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Detran capacita servidores para atendimento a acidentes e fiscalização de trânsito

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O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) realizou, entre os dias 1º e 3 de junho, o Curso de Prática Operacional no Atendimento a Sinistros e Fiscalização de Trânsito. A capacitação reuniu 45 servidores que atuam na fiscalização de trânsito na capital e no interior do Estado.

“O objetivo é aprimorar os conhecimentos e as habilidades práticas desses profissionais no atendimento a sinistros e nas ações de fiscalização, capacitando-os para o recebimento de ocorrências, deslocamento seguro e atuação eficiente no local. A iniciativa contribui para a prestação de um serviço cada vez mais qualificado e para a oferta de um atendimento de melhor qualidade para a população”, disse a coordenadora da Escola Pública de Trânsito em substituição, Elbes Evangelista.

Além de fortalecer os procedimentos operacionais, o curso busca qualificar os participantes para uma atuação mais eficiente no atendimento e na coleta de informações que auxiliam na elaboração de políticas públicas voltadas à prevenção e redução de ocorrências no trânsito.

Um dos alunos da capacitação foi o Agente do Serviço de Trânsito, Francisco Xavier Vieira, que atua nas operações de fiscalização no município de Rondonópolis.

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“É muito importante essas capacitações que o Detran vem promovendo. Todo aprendizado é válido, e ter essa troca de experiência na prática profissional é fundamental para fazermos bem feito o nosso trabalho, porque nessas situações que envolvem sinistros, todo cuidado é pouco, principalmente com a segurança dos servidores e dos envolvidos”, falou.

A diretora de Educação e Fiscalização de Trânsito do Detran-MT, Adriana Carnevale, reforçou que a capacitação contínua dos servidores é um dos pilares para o fortalecimento da segurança viária em Mato Grosso.

“Ao investir no aperfeiçoamento técnico e operacional das equipes de fiscalização, garantimos uma atuação mais segura, eficiente e padronizada no atendimento aos sinistros de trânsito. Além disso, o conhecimento adquirido contribui diretamente para a produção de informações qualificadas, que subsidiam a formulação de políticas públicas voltadas à preservação de vidas e à construção de um trânsito mais seguro para toda a população mato-grossense”, concluiu.

*Com supervisão da jornalista Lidiana Cuiabano

Fonte: Governo MT – MT

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Poder Judiciário participa de debate sobre população em situação de rua

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Plenário com pessoas sentadas em bancadas em primeiro plano. Ao fundo, uma mesa diretora com autoridades e um grande telão exibindo a transmissão do próprio evento.A necessidade de união entre os poderes públicos, instituições e sociedade civil para enfrentar o crescimento da população em situação de rua em Cuiabá foi um dos principais pontos defendidos pelo Poder Judiciário durante audiência pública realizada na manhã desta quarta-feira (03), na Câmara Municipal de Cuiabá.

Representando o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o juiz Marcos Faleiros da Silva, titular da 4ª Vara Criminal da Capital e integrante do programa PopRuaJud, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), destacou que o problema exige soluções construídas de forma coletiva e permanente.

Homem de terno azul, camisa branca e gravata roxa fala ao microfone que segura com a mão direita. Ele tem cabelos escuros e barba por fazer, posicionado contra um painel de madeira.“Foi a primeira vez que fui procurado por uma gestão municipal para discutir essa problemática e também a primeira vez que fui convidado para debater esse tema na Câmara de Vereadores. O problema está aí há muitos anos e precisa ser enfrentado por todos os atores envolvidos. O Estado não pode abandonar uma pessoa porque ela é dependente química, desempregada ou enfrenta problemas familiares. Precisamos construir caminhos para que essas pessoas possam reconstruir suas vidas”, afirmou o magistrado.

Durante sua participação, Marcos Faleiros apresentou o trabalho desenvolvido pela Política Nacional Judicial de Atenção às Pessoas em Situação de Rua (PopRuaJud), iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que visa facilitar o acesso à justiça e garantir os direitos básicos dessa população de forma simplificada, priorizada e sem burocracia. O programa funciona através de ações conjuntas, os chamados mutirões de cidadania, que reúnem diversos órgãos do sistema de justiça e assistência social em um único local.

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Segundo o magistrado, uma das preocupações do grupo é aprimorar os critérios de levantamento e monitoramento dessa população para subsidiar a formulação de políticas públicas mais eficazes.

A audiência pública foi proposta pelo vereador Dilemário Alencar e reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além da Defensoria Pública, OAB, entidades assistenciais, comerciantes, movimentos sociais e integrantes da sociedade civil organizada.

Moradia como prioridade

Mulher de cabelos presos fala ao microfone em um púlpito. Ela usa camiseta vermelha com estampa circular e um tecido azul amarrado sobre os ombros como capa.Representando o Movimento Nacional da População em Situação de Rua, Rúbia Cristina de Jesus trouxe à audiência a perspectiva de quem viveu durante 23 anos nas ruas. Para ela, a principal solução para o problema passa pelo acesso à moradia.

“Não existe solução para a população em situação de rua sem habitação. Com moradia, a pessoa tem dignidade, consegue cuidar da saúde, buscar emprego e reconstruir sua vida. Ninguém está em situação de rua porque quer. Precisamos ser ouvidos e participar da construção das políticas públicas destinadas a nós”, afirmou. Ela defendeu ainda a criação de programas habitacionais específicos para essa população, como aluguel social e moradias assistidas.

Outro participante da audiência foi o coordenador do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para População em Situação de Rua (CIAMP-Rua) em Mato Grosso, Rodrigo da Silva Martins. Ele defendeu que o debate avance para além da oferta de serviços e passe a avaliar os resultados efetivamente alcançados.

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Homem de pele clara e cabelos curtos fala ao microfone em um púlpito cinza. Ele veste uma camisa polo branca com listras pretas e cinzas na região do peito.“Precisamos nos autoavaliar. Quantas pessoas saíram da rua? Quantas conseguiram emprego? Quantas receberam moradia? Quais políticas realmente estão funcionando? Precisamos focar nos resultados e ouvir a própria população em situação de rua, porque são essas pessoas que podem dizer o que funciona e o que precisa melhorar”, destacou.

Rodrigo também ressaltou a importância da integração entre assistência social, saúde, segurança pública, habitação e demais setores envolvidos no atendimento dessa população.

Próximos passos

Durante a audiência pública, foram apresentados dados do Cadastro Único que apontam cerca de 1.800 pessoas em situação de rua cadastradas em Cuiabá. Os participantes destacaram que a situação é resultado de múltiplos fatores, entre eles dependência química, transtornos mentais, desemprego, rompimento de vínculos familiares, insegurança alimentar e déficit habitacional.

Ao final da audiência, os participantes defenderam a ampliação das políticas de habitação, saúde mental, tratamento da dependência química e reinserção social, além do fortalecimento da articulação entre os órgãos públicos. As propostas apresentadas serão consolidadas em um documento que será encaminhado às autoridades competentes.

Fotos: Donatto Aquino

Autor: Ana Assumpção

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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