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Coamo acelera construção de usina de etanol de milho no Paraná e projeto deve gerar até 2 mil empregos

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A construção da nova indústria de etanol de milho da Coamo, em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná, avança em ritmo acelerado e já alcança 45% do cronograma previsto. O empreendimento entra agora em uma das etapas mais estratégicas da obra, marcada pelo início das montagens mecânicas e eletromecânicas, além da intensificação da infraestrutura industrial.

O projeto integra o plano de expansão industrial da cooperativa e deverá fortalecer a produção nacional de biocombustíveis, além de impulsionar a geração de empregos e o desenvolvimento econômico regional.

A nova unidade será incorporada ao parque industrial da Coamo, que atualmente conta com 12 plantas instaladas em Campo Mourão e Paranaguá, no Paraná, além de Dourados, no Mato Grosso do Sul.

Segundo o gerente da Indústria de Etanol de Milho da Coamo, Emerson Mansano, o avanço das obras representa um marco importante para a região.

“O momento atual do projeto concentra a infraestrutura civil e o início das montagens eletromecânicas, consolidando-se como um marco para o desenvolvimento econômico local”, destaca.

Tecnologia de ponta marca nova fase da obra

De acordo com o diretor Industrial da Coamo, Divaldo Corrêa, a obra entra agora em uma etapa decisiva, com foco na verticalização da estrutura e instalação dos equipamentos industriais.

“Estamos implementando o que há de mais moderno no setor de etanol de milho atualmente”, afirma o executivo.

A planta industrial foi projetada com tecnologia de última geração, utilizando engenharia americana e uma cadeia global de fornecimento. Os equipamentos são provenientes de diferentes mercados internacionais, incluindo China e Estados Unidos, além de fornecedores brasileiros responsáveis pela maior parte da fabricação.

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O projeto reforça a tendência de modernização do setor de biocombustíveis no Brasil, especialmente na cadeia do etanol de milho, segmento que vem registrando forte expansão nos últimos anos.

Obra da Coamo se torna polo de geração de empregos no Paraná

O canteiro de obras já se consolidou como um dos principais polos de contratação de mão de obra da região de Campo Mourão. Atualmente, cerca de mil profissionais atuam diretamente na construção da unidade, distribuídos entre mais de 70 empresas terceirizadas responsáveis pelas frentes civil, elétrica e mecânica.

A expectativa da cooperativa é ampliar significativamente esse número nos próximos meses.

Segundo Emerson Mansano, o pico das obras deverá mobilizar aproximadamente dois mil trabalhadores temporários, atraindo profissionais especializados de diversas regiões do Brasil, incluindo Norte e Nordeste.

O avanço da construção também movimenta setores ligados à logística, hospedagem, alimentação e prestação de serviços na região.

Cronograma segue dentro do planejado

A Coamo mantém o cronograma da obra rigorosamente dentro do previsto. Neste momento, os trabalhos estão concentrados no diligenciamento das fabricações e na logística para recebimento dos equipamentos de grande porte.

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A previsão da cooperativa é concluir a implantação da planta e iniciar as operações no primeiro trimestre do próximo ano.

“O ritmo atual reflete a maturidade do projeto e a eficiência na mobilização das empresas parceiras. Estamos otimistas com o cumprimento das próximas metas, que consolidarão esta planta como referência em produtividade e tecnologia no Brasil”, conclui Divaldo Corrêa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño acende alerta no campo: produtores devem reforçar planejamento financeiro e proteção jurídica

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A intensificação dos efeitos do El Niño no Sul do Brasil volta a preocupar o setor agropecuário e coloca em evidência a necessidade de um planejamento mais robusto para enfrentar os desafios climáticos. Com previsões de aumento das chuvas, maior instabilidade meteorológica e potenciais impactos sobre a produtividade agrícola, especialistas alertam que produtores rurais precisam adotar medidas preventivas para proteger suas finanças e garantir a continuidade das atividades.

Após anos marcados por eventos climáticos extremos, perdas de safra e aumento do endividamento rural, a gestão de riscos passa a ocupar papel estratégico dentro das propriedades. Além dos cuidados agronômicos, cresce a importância da organização financeira, da análise contratual e da proteção jurídica como ferramentas fundamentais para atravessar períodos de adversidade.

Planejamento financeiro ganha protagonismo no agronegócio

Segundo a advogada Giulia Arndt, especialista em Direito Bancário aplicado ao agronegócio, muitos produtores ainda concentram seus esforços exclusivamente na gestão da produção, deixando em segundo plano aspectos financeiros e jurídicos que podem ser decisivos em momentos de crise.

De acordo com a especialista, a recorrência de fenômenos climáticos extremos exige uma mudança de postura no campo. O produtor que mantém sua documentação organizada, acompanha seus compromissos financeiros e revisa regularmente seus contratos possui melhores condições para negociar com instituições financeiras e minimizar impactos econômicos.

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A recomendação é que as propriedades rurais desenvolvam planos preventivos capazes de garantir maior previsibilidade diante de possíveis perdas provocadas por excesso de chuvas, enchentes ou outros eventos climáticos associados ao El Niño.

Revisão de crédito rural e contratos pode evitar problemas futuros

Entre as principais medidas preventivas está a análise das operações de crédito rural, especialmente aquelas vinculadas à expectativa de produtividade futura. Especialistas orientam que os produtores revisem contratos em andamento e avaliem os riscos envolvidos caso ocorram frustrações de safra.

Outro ponto considerado essencial é a manutenção de registros técnicos atualizados. Laudos agronômicos, históricos climáticos, relatórios de produtividade e documentos que comprovem eventuais perdas podem ser determinantes em processos de renegociação de dívidas e solicitações de alongamento de prazos junto às instituições financeiras.

A legislação brasileira prevê mecanismos de proteção ao produtor em situações de perdas causadas por fatores climáticos, mas muitos agricultores desconhecem esses instrumentos ou buscam orientação apenas quando a situação financeira já se encontra comprometida.

Seguro rural e proteção jurídica devem fazer parte da estratégia

O cenário também reforça a importância da análise detalhada das apólices de seguro rural. Conhecer previamente as coberturas contratadas, as exigências para acionamento do seguro e os riscos efetivamente protegidos reduz a exposição do produtor e evita surpresas em momentos de necessidade.

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Da mesma forma, a avaliação das cláusulas presentes nos contratos bancários permite identificar obrigações, garantias e possibilidades de renegociação antes que problemas financeiros se agravem.

Especialistas destacam que a prevenção jurídica deixou de ser uma ferramenta utilizada apenas em situações de conflito e passou a integrar a gestão estratégica das propriedades rurais modernas.

Integração da cadeia é fundamental para enfrentar desafios climáticos

Além das ações individuais, o fortalecimento da cooperação entre produtores, cooperativas, instituições financeiras e órgãos públicos é apontado como um caminho importante para ampliar a capacidade de resposta do agronegócio diante dos desafios climáticos.

A criação de mecanismos mais ágeis de apoio financeiro, programas de prevenção e políticas voltadas à gestão de riscos pode contribuir para reduzir os impactos econômicos causados por eventos extremos e preservar a competitividade do setor.

Com a possibilidade de novas ocorrências associadas ao El Niño nos próximos meses, especialistas reforçam que o momento exige atenção e planejamento. A adoção antecipada de medidas financeiras, contratuais e jurídicas pode fazer a diferença para garantir a sustentabilidade das propriedades rurais e a continuidade da produção em um cenário cada vez mais desafiador para o agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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