mais mulheres possam viajar com liberdade, autonomia e confiança”, afirmou.
O Fórum, organizado pelo Ministério do Turismo, em parceria com a ONU Turismo, vai reunir ministras, empresárias, autoridades, especialistas e representantes de organismos internacionais para debater liderança, empreendedorismo, diversidade e inclusão, direitos das mulheres, Copa do Mundo de Futebol Feminino, entre outros temas.
- Confira a programação aqui.
- As inscrições podem ser feitas neste link.
Desenvolvido em parceria com a UNESCO, o Guia reúne orientações práticas para mulheres que viajam sozinhas, além de informações sobre planejamento, hospedagem, deslocamento, segurança, comportamento preventivo e canais de apoio. A publicação também dialoga com prestadores de serviços turísticos, estimulando destinos mais acolhedores, preparados e atentos às demandas femininas.
Diana Marcela Morales Rojas, ministra do Comércio, Indústria e Turismo da Colômbia, e María Paz Lagos Valdivieso, vice-ministra de Turismo do Chile, serão as primeiras representantes internacionais a receberem oficialmente o Guia em versões traduzidas.
Cooperação internacional
O lançamento internacional do material acontece em um momento estratégico para o Brasil, que atualmente ocupa a presidência do Conselho Executivo da ONU Turismo. A iniciativa será apresentada pelo Ministério do Turismo, como exemplo de boa prática internacional voltada à segurança e ao acolhimento de mulheres viajantes, fortalecendo o intercâmbio de experiências entre países.
A tradução do material também integra uma estratégia de longo prazo da pasta para qualificar a recepção de turistas estrangeiras no país, especialmente diante da realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027, da FIFA, que será realizada pela primeira vez na América do Sul e deve ampliar a circulação internacional de mulheres no ano que vem.
A iniciativa de criar o Guia nasceu após uma pesquisa inédita do MTur identificar transformações importantes no comportamento das viajantes brasileiras.
Segundo o levantamento:
- 94% das mulheres entrevistadas já realizaram pelo menos uma viagem sozinhas;
- 72% afirmaram sentir mais liberdade e autonomia ao viajar dessa forma;
- 83% organizam as viagens por conta própria;
- 79% priorizam destinos considerados seguros;
- 74% afirmam que o acolhimento influencia diretamente a escolha do destino;
Mais da metade afirmou já ter alterado hábitos ou roteiros por questões relacionadas à segurança.
A jornalista e pesquisadora Anelise Zanoni, responsável pelo estudo que deu origem ao Guia, também vai participar do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, no painel “Segurança Turística da Mulher”, que discute acolhimento, prevenção ao assédio e construção de experiências mais seguras para mulheres nos destinos brasileiros.
Para ela, pensar segurança no turismo vai além da prevenção à violência. “O turismo precisa compreender que segurança também é pertencimento, acolhimento e liberdade para circular. Muitas mulheres querem viajar sozinhas, conhecer novos lugares e viver experiências com autonomia, e os destinos precisam estar preparados para recebê-las”, destacou Anelise.
Além de orientar turistas, o projeto também inclui ações voltadas ao setor turístico brasileiro. Em 2025, o MTur e a UNESCO lançaram o material “Dicas para Atender Bem Mulheres Turistas”, direcionado a hotéis, bares, restaurantes, receptivos e demais prestadores de serviços turísticos.
Serviço
- Lançamento das versões, em inglês e espanhol, do Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas
- Data: 3 de junho de 2026
- Horário: 11h
- Local: Centro de Convenções de João Pessoa
- Endereço: Rodovia PB-008, Km 5, Polo Turístico Cabo Branco, João Pessoa (PB)
- Programação do Fórum: confira aqui.
- Inscrições: neste link.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
BRASIL
Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino
O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.
Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade.
O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.
Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:
|
Secretarias municipais |
2024 |
2026 |
|
Índices |
Brasil |
Brasil |
|
Geral |
26,6 |
34,7 |
|
Institucionalização |
38,7 |
55,8 |
|
Formação |
20,4 |
28,7 |
|
Gestão |
26,0 |
27,0 |
|
Material Didático |
31,1 |
34,2 |
|
Financiamento |
20,6 |
39,9 |
|
Avaliação e Monitoramento |
45,0 |
60,2 |
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



