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MTE e DIEESE realizam 3º Encontro Nacional da Rede de Observatórios do Trabalho

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) realizarão, nos dias 15, 16 e 17 de junho, o 3º Encontro Nacional da Rede de Observatórios do Trabalho. O evento será realizado no auditório do MTE, em Brasília (DF), e terá transmissão ao vivo pelo canal do MTE no YouTube nos dias 15 e 16. O ministro do Trabalho e Emprego em exercício, Chico Macena, participará da abertura.

O encontro reunirá representantes dos 35 observatórios do trabalho, distribuídos em 22 estados e 13 municípios com mais de 200 mil habitantes, além de gestores públicos, pesquisadores e especialistas da área. O objetivo é promover a troca de experiências e o compartilhamento de ações em curso relacionadas ao trabalho, emprego e renda.

Durante o evento, serão lançados o novo site do Observatório Nacional do Mercado de Trabalho e a Revista Observatório do Trabalho Brasileiro nº 5, produzida pelo MTE e pelo DIEESE, que reúne artigos e estudos com análises atuais e estratégicas sobre o mercado de trabalho brasileiro.

Os observatórios locais desempenham papel fundamental na elaboração de estudos e análises que apoiam o Sistema Nacional de Emprego (Sine) e as Comissões Estaduais e Municipais de Trabalho. A subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do MTE, Paula Montagner, destaca que “esta é uma política permanente do Ministério. Os observatórios são essenciais para analisar os dados locais e produzir conhecimento capaz de subsidiar a formulação de políticas públicas”.

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O público do evento é formado por conselheiros de políticas públicas, técnicos e gestores de órgãos governamentais, além de pesquisadores de universidades e centros de estudos especializados no tema.

As inscrições podem ser realizadas pelo formulário disponível no seguinte link: https://forms.gle/Aw1vpGVng9LD3tBp7

PROGRAMAÇÃO

15 de junho (segunda-feira)

9h – Abertura – Ministro do Trabalho e Emprego em exercício, Francisco Macena

10h – Tema 1: Análise do cenário conjuntural do emprego e reflexões sobre temas do debate público (jornada de trabalho e digitalização das empresas)

14h – Tema 2: Energia e empregos verdes (bioeconomia, energia limpa, economia solidária e emprego justo)

17h30 – Lançamento do novo site do Observatório Nacional do Mercado de Trabalho e da Revista Observatório do Trabalho Brasileiro nº 5

16 de junho (terça-feira)

9h – Tema 3: Potencialidades e desafios dos avanços digitais na saúde: caminhos para aproveitar investimentos com capilaridade territorial e geração de empregos

14h – Tema 4 – Parte 1: Produção de alimentos, mercado interno e soberania alimentar 

16h – Tema 4 – Parte 2: Infraestrutura básica e desenvolvimento regional

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18h – Encerramento

17 de junho (quarta-feira)

9h – Oficina sobre o Painel de Indicadores da Rede de Observatórios do Trabalho

11h – Oficina sobre captação de recursos para o bloco de assessoramento estatístico (emendas parlamentares)

13h – Encerramento

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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EPT: 117 anos transformando futuros

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Há 117 anos, a Educação Profissional e Tecnológica (EPT) faz parte da história do Brasil. Criada a partir das 19 escolas de aprendizes e artífices, instituídas em 23 de setembro de 1909, durante o governo do presidente Nilo Peçanha, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica acompanhou as transformações do país e ampliou sua atuação para diferentes territórios, públicos e áreas de conhecimento.

A data, que marca o início dessa trajetória, também é celebrada como o Dia Nacional da Educação Profissional e Tecnológica. Mais do que lembrar a criação das primeiras escolas, 23 de setembro representa a evolução de uma política educacional que hoje articula formação profissional, ciência, tecnologia, pesquisa, extensão e inovação.

A EPT está presente tanto na educação básica quanto na superior. Ao total, são 3,1 milhões de matrículas na educação profissional técnica de nível médio, segundo o Censo Escolar da Educação Básica, e cerca de 2 milhões de estudantes em cursos tecnológicos de graduação, conforme o Censo da Educação Superior. A oferta é realizada pelas redes federal, estaduais, distrital e municipais, pelos sistemas nacionais de aprendizagem e por instituições privadas de educação superior. A expansão e a qualidade na oferta da EPT contemplam os objetivos 12 e 13 do novo Plano Nacional de Educação (PNE).

Para o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (MEC), Marcelo Bregagnoli, uma das características da modalidade é justamente sua capacidade de aproximar a formação às necessidades de cada território.

“A educação profissional e tecnológica tem esta característica: olhar para os arranjos produtivos e sociais locais e para as demandas que existem no território. Com isso, ela contribui para o desenvolvimento, para a geração de emprego e renda e para a melhoria da qualidade de vida”.

Institutos Federais – Essa trajetória ganhou um novo marco em 2008, por meio da Lei nº 11.892, que instituiu a Rede Federal e criou os institutos federais. Assim, a formação passou a ser desenvolvida de forma integral, articulando ensino, pesquisa, extensão e inovação, além de levar cursos gratuitos para estudantes de todos estados do país. Destaca-se ainda que o carro-chefe dos institutos federais são os cursos técnicos integrados ao ensino médio.

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Atualmente, a Rede Federal conta com 755 unidades, entre campi e polos de inovação. Em cada território, os cursos assumem características próprias, sintonizados com os arranjos sociais e econômicos de cada região.

Inserção na comunidade – Um exemplo pode ser encontrado no Instituto Federal de Brasília (IFB), no Campus Estrutural. Ali, estudantes do curso técnico integrado em meio ambiente participam de pesquisas, ações de extensão e projetos que relacionam o conhecimento aprendido em sala de aula aos desafios da comunidade.

A estudante Francielly Pereira, de 17 anos, descobriu essa dimensão da formação ao participar de um projeto de pesquisa sobre resíduos sólidos. A experiência levou à criação do Zerocast, iniciativa de comunicação voltada à divulgação de conteúdos sobre sustentabilidade e gestão de resíduos.

“Eu percebi que aquilo que a gente aprende pode realmente fazer uma diferença, pode contribuir para um mundo melhor”, conta Francielly, que cursa o técnico integrado em Meio Ambiente.

A experiência representa uma das possibilidades oferecidas pela EPT: aprender uma profissão sem deixar de desenvolver pesquisa, pensamento crítico e participação social.

Para a professora Adrielen Moraes, do Campus Estrutural (IFB), a integração entre formação e realidade é fundamental para esse processo. Segundo ela, os projetos permitem que os estudantes deixem de ser apenas receptores do conhecimento e passem a atuar na identificação de problemas e na construção de soluções.

“Eles chegam aqui muitas vezes inseguros e saem com um diploma, envolvidos com ciência, pesquisa, esporte, música, cultura. Saem prontos para serem protagonistas”, afirma.

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Uma rede que se transforma com o país – Ao longo de mais de um século, a Rede Federal passou por diferentes momentos e se adaptou às necessidades de uma sociedade em transformação. Hoje, o desafio continua sendo fazer com que a educação acompanhe as mudanças do mundo do trabalho, incorpore novas tecnologias e, ao mesmo tempo, permaneça conectada às pessoas e aos territórios.

Dos primeiros 19 estabelecimentos criados em 1909 até as quase 800 unidades atuais, são 117 anos de uma história construída por estudantes, professores, técnicos, pesquisadores e comunidades de todas as regiões do Brasil. Uma história que continua em movimento e que, a cada nova geração formada, transforma conhecimento em possibilidades de futuro.

Ingresso – O acesso à educação profissional e tecnológica pode ocorrer por meio de diferentes formas de seleção, de acordo com a instituição, o curso e o nível de ensino. A oferta é realizada pelas redes federal, estaduais, distrital e municipais, pelos sistemas nacionais de aprendizagem e por instituições privadas de educação superior.

Na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, que reúne institutos federais, Cefets, escolas técnicas vinculadas a universidades federais, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná e o Colégio Pedro II, o acesso ocorre conforme os critérios definidos por cada instituição e divulgados em edital. São ofertados cursos de qualificação profissional, técnicos de nível médio e de graduação, com possibilidades de ingresso por processos seletivos próprios e, no caso da educação superior, também pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), conforme as regras estabelecidas para cada instituição e curso.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Setec

Fonte: Ministério da Educação

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